Aguarde...

Energia | 16/08/2012 05:55

Setor de energia alternativa está em alta voltagem

Investimentos em empresas que geram energia a partir de fontes alternativas ao petróleo ultrapassaram 8 bilhões de dólares no Brasil em 2011 e movem os negócios no setor

Segundo Renato, a conta não fecha porque a maior parte dos compradores potenciais para a energia gerada por seus projetos são shopping centers e indústrias, que hoje fecham com as distribuidoras contratos de fornecimento de cerca de cinco anos. "É difícil encontrar clientes interessados em acordos de longo prazo", diz ele. 

Renato então teve a ideia de procurar investidores interessados em colocar dinheiro nos projetos dos clientes da Proeng - e conseguiu convencer os gestores de fundos dos bancos BTG Pactual e Fator. Em seis anos, a empresa participou da construção de três usinas, que já estão em funcionamento no interior paulista. Há mais 17 projetos em andamento. O faturamento da Proeng nesse período cresceu dez vezes e deve atingir 15 milhões de reais em 2012.

O potencial do mercado brasileiro está chamando a atenção de muitos investidores estrangeiros. Os recursos externos em empresas brasileiras do setor somaram 4 bilhões de dólares no ano passado, segundo dados da consultoria inglesa fDi Intelligence - valor dez vezes maior que há seis anos.

A mineira Limpebrás foi uma dessas empresas. Fundada em 1995 para cuidar da limpeza urbana de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, a Limpebrás administra dois aterros sanitários que ocupam uma área equivalente a 60 campos de futebol. 

No ano passado, a Limpebrás se associou à italiana Asja, dona de 24 usinas de biogás na Itália e mais duas no Brasil, para gerar eletricidade com a decomposição de lixo nos aterros de Uberlândia. As duas empresas criaram uma terceira, a Energás, para administrar o investimento de 15 milhões de reais a ser feito nos próximos cinco anos.

Além do investimento, a empresa italiana foi responsável pela escolha dos fornecedores para a construção de uma usina e pelo contrato de venda da eletricidade à Cemig, concessionária de energia de Minas Gerais. "A parceria nos deixou seguros da viabilidade do negócio", diz Domício Ricardo Borges, de 64 anos, fundador da Limpebrás. A nova unidade de negócios deve faturar 4 milhões de reais neste ano, o que deve ajudar a Limpebrás a elevar 12% as receitas, previstas para chegar a 65 milhões de reais.

Comentários  

Editora Abril

Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados

>