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Os investimentos em fontes alternativas também incluem projetos de pequenas centrais hidrelétricas. Nessas usinas, as represas medem no máximo 3 quilômetros quadrados - um laguinho se comparados aos 1.500 quilômetros quadrados inundados para dar lugar à usina de Itaipu.
Hoje há no país 422 pequenas centrais hidrelétricas - o dobro de uma década atrás, segundo dados da Abragel, a associação de empresas do setor. Boa parte dessas usinas foi feita por empresas interessadas em reduzir a conta de luz ou por distribuidoras de energia com programas de prevenção contra blecautes.
Esse mercado abriu espaço para empresas como a AQX, de Florianópolis, fabricante de equipamentos que monitoram geradores. Entre os clientes da AQX estão distribuidoras de energia, como a mineira Cemig e a paranaense Copel, que construíram pequenas hidrelétricas nos últimos anos. Por enquanto, as receitas da AQX, estimadas em 2 milhões de reais em 2012, vêm da venda do equipamento. “Logo vamos oferecer o monitoramento como uma prestação de serviço pago em mensalidades”, diz Mauro Pacheco, de 44 anos, sócio da empresa. “Será uma alteração importante no nosso modelo de negócios, pois permitirá obter receitas recorrentes que vão sustentar nosso crescimento”, diz ele.
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