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São Paulo - Foi dada a largada do 3º Choque de Gestão Exame PME. Durante oito semanas, quatro consultores vão ajudar um empreendedor a fortalecer sua empresa em quatro pilares essenciais para o crescimento rentável - finanças, gestão, marketing e pessoas.
Como nas duas edições anteriores, os interessados em participar deverão acessar a rede social Exame PME e formalizar a inscrição. O empreendedor irá preencher um formulário com informações básicas sobre a empresa e apontar seus principais desafios.
Com a ajuda de consultores e outros especialistas, os jornalistas de Exame PME selecionarão quatro empresas, que serão tema de reportagem da edição de agosto. Os empreendedores da rede apontarão aquela que, na opinião deles, é a que merece passar pelo choque.
No ano passado, a empresa submetida a uma reestruturação foi a Grudado Adesivos, de Belo Horizonte, que produz adesivos decorativos para paredes. Os processos de produção foram examinados, o que resultou na identificação de vários pontos passíveis de melhorias.
"Eliminamos diversos focos de desperdício", diz Luiz Amaral, sócio da Grudado. "Foi possível triplicar a produção de adesivos sem aumentar tanto os recursos."
Em 2010, ano em que o projeto começou, quem ganhou a consultoria foi a empreendedora carioca Eleonora Pizarro, fundadora da Boy Brasil, empresa de entregas do Rio de Janeiro. Um de seus principais desafios era aumentar a rentabilidade do negócio.
Outro objetivo era encontrar tempo para se dedicar à estratégia de expansão da empresa - sua agenda era quase totalmente consumida para apagar incêndios do dia a dia.
Os consultores avaliaram as margens de lucro de todos os tipos de entrega que a Boy Brasil poderia fazer. Aconselharam-na a manter o foco em entregas feitas no mesmo dia, que são mais caras e mais rentáveis.
Eleonora conseguiu juntar dinheiro suficiente para comprar um concorrente, o que ajudou a Boy Brasil a fechar o ano passado com um faturamento de 4 milhões de reais - 30% acima de 2010.
Durante o choque, Eleonora contratou o gerente José Novaes. Ao tornar-se seu braço direito, Novaes liberou Eleonora para se dedicar a planos de longo prazo. "Minha empresa ficou muito mais eficiente", diz Eleonora. "Agora estamos estudando a possibilidade de Novaes se tornar sócio."
As mudanças durante o processo alimentarão um blog, feito por um sócio da empresa analisada, e darão origem a reportagens na revista.
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