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Expansão | 26/07/2012 05:55

Livro conta a história da Chilli Beans

O fundador da Chilli Beans, Caito Maia, e o jornalista Rodolfo Araújo contam a história da marca que se tornou uma das maiores redes de varejo de óculos escuros do país

No ano passado, começaram as vendas de bolsas e mochilas. Caito acredita que, aos 15 anos de vida, o nome Chilli Beans é forte o suficiente para que a empresa ganhe dinheiro com seu licenciamento. A marca da pimenta já está em roupas íntimas, guitarras, bicicletas e chinelos.

Para tocar a diversificação, Caito criou uma divisão de novos negócios. Seu responsável é o executivo Cristiano Frois. “Fizemos uma lista de 60 empresas cujos produtos consideramos compatíveis com a marca Chilli Beans”, diz Frois. "Estamos sendo bem recebidos nesses primeiros contatos que temos feito." Um dos contratos foi fechado com a Mash, fabricante de roupas íntimas de São Paulo. 

As parcerias são uma experiência totalmente nova para Caito. Até hoje, ele estava acostumado a ter controle total da marca no ponto de venda.  No caso dos licenciamentos, os fabricantes pagam royalties pelo uso da marca Chilli Beans e fazem a distribuição dos produtos nos canais de venda previstos em suas estratégias. 

Paralelamente, está sendo testado um novo tipo de ponto de venda, que possa abrigar uma diversidade que vá bem além dos óculos, relógios e bolsas. No início do ano, a Chilli Beans inaugurou uma loja piloto no Shopping Recife, em Pernambuco.

Guardadas as proporções, o conceito lembra um pouco o das megastores da Nike, pensadas para que o consumidor perceba a abrangência da marca. Enquanto se desenvolve todo esse trabalho, os óculos escuros continuam sendo a principal fonte de receitas, respondendo por metade das vendas. "Um dia, Chilli Beans será sinônimo de óculos escuros", diz Caito.  

No livro, fica claro que Caito não se vê como um grande administrador. Em compensação, poucos empreendedores conseguem entrar em sintonia com o cliente como ele. Quando os primeiros quiosques da Chilli ­Beans foram inaugurados, Caito notou que a ausência de portas e vitrines era uma grande vantagem.

"Desde o primeiro quiosque, fiz questão que os produtos não tivessem travas ou qualquer tipo de coisa que inibisse o consumidor", diz. Essa lógica foi transportada para as lojas. Além de não haver portas e vitrines, a cor do piso é sempre parecida com a do corredor do shopping - o que emula o conceito, típico do quiosque, de que o ponto de venda faz parte do caminho do consumidor.

Uma vez na loja, o cliente pode experimentar os modelos sem depender do vendedor. E quem não ficar satisfeito pode trocar seus óculos por outros ou receber o dinheiro de volta, mesmo que a loja não tenha culpa de nada. É simples assim.

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