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Viagens | 18/07/2011 08:00

Embarque imediato para a classe C

O paulistano Thomas Rabe criou um negócio que fatura 8 milhões de reais por ano vendendo passagens de avião para quem mora em favelas e subúrbios

Carla Aranha, da
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Avião em voo

A Vai Voando vem emitindo a cada mês mais de 1.500 passagens aéreas , para clentes de baixa renda

Até bem pouco tempo atrás, locais como a favela de Heliópolis, na zona sul de São Paulo, estavam entre os últimos lugares em que o paulistano Thomas Rabe, de 49 anos, pensaria em abrir um negócio. Dono de uma agência de viagens, ele ganhava a vida atendendo clientes ricos, acostumados a viajar com frequência para o exterior.

Hoje, Rabe é dono da Vai Voando, especializada em vender passagens aéreas para o público de baixa renda. Em Heliópolis, numa avenida chamada Estrada das Lágrimas, ele tem uma de suas filiais mais rentáveis, em frente a um açougue e ao lado de lojinhas de bijuterias e outras biroscas.

Desde que foi fundada, em março do ano passado, a Vai Voando vem emitindo a cada mês mais de 1 500 passagens aéreas para os novos clientes de Thomas Rabe — o que faz com que as estimativas de faturamento para 2011 cheguem a 8 milhões de reais.

Em menos de um ano, enquanto a Vai Voando abria uma rede de 36 filiais em bairros pobres e favelas da periferia de grandes cidades, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, a antiga agência, localizada no Brooklin, bairro paulistano de classe média, deixava de funcionar.

Parte dos consumidores que procuram a Vai Voando pertence à parcela emergente da população, que, nos últimos anos, conseguiu emprego fixo, abriu conta em banco, comprou computador e tem acesso à internet — e, por isso, pode comprar passagens online, pelo site da empresa.

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