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Em sua primeira visita ao Brasil, no início de agosto, o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, apresentou-se sem os tradicionais chinelões de borracha que calçou em quase todas as suas aparições públicas -- como costumava fazer pelos corredores de Harvard até pouco tempo atrás. Aos 25 anos, ele agora veste camiseta, calça jeans e... tênis. O garoto prodígio da internet aparecera pela primeira vez com o novo visual em programas da TV americana no começo deste ano -- e, então, algo aparentemente sem a menor importância virou notícia.
A aposentadoria dos desengonçados chinelões gerou intermináveis discussões em diversos blogs e, é claro, no próprio Facebook. A polêmica mostra a que ponto chega a curiosidade sobre Zuckerberg. Todos querem entender como o aluno tímido abandonou a faculdade de computação aos 19 anos para se tornar o mais jovem empreendedor bilionário da história, dono de uma companhia avaliada em mais de 6 bilhões de dólares.
O livro The Accidental Billionaires, lançado recentemente nos Estados Unidos e escrito por Ben Mezrich, vem ao encontro dessa inesgotável curiosidade em torno do garoto. Em poucas semanas, a obra se tornou a segunda mais vendida na categoria negócios, segundo o jornal The New York Times. O autor já se prepara para levá-la ao cinema -- e, quem sabe, repetir o resultado que obteve com a adaptação de seu best-seller Quebrando a Banca, que chegou às telas no ano passado com o ator Kevin Spacey.
Por vezes, Mezrich abusa de hipóteses para descrever personagens e cenas. O tom entre a ficção e a realidade é similar ao que ele usou em Quebrando a Banca, em que narra a aventura real de um grupo de alunos do MIT em cassinos em Las Vegas. Algumas passagens ganham um ar particularmente cinematográfico.
Uma delas conta a primeira criação de Zuckerberg, a rede social Harvard Facemash, em 2003. Depois de alguns drinques, ele decidiu espionar os servidores da universidade e baixar as fotos das garotas de todas as moradias estudantis. Bem, de quase todas. Algumas tinham sistemas bem protegidos. Para burlá-los, Zuckerberg teria invadido as residências no meio da noite.
Depois de roubar as fotos, criou um site em que os alunos podiam votar nos atributos da mulherada e estabelecer um ranking. Pela travessura, quase foi expulso de Harvard.
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