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Luciano Penha e Igor Pádua, da Policard: as dívidas podem ser pagas em até dez vezes
São Paulo - As dívidas de um empregado, quando se tornam impagáveis, causam dor de cabeça - para ele e para a empresa. Mesmo um funcionário exemplar pode começar a chegar atrasado para resolver problemas com os credores. Muitos perdem a concentração e cometem erros. Há quem peça para ser demitido para receber a indenização - e lá se vão investimentos em treinamento e planos de carreira.
Nos últimos tempos, mais pequenas e médias empresas passaram a contar com programas para funcionários endividados. Segundo a Personal Finance Employee Education Foundation, entidade americana que estuda os benefícios da educação financeira em empresas, a cada 1 dólar investido num desses programas poupam-se outros 3 com a redução de atrasos, faltas e demissões - e o consequente aumento na produtividade. Veja os resultados colhidos por quatro empresas que criaram esses programas.
1 Prevenção para os problemas
Quem é contratado pela rede de laboratórios Sabin, de Brasília, é informado de que a empresa pode ajudá-lo a realizar um sonho, como comprar um carro. Os 1.200 funcionários da Sabin podem receber o 13º salário e o dinheiro das férias antes do período legal. Também é possível pedir empréstimo — o deferimento depende do tempo de casa e do desempenho.
"É um estímulo a mais para motivar nossos funcionários", diz Janete Vaz, de 57 anos, sócia do Sabin. Só que, com o passar dos anos, funcionários que recorriam a esses recursos para quitar dívidas se tornaram comuns. "Era um desvio da proposta original", diz Janete.
Chegou-se à conclusão de que seria necessária uma campanha educativa para ensinar os empregados a administrar o salário. Uma vez ao ano consultores financeiros dão palestras na sede do Sabin. Nessas ocasiões, os funcionários aprendem a cortar despesas com inteligência e que tipos de aplicação financeira são adequados a eles. Os holerites trazem dicas para reduzir despesas domésticas, economizando luz e água.
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