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Grandes Decisões | 22/01/2012 05:55

Do negócio de tecidos para papel de parede

A catarinense Real Estúdio conseguiu fornecer seus tecidos estampados para grandes redes do varejo. Agora, surgiu uma nova oportunidade — concorrer no mercado de papéis de parede

Camilla Ginesi, da
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Michel Téo Sin

João Marcos Dalla Rosa, do Real Estúdio

João Marcos Dalla Rosa, do Real Estúdio

No início de 2007, o engenheiro João Marcos Dalla Rosa, de 48 anos, andava à procura de novas perspectivas para sua empresa, a Real Estúdio, de Blumenau, no interior de Santa Catarina. Na época, seu negócio era produzir etiquetas e fazer bordados para clientes como Hering e Malwee.

Embora estivesse num dos principais polos têxteis do país, Dalla Rosa se preocupava com o fato de fornecer produtos de pouco peso nos negócios dos clientes.  Por isso, ele aspirava entrar em mercados mais promissores. Foi quando decidiu investir em máquinas de estamparia digital, uma espécie de impressora que pinta tecidos.

"Pretendia usar essa tecnologia para entrar em novos mercados", diz Dalla Rosa. "Uma das minhas ideias era produzir roupa de cama." Deu resultado. Hoje a Real Estúdio vende jogos de lençóis com estampas infantis em redes de varejo, como Pernambucanas e Ricardo Eletro.

Dalla Rosa também fechou contratos para fornecer tecidos estampados para confecções, como a camisaria Dudalina, que usa o material para compor o visual de golas e punhos de camisas femininas. Os novos produtos já respondem pela maior parte do faturamento da Real Estúdio. O faturamento previsto para 2011 é de 2 milhões de reais, 17% mais que há quatro anos.

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