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Contratos | 10/06/2012 07:55

Franquias na hora da separação

Em dois anos, os franqueados de mais de um terço dos restaurantes Bon Grillê deixaram a rede. O que se pode fazer quando o rompimento for inevitável?

Carolina Dall’Olio, da

Felipe Gombossy

Maurício Freire, da Platinan

Maurício Freire, da Platinan: Disputas judiciais com ex-franqueados que abandonaram a rede de restaurantes Bon Grillê nos últimos três anos

São Paulo - Durante seis anos, o empreendedor Rivadávia Rodrigues Júnior, de 42 anos, foi dono de uma unidade da rede de restaurantes Bon Grillê num dos principais shoppings de Goiânia. No fim de 2008, sua relação com a franqueadora ficou ruim.

"O custo dos ingredientes do cardápio subiu, a rentabilidade da loja caiu e não recebi orientação da matriz para reverter a situação", diz ele. "Eu estava perdendo dinheiro."

Em fevereiro de 2009, Rodrigues decidiu fechar a unidade e, seis meses depois, abriu no mesmo local uma unidade da Montana, rede concorrente da Bon Grillê.

Histórias como a de Rodrigues não são casos isolados na Bon Grillê. Desde 2009, a rede perdeu 40% de suas unidades. No fim do ano passado, eram 32 restaurantes, 20 a menos do que em 2009. Em 2011, as receitas dos restaurantes da Bon Grillê foram de 33 milhões de reais, uma queda de mais de 20% em relação a 2009.

O desempenho contrasta com o momento das cadeias de franquias no Brasil, que no mesmo período — impulsionadas pela expansão do consumo e pelo aumento do poder aquisitivo da população — cresceram 40% em faturamento, segundo dados da Associação Brasileira de Franchising.

 O que aconteceu com a Bon Grillê?

A empresa surgiu em 1994, quando alguns integrantes da família Bonfiglioli — ex-acionistas da Cica, fabricante de alimentos comprada no começo da década de 90 pela Unilever — decidiram fundar uma rede de restaurantes. Em 15 anos, a Bon Grillê cresceu — e parecia estar vivendo seu grande momento quando os problemas com os franqueados começaram a aparecer. 

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