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Especial | 15/11/2013 00:00

5 empreendedores que atacam os problemas das grandes cidades

A história de cinco pequenas e médias empresas que estão ajudando a enfrentar os problemas do crescimento das metrópoles

Na ponta do lápis, o custo com os congestionamentos só em São Paulo chega a 40 bilhões de reais por ano — o equivalente a 1% do PIB brasileiro em 2012, perdido principalmente com a improdutividade e os efeitos nocivos da poluição, segundo um estudo da Fundação Getulio Vargas.

"O Brasil investe sistematicamente mais dinheiro em infraestrutura para os carros, que transportam a minoria das pessoas, do que no transporte público", afirma Kiyoto. "Uma combinação de alternativas de transporte é muito mais interessante para uma cidade do que grandes projetos de infraestrutura que privilegiem um único meio de locomoção." 

O valor da boa vontade

Todos os dias, antes de sair para o trabalho, o financista Cláudio Vieira Carvalho, de 59 anos, tem uma tarefa importante — retirar o lixo de casa e despejá-lo nas lixeiras coloridas de seu condomínio, na zona sul do Rio de Janeiro. "Há três anos implantamos no prédio a coleta seletiva", diz Carvalho.

Foi ele mesmo que propôs a ideia em uma das reuniões de condomínio, após participar de um treinamento de conscientização ambiental na empresa onde trabalha, a fabricante de cosméticos L’Oréal. "Aprendi a separar os materiais recicláveis dos resíduos orgânicos, como restos de comida e podas de plantas."

Um dado que lhe chamou a atenção nas palestras é que cada pessoa no mundo gera, em média, meia tonelada de sujeira por ano, o equivalente a 40 pneus de carro descartados na natureza. 

As aulas na L’Oréal são organizadas por uma equipe com engenheiros ambientais e biotecnólogos da carioca Venativ, empresa que deve faturar 14 milhões de reais neste ano ajudando indústrias a lidar adequadamente com o lixo gerado em suas instalações.

"O maior desafio do meu negócio é sensibilizar os funcionários das empresas a ter responsabilidade ambiental, não como uma imposição, mas como exercício de cidadania", afirma Luiza Campos, de 56 anos, dona da Venativ. 

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