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Roberto Miranda: "Havia espaço para empresa de telefonia que fizesse o que as grandes operadoras não fazem "
À primeira vista, pode parecer que há pouco espaço para pequenas e médias empresas em mercados dominados por grandes competidores, como o de telefonia. Ainda assim, o gaúcho Roberto Miranda, de 58 anos, tem sido capaz de aproveitar as brechas deixadas por corporações como Telefônica e Embratel para fazer de sua operadora de telecomunicações, a paulistana Tesa, um negócio em expansão.
Nos últimos seis anos, a Tesa conquistou uma clientela formada por clientes como condomínios empresariais, shopping centers e hotéis. "Muitos dos nossos clientes mantêm grandes centrais telefônicas e precisam de ajuda para administrá-las", diz Miranda. "Esse tipo de serviço é algo que as grandes operadoras nem sempre estão dispostas a oferecer." Em 2011, as receitas da Tesa foram de 35 milhões de reais, 73% mais que no ano anterior.
Miranda fundou a Tesa em 2005. Ex-executivo do grupo de comunicação gaúcho RBS, afiliado da Rede Globo para os estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, ele havia mudado para São Paulo para conduzir um projeto de telefonia pela internet para o portal Terra, inspirado no Skype.
Ao avaliar o que acontecia no mercado de telecomunicações, Miranda percebeu que havia espaço para uma pequena operadora que fosse capaz de atender os clientes empresariais no que acreditava ser o ponto fraco das companhias telefônicas.
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