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01/11/1999 00:00

O poder de aço dos oligopólios

A produção brasileira de aço apresentou um pequeno declínio em 1998: os 25,8 milhões de toneladas que saíram das usinas representam uma queda de 1,5% em relação a 1997. No caixa, porém, o desempenho foi mais sofrível. Composto por 13 empresas, o setor siderúrgico encerrou o ano com um faturamento de 10,4 bilhões de dólares, 12% abaixo dos 11,8 bilhões registrados no ano anterior. Segundo os especialistas, a retração no consumo interno, ao redor de 4%, e a baixa dos preços internacionais explicam esse declínio. As siderúrgicas nacionais teriam um faturamento ainda menor, caso seus preços internos estivessem alinhados aos dos países produtores da Europa. Segundo um estudo da consultoria McKinsey, as aciarias praticam um preço entre 36% e 42% mais elevado do que os dos seus competidores europeus. A causa dessa distorção seria a excessiva concentração do setor, com dois ou três players nos segmentos mais importantes. A escassa concorrência permite que os produtores arbitrem os preços, balizando-os pelos dos produtos importados (com frete, seguro e impostos incluídos). Detalhe: o Brasil, quarto produtor mundial, atrás da China, Estados Unidos e Japão, exporta mais aço do que importa.

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