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Capa | 12/04/2012 05:55

Um boom de startups

Por que este momento é ideal para os empreendedores brasileiros transformarem ideias inovadoras em negócios prósperos

A MobWise atraiu investidores ao chegar à final da Startup Farm, um campeonato de aceleração de startups. Esse tipo de evento, comum nos Estados Unidos, quase não acontecia no Brasil até pouco tempo atrás. A cada seis meses, a competição se passa numa cidade diferente.

Cerca de 50 empreendedores de aproximadamente 20 empresas são selecionados para um programa intensivo de um mês. Nesse período, recebem conselhos de outros empreendedores, indicações para parcerias estratégicas e discussões sobre seus modelos de negócios. "Os empreendedores ficam ocupados 16 horas por dia", diz Felipe Matos, diretor da Startup Farm. 

Um fator importantíssimo que ajuda a entender por que, de uma hora para outra, apareceu tanta gente querendo colocar dinheiro em empresas nascentes no Brasil é o aumento do poder aquisitivo das classes populares. Nos últimos três anos, cerca de 100 milhões de brasileiros de famílias com renda familiar entre 1.100 e 4.500 reais mensais subiram um degrau na pirâmide de consumo.

É um mercado enorme — praticamente um país dentro do país. Para investidores de todos os tamanhos, o significado desse número é o seguinte: "Saiam correndo em busca de novas empresas capazes de fornecer produtos e serviços a essas pessoas e que tenham potencial de crescer bem depressa".

Nessa corrida está o fundo brasileiro Trindade Investimentos, criado há dois anos. Em 2011, o Trindade fez seu primeiro aporte. A Peela,­ empresa paulista que recebeu o dinheiro, é um bebê com apenas cinco meses de vida. Seus fundadores, Eduardo Almeida, de 35 anos, Marcelo Pereira, de 39, Guilherme Coelho, de 40, e Roberto Icizuca, de 37, criaram um cartão pré-pago para ser usado em lojas parceiras da ­Peela.

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