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Fernando Costa: "Não revelamos nossas receitas, conhecidas por apenas sete pessoas"
São Paulo - Não adianta pedir ao advogado Fernando Costa, de 45 anos, a receita dos doces e salgados servidos aos clientes da Ofner, rede de confeitarias que seu pai, o empreendedor José Costa, hoje com 76 anos, ajudou a construir. "Não gostamos de revelar nossos segredos", diz ele. "Na empresa inteira, apenas sete pessoas conhecem com detalhes os ingredientes de cada produto."
O sigilo recai principalmente sobre um grupo de quatro itens - a bomba de chocolate, a tortinha de morango, o mil-folhas e a coxinha de frango com catupiry -, que representam, juntos, quase 30% das vendas da confeitaria.
Tem sido assim desde 1970, quando o pai de Fernando Costa comprou a empresa de sua fundadora - a imigrante húngara Anna Ofner - com outros dois sócios, os portugueses Américo Martins, de 69 anos, e seu irmão Mário, de 63. Nas últimas quatro décadas, o trio transformou uma acanhada confeitaria no bairro da Bela Vista, em São Paulo, numa rede com 21 lojas.
A empresa atende 350.000 clientes por mês, em média. A Ofner não divulga o faturamento. Calcula-se que suas vendas sejam equivalentes a algo em torno de 60 milhões de reais por ano.
Agora, os donos da Ofner enfrentam um novo desafio - manter a expansão à medida que os sócios se retiram e passam o comando para os filhos. A transição começou no ano passado, quando Fernando Costa assumiu a diretoria comercial da rede.
Mário Júnior, de 29 anos, filho de Mário, é gerente financeiro. Segundo os dois, o primo de Mário - Alexandre Martins, de 33 anos, que se formou recentemente pela tradicional escola francesa de gastronomia Le Cordon Bleu - tem planos de, em breve, trabalhar na empresa.
Até aqui, a segunda geração tem conseguido aprimorar a receita sem deixá-la desandar. Desde que passaram a ocupar cargos de direção no negócio, Fernando Costa e Mário Júnior têm trabalhado para tornar a confeitaria mais profissional. Um exemplo foi a implantação de um planejamento anual para a expansão em cada área da Ofner.
Antes, qualquer investimento - como a abertura de uma loja, uma campanha de marketing ou mudanças na embalagem dos produtos - precisava ser discutido caso a caso numa reunião com os sócios.
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