Aguarde...

05/11/2004 15:30

A infra-estrutura do anuário

EXAME
Os investimentos realizados em infra-estrutura são os mais caros que o Brasil pode fazer, mas também os mais preciosos e duradouros. Convencionou-se chamar de infra-estrutura os setores que desempenham nos países função semelhante à do sistema circulatório, de oxigenar e irrigar as diversas partes do organismo. São eles: energia, petróleo e gás, saneamento básico, telefonia e transportes -- áreas nas quais não se pode parar de investir nunca. Antes de abrir uma planta industrial, o empresário confere a chamada infra-estrutura local. Vai saber se a geração de energia elétrica será constante, se o sistema de telefonia funciona bem e se terá acesso fácil a uma estrada pa ra receber matéria-prima e escoar a produção. Nos últimos tempos, a palavra infra-estrutura passou a fazer parte do vocabulário da política e dos negócios no Brasil. E a razão para isso é uma só: faltam estradas, faltam portos, faltam ferrovias, falta quase tudo nessa área. E o país discute qual será a forma mais eficiente de reforçar suas aplicações nesse campo.

A retomada dos investimentos é um desafio e tanto. Países que trabalham com orçamento apertado, como o Brasil, não podem se dar ao luxo de iniciar muitos projetos de infra-estrutura simultâneos. Antes de autorizar despesas, os governantes precisam fazer uma triagem rigorosa da obra que vai começar e daquela que terá de esperar mais um pouco. Trata-se de uma decisão difícil, muitas vezes cruel, para quem a toma. Significa aplicar dinheiro numa região em detrimento de outra, com impactos não apenas econômicos, mas também sociais. Segundo um estudo do sociólogo José Pastore, da Universidade de São Paulo, cada milhão de reais investidos em obras num desses segmentos da economia geram mais de 150 postos de trabalho. Para aumentar a dose de racionalidade dessa seleção é preciso trabalhar com informações de qualidade, que possam ser consultadas a todo instante, analisadas e comparadas. A imprensa em geral -- e EXAME em particular -- costuma criticar a maneira desinformada pela qual se tomam várias decisões importantes para o país. Pela primeira vez, no entanto, um veículo de comunicação se propõe a interferir nesse debate oferecendo uma ferramenta de trabalho na forma de um amplo e bem organizado banco de dados sobre a infra-estrutura. É exatamente o que faz o ANUARIO EXAME DE INFRA-ESTRUTURA, que está em suas mãos.

A confecção deste ANUARIO é a prova material de que bons projetos produzem resultados concretos mais expressivos quando, por trás da boa intenção, há também uma boa infra-estrutura. Ao saber que a revista teria mais de meio quilo, a gráfica da Editora Abril reservou 8 200 litros de tinta e 120 toneladas de papel para a impressão do especial. A equipe de publicidade, composta de dez pessoas, visitou 182 clientes e 175 agências. Na redação de EXAME, trabalharam 43 pessoas, entre jornalistas, pesquisadores e designers. As primeiras pesquisas para o ANUARIO começaram a ser feitas há quatro meses. Para dar segurança técnica ao material levantado, a produção editorial foi supervisionada por mais de 30 especialistas, profissionais destacados do Banco Mundial, empresas privadas, bancos, escritórios de advocacia, consultorias, associações e entidades de classe, governo federal e governos estaduais. O comando dessa operação foi entregue a um dos grandes talentos desta casa, o editor executivo Alexandre Secco. Formado em jornalismo e em direito, Secco começou sua carreira em 1991 no jornal Folha de S.Paulo. Mais tarde, transferiu-se para Veja, onde foi repórter e editor. No começo deste ano, depois de um estágio na revista americana Time, incorporou-se à equipe de EXAME. Secco começou a trabalhar no ANUARIO um dia após o nascimento de sua primeira filha, Lara.

Comentários  

Editora Abril

Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados