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Raymundo: "Sou o dono, mas não mando"
Aos 60 anos, Marco Aurélio Raymundo, conhecido desde pequeno pelo apelido Morongo, faz questão de continuar pegando onda para testar pessoalmente muitos dos novos produtos da Mormaii - empresa que ele criou em Garopaba, no litoral de Santa Catarina, há mais de três décadas para fabricar roupas de neoprene usadas por quem surfa no frio. Neste ano, o faturamento deve passar dos 300 milhões de reais - mas sem estresse. "Na Mormaii não tem essa noia de números", diz Morongo. "Lucro é importante, claro, mas em primeiro lugar estará sempre a satisfação de quem trabalha aqui." Morongo conversou com EXAME PME dias antes de partir para Sumatra, na Indonésia, para um encontro com a filha Mailyn, que está fazendo uma viagem de circunavegação do globo. A outra filha, Tainah, se formou em moda. E Flavius, o mais velho, é músico e vive em um templo budista. "São uns bichos malucos", diz ele.
Escolhi estudar medicina porque queria ajudar as pessoas. Depois de formado, eu poderia ficar em Porto Alegre, cidade onde nasci e era bem relacionado, mas decidi partir para um lugar em que as pessoas realmente precisassem de um médico. A minha escolha foi Garopaba, em Santa Catarina. Era uma vila de pescadores muito pobre e sem assistência de saúde naqueles meados da década de 70. Fui o primeiro médico a viver lá.
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