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Diversificação | 17/04/2012 05:55

A palhaçada aumentou com a marca Patati Patatá

Como o ex-mágico Rinaldo Faria fez dos palhaços Patati e Patatá uma marca de mais de 550 produtos, que vão de brinquedos e CDs a ovos de Páscoa e material escolar

Gabriel Ferreira, da

Fabiano Accorsi

Rinaldo Faria e Patati e Patatá

Rinaldo Faria: "Sinto-me como se fosse o pai desses palhaços"

São Paulo - Para muitos pais de crianças de até 10 anos, eles já são velhos conhecidos. Os rostos alegres dos palhaços cantores da dupla Patati Patatá estão por toda parte — em brinquedos, sapatos, ovos de Páscoa, shows e na televisão.

No comando da marca que amarra todos esses negócios está o paulista Rinaldo Helder Faria, de 40 anos, fundador da Patati Patatá — empresa que, de acordo com estimativas de mercado, faturou 30 milhões de reais em 2011. Cerca de 70% das receitas da Patati Patatá vêm do setor de entretenimento, na forma de programa de TV, CDs, DVDs e shows. O restante vem do licenciamento de 550 produtos. 

A história da Patati Patatá mostra como uma pequena empresa pode crescer ao diversificar seus negócios. Nesse caso, a lógica não é exatamente a mesma de uma Nike, que cresceu gradativamente ao acrescentar ao catálogo produtos relacionados a seu mercado inicial, o de calçados esportivos. A diversificação da Patati Patatá abrangeu mercados que, aparentemente, não têm conexão entre si, como o de DVDs, mochilas e ovos de chocolate. 

O que Faria fez foi construir o que os especialistas chamam de patrimônio intangível — uma marca forte. Essa construção começou nos anos 80. Quando tinha 13 anos, Faria, junto com seu irmão, se apresentava em circos, escolas e programas de televisão. Ele era um mágico. Seu irmão, palhaço. Em muitas das apresentações, a dupla era convidada de um grupo musical chamado Patati Patatá, que já fazia algum sucesso no circuito infantil com mágicos e palhaços cantores.

Depois de fazer vários shows em conjunto, alguns integrantes da trupe Patati Patatá morreram num acidente de carro. Faria e seu irmão acabaram cumprindo a agenda de shows desfalcados e, com o tempo, assumiram a marca, imaginando que conseguiriam vender mais shows. "Mas ninguém queria negociar com um adolescente", diz ele. 

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