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Apple é um dos exemplos apontados pelo livro
São Paulo - O que é estratégia? Desde 1966 o consultor e professor americano Richard Rumelt busca uma resposta a essa pergunta fundamental para todo empreendedor que pretenda expandir seus negócios.
Descrito pela revista inglesa The Economist como uma das pessoas mais influentes em estudos de gestão no mundo, Rumelt foi consultor de grandes empresas, como a Shell, e dá aulas na escola de negócios UCLA Anderson, na Califórnia. Após algumas décadas de pesquisas, Rumelt lançou em 2011 o livro Good Strategy/Bad Strategy ("Boa estratégia/má estratégia", inédito no Brasil).
De acordo com o livro, uma estratégia só pode ser considerada de fato uma estratégia se for composta de três elementos. O primeiro é um diagnóstico da situação da empresa em relação ao mercado. Um exemplo: no ano passado, as vendas cresceram apenas 10% - metade da média do mercado.
O diagnóstico dá origem a uma meta - o segundo elemento. No exemplo anterior, uma meta poderia ser, por exemplo: aumentar as vendas deste ano em pelo menos 20%. O terceiro ponto são as ações para alcançar a meta. Neste caso, algumas ações possíveis seriam: colocar o produto em novos canais de venda e dar prêmios aos melhores vendedores.
Rumelt diz que, embora possa parecer óbvio que tenha de ser assim, as estratégias capengas são a regra - ele afirma que são poucos os empreendimentos com uma estratégia que permita enxergar de onde está se partindo, aonde se quer chegar e por qual caminho seguir. "Estratégia significa fazer escolhas. E escolher significa estabelecer determinadas metas em vez de outras", diz ele.
"Essa é uma tarefa difícil, e por isso as estratégias são tão raras." No livro, Rumelt defende esse ponto de vista, com casos de empresas bem-sucedidas, guiadas pelo que ele considerou boas estratégias, e de outras que se deram mal pela falta delas. Além de negócios, há exemplos de outras áreas, como guerras, a corrida espacial e políticas públicas.
Com base nos exemplos apontados como bons, pode-se concluir que, em geral, uma estratégia eficiente pressupõe deixar de fazer determinadas coisas, em vez de pretender abraçar o mundo. Veja o caso da Apple. Em 1997, a marca tinha apenas 4% do mercado americano de computadores.
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