Aguarde...

01/11/1999 00:00

A peseta está bem na foto

A peseta deixou o marco na poeira em 1998. É o que se verifica ao analisarmos o estoque de investimentos diretos estrangeiros no Brasil. Com 10,9 bilhões de dólares aplicados até dezembro, os espanhóis roubaram dos alemães (10,5 bilhões) o posto de segundo maior investidor externo no país. Em primeiro lugar continuam os Estados Unidos, que já colocaram 38,5 bilhões de dólares em fábricas, bancos, empresas de serviços, comércio e agricultura (não estamos falando aqui do capital especulativo). Até a segunda metade desta década, os espanhóis nem sequer apareciam entre os cinco maiores investidores. Seus interesses no Brasil se resumiam praticamente a uma pequena filial da fábrica de azeites Carbonell e às representações de um ou dois bancos. Com a abertura, desregulamentação e privatização da economia, a coisa mudou de figura. As empresas espanholas passaram a investir pesado no setor financeiro, com a compra do Excel-Econômico, pelo Bilbao-Vizcaya, e do Noroeste e do Banco Geral do Comércio, pelo Santander. Mas o dinheiro grosso mesmo veio da participação na privatização do sistema Telebrás, com a compra da Telesp, da CTBC, da CRT e da Telest Celular, e das empresas de energia, como a Coelba, da Bahia.

Comentários  

Editora Abril

Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados

>