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Marcas | 18/04/2012 05:55

Deixando a Estapar para trás

Como o gaúcho Fernando Stein acelerou a expansão de sua rede de estacionamentos após abrir mão de um nome forte por outro que ninguém conhecia

Arlete Lorini, da

Tamires Kopp/ Print Marker

Fernando Stein, da Moving

Fernando Stein: "No início, fiquei com medo quando perdi o direito de usar a marca Estapar"

São Paulo - Durante dez anos, o empreendedor gaúcho Fernando Stein, de 40 anos, foi o único no Rio Grande do Sul a representar a Estapar, a maior rede de estacionamentos do país. Em 2009, ele se viu numa situação difícil.

Não era do interesse do banco BTG Pactual, que comprara metade do capital da Estapar, manter sociedades em vários estados. Para Stein, havia duas possibilidades — vender os pontos para os novos acionistas ou não usar mais o nome da empresa. Stein se desfez da sociedade que mantinha em 13 pontos de Santa Catarina e conservou sua rede de 45 estacionamentos no mercado gaúcho, que batizou de Moving.

Com a nova bandeira, os estacionamentos de Stein no Rio Grande do Sul faturaram, no ano passado, 41,7 milhões de reais — mais que o dobro em relação a 2009, quando a marca era Estapar. 

A trajetória da Moving mostra que nem sempre a expansão depende de uma marca importante, como acreditam muitos empreendedores. Stein também tinha essa crença. "Fiquei com muito medo no início", diz ele. "Mas isso me obrigou a ter mais iniciativa como empreendedor."

Parte do crescimento veio das novas unidades — no ano passado, a rede contava com 24 400 vagas, quase o dobro de 2009. Essa expansão poderia ter sido uma ameaça à rentabilidade caso não estivesse sintonizada com uma estratégia que possibilitasse superar o grande desafio de uma rede de estacionamentos — garantir um movimento mínimo, que cubra pelo menos os custos fixos.

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