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São Paulo - O momento parece ser especial para quem quer inovar no Brasil. Há uma porção de mercados com necessidades a ser atendidas por pequenas e médias empresas capazes de desenvolver novas tecnologias.
É o caso da cadeia petrolífera, que precisa encontrar formas de trazer para a superfície o óleo escondido nas profundezas do oceano, ou do agronegócio, que procura meios para aumentar a produtividade das lavouras em regiões onde o campo já convive com o avanço tecnológico.
Há também mais recursos para negócios nascentes - só nos últimos três anos, pelo menos 100 novos fundos foram criados no país ou chegaram de fora, segundo um estudo da Fundação Getulio Vargas. Existe, no entanto, uma ameaça a esse cenário.
É a existência de uma realidade paralela marcada pelo atraso da burocracia, uma pedra no caminho de qualquer inovador. Nas próximas páginas, Exame PME mostra a história de quatro empreendedores que, depois de muito investimento e anos de dedicação à pesquisa de novos produtos e serviços, tiveram seus planos comprometidos pela burocracia.
As vespas que não podiam voar
Em fevereiro, o engenheiro agrônomo Diogo Rodrigues Carvalho, de 38 anos, recebeu dezenas de telefonemas de clientes, amigos e pesquisadores que o cumprimentavam pelas notícias divulgadas na internet.
A Bug Agentes Biológicos, empresa fundada por ele e outros dois sócios há 11 anos nos laboratórios da Universidade de São Paulo, em Piracicaba, no interior paulista, havia sido incluída no ranking anual das 50 companhias mais inovadoras do mundo divulgado pela revista americana Fast Company, especializada em empreendedorismo e inovação.
Numa lista em que os três primeiros lugares são, respectivamente, a Apple, o Facebook e o Google, a Bug obteve a 33a colocação — a melhor posição entre as empresas brasileiras. "Foi uma grande surpresa para todos nós", diz Carvalho. "Ganhamos projeção imediata."
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