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Pessoas | 31/07/2012 05:55

Valorizando as pratas da casa

A paulista Tosi incentiva seus funcionários a desenvolver os pontos fortes em vez de consertar seus pontos fracos

Tantas novas frentes de negócios passaram a exigir um perfil de profissional muito diferente daquele que a Tosi precisava até o começo da década passada. Em 1998, aos 73 anos, Tosi passou a direção da empresa aos filhos.

"Percebemos que boa parte dos empregados que começaram com meu pai precisava se reciclar", diz Márcio Tosi. "Concluímos que o melhor caminho seria ajudá-los a desenvolver suas verdadeiras vocações." 

Desde 2008, os sócios adotaram medidas concretas para qualificar o pessoal. A primeira foi pedir aos gerentes que identificassem as características em que seus subordinados mais se destacavam - a ideia era identificar seus pontos fortes.

Feito o levantamento, parte dos empregados foi transferida para áreas em que pudessem desenvolver melhor suas habilidades naturais. Os mais persuasivos, por exemplo, puderam ir para o departamento de vendas. "Os resultados apareceram rapidamente", diz Marcelo. "Na área comercial, começamos a fechar contratos mais depressa graças à chegada de funcionários que já conheciam todos os produtos e tinham uma vocação natural como negociadores."

Outra medida foi dedicar 3% do faturamento para bancar bolsas de estudos para cursos universitários e de pós-graduação para os funcionários interessados em se especializar em áreas vitais para o crescimento da Tosi, como concorrência em licitações públicas, tecnologias que ajudem a aumentar a economia de energia e técnicas de negociação de royalties.

"Por causa desse conhecimento, conseguimos competir com multinacionais como Carrier e York em concorrências para fornecer sistemas de refrigeração em grandes edifícios comerciais, como shoppings, hotéis e hospitais", afirma Márcio. 

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