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Conflitos | 06/09/2006 16:35

Investidores intrusos, incômodos e poderosos

Eles são donos de pequenos pedaços das empresas, mas querem mandar nelas mesmo assim. Bastante comum nos Estados Unidos, o investidor "ativista" já chegou ao Brasil

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O americano Peltz: ele quer mandar na Heinz

Nas últimas semanas, o mercado americano vem assistindo a uma incrivelmente barulhenta briga entre acionistas e executivos. De um lado, o conselho de administração e o presidente da Heinz, uma das maiores e mais tradicionais fabricantes de alimentos dos Estados Unidos. Do outro, o polêmico investidor Nelson Peltz, que comprou 5,5% das ações da empresa nos últimos meses. O motivo da disputa é a eleição do novo conselho da companhia.

Insatisfeitos com a estratégia da Heinz e de olho na potencial valorização no preço das ações, Peltz e seu fundo de investimento, o Trian, fizeram em julho uma feroz campanha pública para eleger cinco de seus representantes para o conselho de administração. O troco da Heinz veio poucas semanas depois e assumiu proporções incomuns. A companhia comprou páginas inteiras de anúncio nos principais jornais do país (entre eles o Wall Street Journal) e desancou Peltz e seus sócios, taxando-os de desqualificados e preocupados apenas com os próprios interesses, e não com os da Heinz. A eleição do conselho aconteceu em meados de agosto, mas só em 15 de setembro será divulgado o vencedor da batalha.

Aos 64 anos, Nelson Peltz faz parte de um grupo peculiar e cada vez mais importante de investidores, conhecidos nos Estados Unidos como "ativistas". Sua estratégia de investimento é quase sempre a mesma. Eles escolhem empresas que valem menos do que poderiam (pelo menos em tese) e começam, muito discretamente, a acumular suas ações. Tudo é feito na surdina, até que, num belo dia, os ativistas surpreendem o mercado ao anunciar que acumularam uma participação que lhes garante assentos no conselho de administração -- e é aí que começam a aterrorizar os executivos.

Ao contrário de outros investidores institucionais, que não palpitam agressivamente nos rumos da companhia em que colocam seu dinheiro, os ativistas são conhecidos pela capacidade de arrumar confusão. Logo depois de anunciar a entrada no capital de uma empresa, eles iniciam campanhas públicas pedindo as mais diversas mudanças. Nas mais amenas, clamam por desvios de rumo nas estratégias das companhias. Nas mais drásticas, pedem a cabeça do presidente da empresa-alvo numa bandeja. Peltz é uma espécie de caçula dessa turma. Seus mais ilustres colegas são Kirk Kerkorian (de 89 anos) e Carl Icahn (de 70), ambos com fortunas pessoais que beiram os 10 bilhões de dólares.

Comentários (1)  

Thieli Chaiane Bergmann Buchweitz

|||http://||Não foram 10 anos de parceria com a Sandy e sim 17!

09.09.2008 |  

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