As maquininhas da Cielo brilharam de novo em 2016

Embora associada às transações financeiras, a companhia tem como lema ser “muito mais do que uma maquininha”. Talvez por isso tenha despontado, pela 11ª vez

Maior processa­dora de cartões do Brasil, a Cielo terminou 2016 com 1,9 milhão de maquininhas sendo digitadas freneticamente, realizando 6,7 bilhões de transações e movimentando quase 585 bilhões de reais no ano.

Embora seja associada às transações financeiras digitais, a companhia tem como lema ser “muito mais do que uma maquininha”. Talvez por isso tenha despontado — pela 11a vez consecutiva — como a melhor empresa do setor de serviços.

“Nosso maior objetivo é conservar a inquietude com a inovação para manter nossos clientes competitivos”, afirma Eduardo Gouveia, presidente da Cielo. Hoje, apesar do acirramento da concorrência no setor, a companhia segue líder: 14% do consumo das famílias brasileiras passa  por suas máquinas. Em termos práticos, isso se traduziu no ano passado numa receita de 2,3 bilhões de dólares e num lucro de 1,1 bilhão de dólares, gerando um retorno de 36% sobre o patrimônio líquido.

Eduardo Gouveia, presidente da Cielo: as maquininhas da empresa movimentaram 585 bilhões de reais em 2016 | Leandro Fonseca/EXAME

Mas os bons resultados colhidos em 2016 não diminuíram os desafios deste ano. Gouveia enumera os quatro principais. O primeiro é aumentar a proximidade com o cliente e personalizar a relação, criando cada vez mais produtos. O segundo é perseguir, obsessivamente, a eficiência operacional. O terceiro é buscar a inovação e a transformação digital, se possível antecipando-se aos movimentos do mercado e da concorrência.

Um exemplo é uma nova forma de pagamento para comerciantes que vendem por WhatsApp. Esse meio dispensa as máquinas de cartão e, segundo a Cielo, vai beneficiar microempreendedores que querem fugir de taxas e, muitas vezes, não têm loja física ou site. A quarta meta é manter o foco nas pessoas — no caso, os funcionários. “Felicidade dá lucro”, diz Gouveia, lembrando que a companhia costuma frequentar os primeiros lugares nos rankings de melhores empresas para trabalhar.

De fato, duas palavras que vêm à mente quando se visita a sede da Cielo, em Alphaville, na região metropolitana de São Paulo, são “inovação” e “despojamento”. Não há separação hierárquica por baias, as reuniões acontecem em balcões onde funcionários se revezam em banquetas e existem vários espaços para uma pausa no trabalho e interação das pessoas.

Embora a Cielo projete um futuro promissor, o difícil cenário econômico do país, que aumentou o desemprego e reduziu o consumo, afeta os negócios da companhia. Com isso, a empresa tem batido na porta de clientes em potencial que não estão acostumados a receber pagamentos por meio de cartões, como médicos e cartórios. Também criou mecanismos para que a compra seja creditada numa conta de poupança, para aqueles microempreendedores que nem sequer têm conta-corrente.

A ideia é educar e aumentar a penetração do dinheiro de plástico. Espaço para crescer não falta. Afinal, hoje, apenas 28% dos brasileiros usam cartões. Manter a liderança do mercado, inovar sempre e pensar no longo prazo. Essa é a receita da Cielo para, quem sabe?, voltar a dar as caras nestas mesmas páginas em 2018.

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