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Capa | 12/04/2012 05:55

Um boom de startups

Por que este momento é ideal para os empreendedores brasileiros transformarem ideias inovadoras em negócios prósperos

Daniela Toviansky

André Nazareth, Danilo Campos, Bruno Branta e  Luciano Frezzatto, da Meu Carrinho

A Meu Carrinho atraiu recursos ao permitir que varejistas e fabricantes de bens de consumo disparem anúncios de promoções enquanto o consumidor está na loja

São Paulo - A noite de 1º de agosto de 2011 vai ficar guardada para sempre na memória dos amigos Luciano Frezzatto, de 25 anos, Bruno Branta, de 26, André Nazareth, de 26, e Danilo Campos, de 27. Na festa em que estavam, não paravam de receber cumprimentos. A Meu Carrinho, empresa que desenvolveu um aplicativo para organizar listas de compras de supermercado, mal havia completado um ano de vida e já recebia seu primeiro aporte de capital de um investidor.

"Tiramos até foto segurando um cheque gigante, como manda o ritual", diz Nazareth. O cheque foi assinado pelo engenheiro Romero Rodrigues, fundador do BuscaPé, a maior empresa de comparação de preços da América Latina, em troca de 30% da sociedade na Meu Carrinho. O acordo incluiu hospedagem no prédio do BuscaPé, em São Paulo. Antes, cada sócio trabalhava em sua casa. "Agora, sim, podemos contar, com orgulho, que temos uma sede", diz Nazareth. 

A Meu Carrinho não é um caso isolado de empreendedorismo inovador recente. Em 2011, surgiram no país mais de 2 000 startups só no setor de tecnologia — o triplo de 2009, segundo estimativa do Instituto Inovação, entidade de fomento ao empreendedorismo. É algo que não se via desde a proliferação de empresas ponto-com, na década de 90.

"O momento está extremamente favorável para empreender no Brasil", diz Gustavo Junqueira, diretor do Instituto Inovação.

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