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Leonardo Vianna e seu irmão Bruno, franqueados da Tutti Frutti: os resultados das lojas melhoraram após um tratamento intensivo de três semanas
São Paulo - Em novembro do ano passado, o empreendedor Leonardo Vianna, de 34 anos, e seu irmão Bruno, de 26, compraram duas unidades da rede de franquias Tutti Frutti, especializada em sorvetes de iogurte, instaladas nos shoppings D&D e Vila Olímpia, em São Paulo.
Semanas após assumir o negócio, eles perceberam que estavam com problemas. "As vendas em nossas lojas eram pelo menos 20% menores que a média da rede e nossos custos eram mais altos", diz Leonardo. "Estávamos tendo prejuízo e não sabíamos o que fazer."
Antes que a situação se agravasse, os sócios recorreram a um programa de recuperação de franquias em dificuldades mantido pela Tutti Frutti. Durante as três semanas seguintes, suas duas lojas tiveram o acompanhamento diário do supervisor Marcelo Pontilho, um ex-gerente da Tutti Frutti que atualmente tem como missão diagnosticar deficiências nas unidades da rede e ajudar os franqueados a solucioná-las.
Programas de recuperação de lojas em dificuldades têm se tornado comuns entre as redes de franquias brasileiras. Esse tipo de iniciativa permite que os franqueadores identifiquem rapidamente as unidades problemáticas. "É importante agir cedo para evitar que a situação piore, diminuindo as chances de recuperação", afirma Filomena Garcia, sócia da consultoria Franchise Store. "Se o faturamento de uma loja fica abaixo da média por três meses, é hora de intervir."
Uma das primeiras iniciativas desse tipo surgiu na década de 90 na rede de fast food árabe Habib’s. Seu criador, o empreendedor Alberto Saraiva, de 58 anos, costuma chamá-la de "UTI de franquias".
"Franqueados com resultados abaixo da média precisam de acompanhamento intensivo, porque raramente enfrentam problemas num único aspecto do negócio", diz ele. No Habib’s, as unidades internadas na UTI ficam sob o acompanhamento da equipe de especialistas da franqueadora durante 90 dias.
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