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O camelódromo Saara, no Rio de Janeiro: resistência a crises
São Paulo - A economia informal praticada por camelôs, ambulantes e sacoleiros costuma ser vista pelos economistas como uma erva daninha no jardim dos negócios globais - uma praga difícil de exterminar, mas que deve ser combatida para que não se alastre.
Em seu mais recente livro, Stealth of Nations: The Global Rise of the Informal Economy ("A clandestinidade das nações: a ascensão global da economia informal", numa tradução livre), o jornalista americano Robert Neuwirth tenta trazer luzes que ajudem a enxergar e a entender melhor os agentes dessa economia que prospera nas sombras.
O livro é resultado de dois anos de imersão do autor na economia informal em países dos cinco continentes — incluindo o Brasil, onde visitou centros comerciais populares, como a rua 25 de Março, em São Paulo, ou o camelódromo Saara, no Rio de Janeiro. Neuwirth diz que o foco de sua investigação são apenas os produtos contrabandeados ou pirateados — e que deixou de lado outras atividades criminosas, como o tráfico de drogas e o comércio de produtos roubados.
Sua tese, bastante polêmica, é que a informalidade (ou ilegalidade) seria uma reação natural de gente com perfil empreendedor ao excesso de burocracia para formalizar seus negócios. "A economia informal é tão antiga quanto o comércio", diz Neuwirth. "Ela se mantém forte mesmo nas piores crises."
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