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01/11/1999 00:00

O piso continua firme

Os fabricantes nacionais de cerâmica não têm do que se queixar: em 1998, suas empresas tiveram o melhor desempenho da década, com uma produção de 400,7 milhões de metros quadrados de pisos e azulejos. Esse resultado, que representa um crescimento de 4,5% sobre 1997, deixou em seus cofres uma receita de 2,1 bilhões de dólares. O grande responsável pelo boom de vendas foi o mercado interno, que responde por 95% de suas vendas. O setor registrou também uma melhora nas exportações, que vêm aumentando progressivamente desde 1991. Naquele ano, foram vendidos para o exterior 14 milhões de metros quadrados. No ano passado, esse número subiu para 34,6 milhões. Os principais mercados lá fora são os países do Mercosul, que absorvem 33,5% das exportações, e os Estados Unidos, que ficaram com 32,1%. Quarto produtor mundial de pisos e azulejos, o Brasil pode ampliar ainda mais sua participação no mercado externo graças a um provável aumento da competitividade em termos de preços. Um fator para isso é a desvalorização do real. Outro é a redução de custos, com a adoção do gás natural, trazido pelo gasoduto Brasil Bolívia.

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