Aguarde...
Na práticaA batalha pelo cliente
SaúdeEmpreendedorismo em busca de um remédio
SaúdeO desafio é reduzir custos
DiversificaçãoEmpreendedor na terra, na água e no ar
TecnologiaPagCom cresce no mercado de pagamentos móveis
Infográfico Por que a educação pública do Brasil ainda precisa evoluir
Tecnologia6 perigos de segurança em TI que ameaçam empreendedores
Eu conseguiO vendedor informatizado
Grandes decisõesComo atingir o consumidor doméstico?
EmpreendedoresO que 5 empreendedores do setor de educação têm a ensinar?
Robinson Shiba: “Um empreendedor não pode ser cabeça dura a ponto de não voltar atrás quando suas ideias dão errado”
O paranaense Robinson Shiba, de 43 anos, teve duas influências marcantes na infância que o ajudaram a moldar sua trajetória profissional. Ele cursou odontologia, como o pai, mas acabou se tornando empreendedor, como o avô.
Há 20 anos, Shiba largou os consultórios para abrir a China in Box, um tele-entrega de comida chinesa inspirado nos restaurantes que conheceu numa temporada nos Estados Unidos. “Naquela época, a comida chinesa era pouco conhecida”, diz ele. “Muita gente ligava para perguntar se vendíamos box para banheiro.”
Hoje ele é dono da Trend Foods, que faturou 209 milhões de reais no ano passado vendendo comida oriental e italiana. Neste depoimento a Exame PME, Shiba conta como construiu seu negócio e quais são seus planos para o futuro.
Nasci em Maringá, no interior do Paraná. Sou filho de um dentista e de uma dona de casa. Quando eu tinha 3 anos, nos mudamos para São Paulo, onde meu avô materno queria que meu pai fosse seu sócio numa loja de material de construção.
Morávamos numa casa que ficava nos fundos da loja. Ao voltar da escola, costumava ficar horas vendo meu avô fazer negócio. De vez em quando eu atendia um cliente ou fazia algum servicinho no escritório.
Meu pai havia aberto um consultório em São Paulo e se dividia entre o comércio e os pacientes. Inspirado nele, decidi entrar na faculdade de odontologia com a ideia de ganhar dinheiro para investir num negócio próprio.
Em 1989, ainda faltavam dois semestres para eu concluir o curso de odontologia. Quis aproveitar as férias da faculdade e passar dois meses nos Estados Unidos estudando inglês. Ao chegar lá, procurei emprego para ter meu próprio dinheiro. Fiquei surpreso com a facilidade em encontrar trabalho.
Como entregador de pizza ou ajudante de cozinha, podia ganhar o suficiente para me manter nos Estados Unidos o tempo que quisesse. Tranquei a faculdade e fiquei mais de um ano no exterior.
Durante essa temporada, fui contratado para lavar louça num restaurante chinês. Percebi que boa parte dos clientes pedia que a refeição fosse entregue em casa, naquelas caixinhas de papelão que no Brasil a gente só conhecia de ver nos filmes.
Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados