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Grandes decisões | 13/09/2012 05:55

D'pil sofre as dores do crescimento

As unidades de franquia da rede de fotodepilação D’pil estão se espalhando rapidamente pelo país. O grande desafio dos sócios agora é melhorar o relacionamento com os franqueados

Daniela Toviasnky/ Fotomontagem Corbis/ Latinstock

Marlon Sampaio, da rede D'Pil

São Paulo - O paranaense Marlon Sampaio, de 33 anos, sócio da rede de franquias de fotodepilação D’pil, está vivendo um dos períodos mais turbulentos de sua vida. Em outubro do ano passado, ele aceitou um convite para ser sócio da D’pil — naquela época, Sampaio ocupava o cargo de diretor de expansão da LaserStar, uma rede concorrente.

Quem o chamou foi o empreendedor Antônio Rogel, antigo proprietário da LaserStar, que havia acabado de comprar a D’pil. Desde então, Sampaio está tendo de lidar com os desafios comuns numa empresa em crescimento. 

O principal deles é uma crise de relacionamento entre os franqueados e a franqueadora que, segundo Sampaio, tinha começado ainda na administração anterior. “Na época da aquisição, já tinham sido vendidas mais de 400 lojas, mas apenas 150 haviam iniciado as operações”, afirma.

“Muitos franqueados diziam que a entrega dos equipamentos e do material de trabalho estava atrasada, enquanto outros reclamavam que seus pontos faturavam bem menos do que o prometido.” 

Uma das consequências dessa situação é que ficou complicado estimar corretamente o potencial de resultados das unidades. Sampaio acha que, em 2012, a rede deve faturar 79 milhões de reais. Mas está difícil até mesmo saber o faturamento atual.

Qual seria, então, o percentual de crescimento das receitas em relação ao ano passado, caso essa estimativa se concretize?  Sampaio diz que o número seria 22% — o cálculo tem como pressuposto vendas médias mensais de ao menos 13 750 reais por unidade em 2011. 

Acontece que muitos franqueados têm dúvidas de que o desempenho da rede venha sendo tão positivo. De acordo com um levantamento feito pela associação de franqueados da D’pil, as receitas de 67% dos pontos são bem menores que o valor divulgado. “Minha loja fatura 8 000 reais por mês”, diz Viviane Inácio, de 30 anos, franqueada na cidade de Balsas, no Maranhão.

“Não chego a ter prejuí­zo, mas até hoje meu investimento não se pagou.” Um caso oposto é o da empreendedora Camila Vezoz­zo, de 27 anos. “Tenho um faturamento médio de 25 000 reais por mês em cada uma das minhas três unidades”, diz Camila. “Estou feliz.”

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