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	<title>Você e o dinheiro</title>
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		<title>Seja o CFO de sua família</title>
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		<pubDate>Tue, 21 May 2013 16:05:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Massaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Em grandes corporações (e também em diversas pequenas empresas), está cada vez mais comum usar o padrão americano de denominação de executivos, que utiliza três letras, sendo a primeira o “C” de Chief, a última o “O” de Officer e &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/2013/05/21/seja-o-cfo-de-sua-familia/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Em grandes corporações (e também em diversas pequenas empresas), está cada vez mais comum usar o padrão americano de denominação de executivos, que utiliza três letras, sendo a primeira o “C” de <em>Chief</em>, a última o “O” de <em>Officer</em> e a letra do meio designa a área pela qual aquele profissional é responsável. Em Português, seria algo como “Executivo Chefe de (escolha a área)”.</p>
<p style="text-align: justify">O “chefão” é o CEO, ou <em>Chief Executive Officer</em> (seria o equivalente ao “presidente” de uma empresa). O principal executivo financeiro é o CFO (<em>Chief Financial Officer</em>). A prática começou nos EUA, foi incorporada às subsidiárias de empresas americanas e virou um modismo, tomando inclusive empresas de menor porte. Hoje, até mesmo vários profissionais de “empresas de uma pessoa só”, como consultores e prestadores de serviços, ostentam orgulhosos a sigla “CEO” ou algo do gênero em seus cartões de visita.</p>
<p style="text-align: justify">Já que a onda é que organizações cada vez menores adotem esse tipo de nomenclatura, que tal se declarar “CFO da família” e assumir, em grande estilo, as finanças domésticas?</p>
<p style="text-align: justify">Aqui vão algumas dicas para cuidar das finanças da família como se fosse uma grande empresa:</p>
<p style="text-align: justify"><strong>1- </strong><strong>Estabeleça planos e metas</strong></p>
<p style="text-align: justify">Defina, em conjunto com o restante do corpo executivo (o cônjuge), e sem deixar de ouvir os <em>stakeholders</em> (os filhos), quanto deve ser gasto em cada categoria de despesa e qual o valor da renda deve ser poupado mensalmente para investimentos e fundo de reserva.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>2- </strong><strong>Cuide dos registros</strong></p>
<p style="text-align: justify">Não confie na memória jamais! Mantenha registros detalhados daquilo que é gasto, pois eles servirão para fazer relatórios de controle e acompanhamento, com os quais você poderá orientar sua família e ver se os objetivos estão sendo atingidos (e também dar uns puxões de orelha se for necessário&#8230;).</p>
<p style="text-align: justify"><strong>3- </strong><strong>Faça uma reunião mensal</strong></p>
<p style="text-align: justify">Pelo menos uma vez por mês, convoque a família para discutir as finanças domésticas. Crie um procedimento, uma data fixa, estabeleça uma hora de início e de término e crie uma regra de que, naquele período, não se deve tratar de outras questões familiares e assuntos paralelos. Revise os gastos do mês e faça o planejamento do mês seguinte. Analise os desvios (os itens onde o planejamento “furou”), procure identificar as causas e equilibrar as coisas no mês seguinte.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>4- </strong><strong>Saiba dizer &#8220;não&#8221;</strong></p>
<p style="text-align: justify">Uma das coisas complicadas de ser um executivo financeiro é ter que assumir o papel daquela pessoa que precisa dizer “não” em um ambiente onde todos só querem ouvir “sim”. O executivo de marketing quer gastar, o executivo de produção quer gastar, o executivo de RH quer gastar&#8230; Enquanto o executivo financeiro está “com a chave do cofre” na mão e precisa dizer “não” para todo mundo&#8230;</p>
<p style="text-align: justify">Na família não será diferente e muitas vezes você terá que assumir o papel de “chato”. Acostume-se, pois faz parte de seu <em>job description</em>&#8230;</p>
<p style="text-align: justify"><strong>5- </strong><strong>“Governança corporativa” na família&#8230;</strong></p>
<p style="text-align: justify">A regra aqui é “transparência acima de tudo”. Um dos grandes problemas de finanças pessoais aplicadas à família é a chamada “<a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/2012/01/10/voce-e-financeiramente-infiel/" target="_blank">infidelidade financeira</a>”, quando um cônjuge esconde do resto da família a verdadeira situação financeira, muitas vezes ocultando grandes dívidas e problemas.</p>
<p style="text-align: justify">Aconteça o que acontecer, diga sempre a verdade. Se a situação estiver “apertada”, jogue aberto com a família. Lembre-os de que o problema é de todos, peça ajuda e envolva-os na solução.</p>
<p style="text-align: justify">Agora é só fazer um bom trabalho e esperar pelo bônus no final do ano!</p>
<p style="text-align: justify">André Massaro<br />
<a href="http://www.andremassaro.com.br" target="_blank">www.andremassaro.com.br</a></p>
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		<title>Ranking das bolsas mundiais – abril de 2013</title>
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		<pubDate>Tue, 21 May 2013 13:27:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Massaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[André Massaro www.andremassaro.com.br]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/files/2013/05/Ranking-Bolsas-Abr-13.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3899" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/files/2013/05/Ranking-Bolsas-Abr-13.jpg" alt="" width="521" height="236" /></a></p>
<p>André Massaro<br />
<a href="http://www.andremassaro.com.br" target="_blank">www.andremassaro.com.br</a></p>
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		<title>Dinheiro, casamento, empregadas e gestão de riscos</title>
		<link>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/2013/05/13/dinheiro-casamento-empregadas-e-gestao-de-riscos/</link>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2013 13:00:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Massaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[O assunto “dinheiro e casamento” é um dos que mais dão pano pra manga no mundinho das finanças pessoais. Não é para menos; afinal, a maioria das pessoas experimenta as angústias e as alegrias do dinheiro em um contexto familiar. &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/2013/05/13/dinheiro-casamento-empregadas-e-gestao-de-riscos/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">O assunto “dinheiro e casamento” é um dos que mais dão pano pra manga no mundinho das finanças pessoais. Não é para menos; afinal, a maioria das pessoas experimenta as angústias e as alegrias do dinheiro em um contexto familiar.</p>
<p style="text-align: justify">Um dos objetivos do planejamento financeiro pessoal é nos preparar para os “grandes eventos” da vida. “Grandes eventos” são aqueles eventos que transformam a vida estruturalmente, como o casamento em si, ter filhos, comprar o primeiro imóvel, abrir um negócio próprio, se aposentar e por aí vai. Se seguirmos esses eventos na sequência que coloquei (e que tem uma certa lógica), constataremos que a maioria desses grandes eventos raramente impacta apenas uma pessoa, e sim o casal ou a família toda.</p>
<p style="text-align: justify">Como administrar as finanças do casal? É melhor manter as contas separadas ou juntar tudo? É aceitável que um dos cônjuges deixe de trabalhar para cuidar dos filhos e da casa? Essas perguntas estão entre as mais comuns que são feitas para os especialistas em finanças pessoais.</p>
<p style="text-align: justify">O que posso dizer é o seguinte: Ao menos em teoria, a coisa certa a fazer é juntar as contas, tratar o dinheiro do casal como se fosse um “caixa único” e priorizar o desenvolvimento profissional daquele cônjuge que tem maior potencial de obter retorno financeiro com o trabalho. Essa é a forma de conseguir a “máxima eficiência econômica” na família.</p>
<p style="text-align: justify">Só que esse é o mundo da teoria. No mundo da teoria, as pessoas são racionais e os modelos funcionam. Na prática, as coisas insistem em acontecer de um jeito diferente daquele que planejamos.</p>
<p style="text-align: justify">Tratar as finanças e a vida profissional da família como se fossem “uma coisa só” é o caminho lógico, que funciona maravilhosamente bem no mundo dos modelos econômicos. Porém, esses modelos acabam não levando alguns fatores em consideração. Um desses fatores é, simplesmente, que o casamento é um empreendimento onde as chances de fracasso são muito altas.</p>
<p style="text-align: justify">No Brasil, segundo o IBGE, tivemos mais de 350 mil divórcios em 2011, um número historicamente alto (tudo bem que houve um “empurrãozinho” graças a mudanças em nossa legislação) e preocupante. Nas economias desenvolvidas, alguns estudos apontam que as chances de um casamento terminar em divórcio estão entre 40 e 50% (ou seja, é quase a mesma coisa que jogar “cara ou coroa”).</p>
<p style="text-align: justify">Recentemente, tivemos a “PEC das domésticas”, que equiparou os direitos trabalhistas dos trabalhadores domésticos àqueles de outros setores da economia. É uma excelente notícia para esses profissionais, mas muitas famílias de classe média, que hoje desfrutam dos serviços de empregados domésticos, terão que abrir mão dessa comodidade por causa dos custos. Com isso, começam a surgir estudos indicando que, em muitos casos, vale a pena (economicamente falando) um dos cônjuges abandonar a carreira profissional para assumir as funções domésticas e de criação dos filhos em tempo integral, pois os custos combinados de babás, empregadas e afins superam a renda extra gerada por esse cônjuge (estou escrevendo “cônjuge”, de forma neutra, para ser politicamente correto, mas é obvio que na esmagadora maioria dos casos essa encrenca vai sobrar para a mulher&#8230;).</p>
<p style="text-align: justify">De novo, economicamente falando, faz todo sentido. Aliás, do ponto de vista econômico, mais do que nunca, a família ideal é aquela família de “comercial de margarina”, com o marido provedor e a mulher que vai levar os filhos na escola e cuidar do lar, todos sorridentes&#8230;</p>
<p style="text-align: justify">O problema é quando o “felizes para sempre” acaba e o casamento “vira estatística”. Nesse momento, a mulher que abandonou a carreira profissional &#8211; porque era a coisa mais “lógica” a fazer -, se vê na pior situação que alguém pode estar. Não se desenvolveu profissionalmente, perdeu a capacidade de gerar renda e provavelmente terá muita dificuldade em retornar ao mercado de trabalho. Tudo bem que existem mecanismos de proteção como pensões alimentícias e divisão de bens, mas isso proporciona uma segurança limitada, para dizer o mínimo. A mulher pode até sair do casamento com “uma boa grana”, mas o dinheiro um dia acaba.</p>
<p style="text-align: justify">Por isso, é importante que as mulheres entendam que, mais importante que o dinheiro em si, é a “capacidade de gerar dinheiro”. Isso é o que nos faz dar a volta por cima quando enfrentamos percalços. Muita gente de sucesso já perdeu tudo e se recuperou, exatamente por ter a capacidade de gerar dinheiro. As mulheres conseguiram grandes avanços no mercado de trabalho nas últimas décadas, conquistaram espaço e respeito. Essas conquistas não vieram facilmente e elas precisam ser defendidas.</p>
<p style="text-align: justify">Sempre esperamos que o casamento seja bem sucedido, mas em tudo na vida devemos seguir aquela máxima de “esperar o melhor, mas preparar-se para o pior”. Eu reconheço a lógica econômica por trás dessas ideias de “volta ao lar”, mas, se eu fosse mulher, jamais “compraria” uma história dessas. Para mim, é um daqueles casos onde o mais barato pode acabar saindo (muito) caro.</p>
<p style="text-align: justify">André Massaro<br />
<a href="http://www.andremassaro.com.br" target="_blank">www.andremassaro.com.br</a></p>
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		<title>Seja um investidor/empreendedor marxista</title>
		<link>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/2013/04/29/seja-um-investidor-empreendedor-marxista/</link>
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		<pubDate>Mon, 29 Apr 2013 15:18:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Massaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Karl Marx, que figura interessante&#8230; Um dos membros do power trio da Sociologia (junto com Max Weber e Emile Durkheim). Foi, sem dúvida, um grande estudioso e uma figura histórica muito relevante, que deu importantes contribuições para as ciências sociais, &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/2013/04/29/seja-um-investidor-empreendedor-marxista/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Karl Marx, que figura interessante&#8230; Um dos membros do <em>power trio</em> da Sociologia (junto com Max Weber e Emile Durkheim). Foi, sem dúvida, um grande estudioso e uma figura histórica muito relevante, que deu importantes contribuições para as ciências sociais, mas cujos ensinamentos têm uma utilidade prática limitada para investidores e empreendedores. Seus críticos raramente perdem a oportunidade de dar umas alfinetadas no velho Karl, dizendo que ele nunca trabalhou na vida, que vivia de doações de amigos e simpatizantes e que, em algum momento, sua mãe falou: “Filho, você deveria parar de escrever sobre dinheiro e tentar GANHAR algum dinheiro”&#8230;</p>
<div id="attachment_3877" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/files/2013/04/Marx.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-3877" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/files/2013/04/Marx-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">&quot;Ei, me dá um dinheiro aí?&quot;</p></div>
<p style="text-align: justify">É, definitivamente ele não é um bom exemplo para investidores e empreendedores, por isso vamos falar de outra figura ilustre com o sobrenome Marx, que talvez possa ter mais a contribuir com aqueles que estão querendo ganhar dinheiro: Groucho Marx.</p>
<p style="text-align: justify">Sim, o “outro” Marx, aquele cara que usava um bigode falso pintado no rosto e que junto com os irmãos fez grandes comédias como “Uma noite em Casablanca”, “O diabo a quatro” e “Uma noite na ópera”.</p>
<p style="text-align: justify">Groucho, certa vez, disse uma frase que se tornou um clássico: “EU NÃO ENTRO PARA CLUBES QUE ME ACEITAM COMO SÓCIO”.</p>
<p style="text-align: justify">A sabedoria contida nessa frase é tão grande que todos os aspirantes a investidor e empreendedor deveriam lê-la todo dia.</p>
<div id="attachment_3878" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/files/2013/04/Marxismo.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-3878" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/files/2013/04/Marxismo-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">&quot;Em quem você prefere acreditar? Em mim ou em seus próprios olhos?&quot;</p></div>
<p style="text-align: justify">Sempre que alguém nos oferece uma oportunidade boa demais, devemos ser “marxistas” e lembrar não de Karl, mas sim do venerável Groucho (que foi desta para melhor em 1977) e perguntar a nós mesmos: “Se é tão bom assim, por que esse cara está me oferecendo isto?” (se o “clube” me aceita como sócio, é porque algo deve estar errado&#8230;).</p>
<p style="text-align: justify">No mercado financeiro isso é muito comum. Frequentemente, somos abordados por “profissionais” de investimentos que nos oferecem oportunidades “imperdíveis”, sendo que eles mesmos não colocam sequer um único centavo naquilo que estão oferecendo (afinal, chova ou faça sol, no final do mês o salário e as comissões deles estão garantidos&#8230; para que correr riscos?). Se é algo tão bom, por que eles precisam do SEU dinheiro?</p>
<p style="text-align: justify">O mesmo acontece no mercado imobiliário. Muitas vezes, somos abordados por corretores ou prepostos que “garantem” que o mercado vai continuar subindo, que os imóveis vão se valorizar infinitamente e que aquele apartamentozinho na periferia de alguma grande cidade brasileira logo vai estar valendo mais que o Taj Mahal. Dá vontade de perguntar algo como “se é tão bom assim, por que você não pega emprestado todo dinheiro que puder e compra tudo?”. Qualquer banco ficaria feliz da vida em emprestar rios de dinheiro se o retorno fosse tão garantido assim&#8230;</p>
<div id="attachment_3886" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/files/2013/04/Reunião-do-board.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-3886" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/files/2013/04/Reunião-do-board-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">&quot;Reunião do Conselho de Administração&quot;</p></div>
<p style="text-align: justify">No mundo do empreendedorismo, a coisa é ainda mais escandalosa. Ultimamente, por uma razão que ainda não compreendi muito bem, tenho sido muito solicitado para falar sobre franquias. O modelo de franquia, quando bem feito e bem estruturado, é ótimo e ideal para o empreendedor, especialmente aquele menos experiente. Mas algumas franquias são verdadeiras arapucas onde o franqueado vai simplesmente pagar para trabalhar. Aí cabe a pergunta: &#8220;Se o negócio é tão bom assim, por que eles precisam de mim?&#8221; Se você conseguir uma resposta satisfatória para esta pergunta, vá em frente e invista. Do contrário, corra. Corra muito&#8230;</p>
<p style="text-align: justify">Temos que ser particularmente “marxistas” com aquelas fantásticas “oportunidades de negócios” que são, na verdade, esquemas fraudulentos disfarçados de empresas legítimas (como as famosas pirâmides ou <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/2012/03/21/golpes-e-picaretagens-o-esquema-ponzi/" target="_blank">esquemas Ponzi</a>). Essas oportunidades picaretas oferecem retornos absurdos, muito acima do que as instituições financeiras cobram por qualquer empréstimo. Se aquilo fosse possível, seria muito mais interessante tomar dinheiro no banco e ganhar sozinho, sem ter que correr atrás de “investidores” incautos, tentando persuadi-los a colocar mais dinheiro no esquema. De novo: Se o negócio é assim tão fantástico, por que ele está sendo oferecido para VOCÊ? Você é alguém assim tão especial e merecedor de uma vantagem tão espetacular? Afinal, por que esse “clube” te quer como sócio?</p>
<p style="text-align: justify">Agora a lição está aprendida. De hoje em diante, bata no peito com orgulho e diga “eu sou um marxista!”. Você terá algum trabalho para explicar para as pessoas que não é “marxista do jeito que elas estão pensando”, mas tudo bem, vai valer a pena. Se for preciso, pinte um bigode falso no rosto, isso poderá ajudar&#8230;</p>
<p style="text-align: justify">E sempre que um clube te aceitar como sócio, fique de olho aberto, pois pode ser uma armadilha&#8230;</p>
<p style="text-align: justify">André Massaro<br />
<a href="http://www.andremassaro.com.br" target="_blank">www.andremassaro.com.br</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Objetivos financeiros estratégicos</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Apr 2013 17:22:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Massaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[É quase consenso, entre os educadores financeiros e especialistas em finanças, que o planejamento financeiro pessoal, para funcionar, precisa ter um objetivo. Do contrário, não conseguimos manter um nível adequado de motivação e a coisa toda vira “guardar dinheiro simplesmente &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/2013/04/23/objetivos-financeiros-estrategicos/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">É quase consenso, entre os educadores financeiros e especialistas em finanças, que o planejamento financeiro pessoal, para funcionar, precisa ter um objetivo. Do contrário, não conseguimos manter um nível adequado de motivação e a coisa toda vira “guardar dinheiro simplesmente por guardar”.</p>
<p style="text-align: justify">Agora o ponto é: Como estabelecer objetivos? Já virou clichê nas palestras e workshops de finanças pessoais mundo afora o palestrante perguntar ao público, em tom emocional, “qual é o seu sonho?”.</p>
<div id="attachment_3869" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/files/2013/04/Sonho.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-3869 " src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/files/2013/04/Sonho-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Qual é o seu sonho?</p></div>
<p style="text-align: justify">Falar em “sonho” cria um apelo interessante, especialmente para aquelas pessoas que têm uma visão de prazo mais curto e que só conseguem se motivar se enxergarem a recompensa logo à frente.</p>
<p style="text-align: justify">Normalmente, esse sonho é traduzido como uma recompensa material e tangível: Um carro, uma casa, um <em>gadget</em>&#8230; É uma isca motivacional para forçar a pessoa a equilibrar as contas e guardar dinheiro para conquistar o tal sonho.</p>
<p style="text-align: justify">Só que o sonho não deve ser o objetivo da pessoa, no máximo deve ser considerado como um “objetivo tático”, inserido dentro de um objetivo maior. Se não for feito desta forma, o sonho pode acabar virando pesadelo. Não faltam exemplos de pessoas que ganham dois mil reais por mês e que conseguiram acumular dinheiro para comprar o “carro dos sonhos” de oitenta mil reais, e hoje têm um trambolho que gera despesas intermináveis (IPVA, seguro, combustível e por aí vai) e que perde valor a cada dia que passa.</p>
<div class="mceTemp" style="text-align: justify">
<div id="attachment_3870" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/files/2013/04/Modesto.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-3870" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/files/2013/04/Modesto-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Objetivo: Dominar o mundo!</p></div>
<dl>
<dt>Não há nada de errado em sonhar com um carro (aliás, o carro é o item predominante quando se fala em “sonho”), mas é interessante procurar ter um nível de vida que comporte aquele carro com todas as despesas e depreciação que ele vai gerar. Agora, sim, começamos a falar de estratégia&#8230;</dt>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify">Existem, basicamente, três “objetivos financeiros estratégicos”. A pessoa pode ter um ou mais objetivos estratégicos, mas é importante que tenha pelo menos um, e que procure ter “sonhos” que estejam alinhados com esse(s) objetivo(s). Vamos ver quais são eles:</p>
<p style="text-align: justify"><strong>1-      </strong><strong>Reserva de segurança</strong></p>
<p style="text-align: justify">Ter uma reserva de segurança é um objetivo estratégico porque pode ser considerado como um “fim”, pois não há intenção de causar qualquer mudança no estilo de vida. Às vezes, a pessoa está satisfeita com sua vida, com sua carreira, e o que falta é a “paz de espírito” de saber que há recursos para manter as coisas como estão, ao menos por um tempo, caso algum imprevisto ocorra.</p>
<p style="text-align: justify">Não há uma quantia ideal para uma reserva de segurança. Normalmente, ela corresponde a alguns meses da renda atual da pessoa. Obviamente, tudo depende da situação econômica e do mercado de trabalho, mas usualmente se recomenda que as pessoas tenham uma reserva que corresponda a pelo menos um ano de renda.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>2-      </strong><strong>“Grandes eventos”</strong></p>
<p style="text-align: justify">São aqueles eventos que alteram, estruturalmente, o estilo de vida de uma pessoa e que têm alto impacto financeiro; por isso devem ser planejados e é preciso uma preparação minuciosa para que as coisas não saiam do controle.</p>
<p style="text-align: justify">Exemplos comuns de grandes eventos com impacto financeiro são: Casar, ter filhos, se divorciar, comprar um imóvel para residência, montar um negócio próprio, se aposentar etc.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>3-      </strong><strong><em>Upgrade</em> de nível de vida</strong></p>
<p style="text-align: justify">Este é, em minha opinião, o mais importante objetivo estratégico que uma pessoa pode ter, pois ele sozinho facilita a conquista dos demais objetivos, tanto estratégicos como táticos.</p>
<p style="text-align: justify">Fazer um <em>upgrade</em> de nível de vida significa aumentar a renda. E aumentar a renda, para a grande maioria das pessoas, passa por um desses dois caminhos: Criar/expandir um negócio ou investir na carreira profissional.</p>
<p style="text-align: justify">A pessoa deve então definir qual o nível de renda adequado para acomodar todos os seus “sonhos”, ver quais são as atividades ou profissões que podem proporcionar aquele nível de renda e fazer um plano de “desenvolvimento pessoal e profissional” (que envolve estudos, relacionamento/<em>networking</em>, autoconhecimento, maximização de pontos fortes e minimização de pontos fracos) que a faça chegar àquela posição.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Sobre dívidas:</strong></p>
<p style="text-align: justify">“Eliminar as dívidas” não é um objetivo estratégico, e sim tático, pois ninguém tem como objetivo de vida simplesmente “não ter dívidas”. A eliminação de dívidas é um passo intermediário e necessário para atingir os demais objetivos.</p>
<p style="text-align: justify">André Massaro<br />
<a href="http://www.andremassaro.com.br" target="_blank">www.andremassaro.com.br</a></p>
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		<title>Ranking das bolsas mundiais – março de 2013</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Apr 2013 16:46:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Massaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[André Massaro www.andremassaro.com.br]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/files/2013/04/Ranking-Bolsas-Mar-13.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3865" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/files/2013/04/Ranking-Bolsas-Mar-13.jpg" alt="" width="523" height="249" /></a></p>
<p>André Massaro<br />
<a href="http://www.andremassaro.com.br" target="_blank">www.andremassaro.com.br</a></p>
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		<title>Vendendo o &#8220;céu azul&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Apr 2013 13:59:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Massaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[O artigo de hoje é sobre uma interessante passagem da história do mundinho encantado do mercado financeiro. Mas antes vamos falar um pouco sobre leis. Não faltam no mundo leis bizarras e sem sentido. Na França, por exemplo, é ilegal &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/2013/04/18/vendendo-o-ceu-azul/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">O artigo de hoje é sobre uma interessante passagem da história do mundinho encantado do mercado financeiro. Mas antes vamos falar um pouco sobre leis.</p>
<p style="text-align: justify">Não faltam no mundo leis bizarras e sem sentido. Na França, por exemplo, é ilegal batizar um porco de “Napoleão” (!!!). Na Alemanha, um travesseiro pode ser considerado uma “arma branca” (!!!!) e no estado americano de Connecticut, é ilegal atravessar a rua plantando bananeira.</p>
<div id="attachment_3860" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/files/2013/04/Porcao.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-3860" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/files/2013/04/Porcao-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">&quot;Você pode ser preso&quot;</p></div>
<p style="text-align: justify">Por mais bizarras que sejam as leis, elas sempre existem por alguma razão. No caso do “porco Napoleão”, é possível imaginar que o baixinho invocado que governava a França deveria ficar p*** da vida com a “homenagem”, por isso algum legislador resolveu criar essa lei para dissuadir pessoas de “zoarem” o imperador e acabarem perdendo a cabeça (na guilhotina). Já em Connecticut, se a “lei da bananeira” existe, é por que algum idiota já deve ter tido essa ideia “brilhante” e, provavelmente, causou um acidente. Muitas vezes uma lei é criada, mas acaba ficando fora de contexto por conta das evoluções tecnológicas e sociais, e os legisladores acabam “esquecendo” de atualizar a legislação que ficou meio sem sentido. Um caso típico é nossa legislação trabalhista, sempre tão criticada por não refletir as características do mercado de trabalho moderno.</p>
<p style="text-align: justify">Mas, enfim&#8230; Muitos investidores, quando começam a se aventurar no mercado financeiro, ficam surpresos com a quantidade de leis, regras e regulamentos que existem para, supostamente, colocar ordem no mercado e proteger o investidor. As empresas de capital aberto (aquelas que têm suas ações negociadas na bolsa de valores) têm uma lista enorme de requerimentos que precisam cumprir para desfrutar desse status. Aqui no Brasil, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) é responsável por disciplinar as empresas de capital aberto. Quem acompanha de perto sabe que a CVM é bastante rígida, apesar de não ser infalível. E fora do Brasil não é diferente: as autoridades que disciplinam os mercados de capitais mundo afora costumam ser bastante rigorosas e vigilantes; afinal, as empresas de capital aberto têm acesso à chamada “poupança popular” e presume-se que o povão nem sempre (ou raramente) está preparado para entender a fundo as peculiaridades do mercado e das empresas. Por isso, é preciso que alguém “proteja” essas pessoas (muitas vezes elas precisam ser protegidas delas mesmas&#8230;).</p>
<div id="attachment_3861" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/files/2013/04/Blue-Sky.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-3861" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/files/2013/04/Blue-Sky-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">&quot;Quer comprar?&quot;</p></div>
<p style="text-align: justify">Para quem acha que o mercado financeiro é “regulado demais”, é bom que saiba que um dia já não foi assim. Quem já leu algum livro ou assistiu a algum documentário sobre o <em>crash</em> da bolsa de Nova Iorque em 1929 deve ter percebido que, naquela época, o mercado financeiro era uma “terra de ninguém”, um verdadeiro faroeste, onde empresas que só existiam no papel e na cabeça de seus criadores abriam o capital livremente, vendendo sonhos e ilusões (investidores da bolsa brasileira, eu SEI o que vocês estão pensando agora e podem parar já com isso, ok? Deixem o homem em paz&#8230;), investidores comuns se endividavam para comprar ações apostando no enriquecimento rápido e fácil (alguém se lembra daquela famosa história do pai do Kennedy?). Enfim, era o terreno ideal para todo tipo de fraude e pilantragem e não é à toa que deu no que deu.</p>
<p style="text-align: justify">Um pouco depois do <em>crash</em>, começou a ficar popular nos EUA um tipo de lei que se chamava de <em>Blue Sky Laws</em> (As “leis do céu azul”, em tradução livre). Essas leis, que são estaduais, são anteriores ao <em>crash</em> (o uso do termo “céu azul” foi registrado pela primeira vez no Kansas, em 1910), mas, por motivos óbvios, foi depois do <em>crash</em> que elas passaram a ser utilizadas com força máxima.</p>
<div id="attachment_3862" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/files/2013/04/Lua-vende-se.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-3862" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/files/2013/04/Lua-vende-se-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">&quot;Vende-se com vista para a Terra&quot;</p></div>
<p style="text-align: justify">Essas leis têm como objetivo regular o mercado, criar regras para as empresas que captam dinheiro do povo e proteger o investidor. O nome “céu azul” vem exatamente daquilo que as leis querem evitar: Que “empresários” inescrupulosos vendam o “céu azul” para investidores incautos (“Vender o céu azul” é o equivalente americano àquilo que no Brasil chamamos de “vender terrenos na Lua”, “vender papel pintado”, entre outras coisas).</p>
<p style="text-align: justify">As “leis do céu azul” são estaduais nos EUA, e existem até hoje. Há inclusive um “modelo” federal criado em 1956 chamado “<em>Uniform Securities Act</em>”, desenvolvido para tentar padronizar as diversas leis estaduais. Mas toda essa confusão do <em>crash</em> de 1929 acabou levando as autoridades de lá a criarem uma lei federal, o <em>Securities Act</em> de 1933, que efetivamente passou a ditar as regras do jogo.</p>
<p style="text-align: justify">Essas leis tiveram grande influência na criação de legislação semelhante em vários países, inclusive o Brasil. É sempre interessante lembrar que todo aparato regulatório de nosso mercado de capitais, que pode parecer confuso e enrolado, tem uma boa razão de ser. As leis e as regras servem para evitar que empresários picaretas transitem livremente no mercado e que investidores inocentes se “machuquem”. Tudo bem que muitas vezes as coisas acabam não funcionando como deveriam (e como!), mas se a lei existe, é porque na ausência dela alguém já se deu mal e pagou caro por isso.</p>
<p style="text-align: justify">André Massaro<br />
<a href="http://www.andremassaro.com.br" target="_blank">www.andremassaro.com.br</a></p>
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		<title>Ainda sobre as vantagens do cartão de crédito</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Apr 2013 12:07:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Massaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[No artigo anterior (clique aqui para ver), falei sobre vantagens do cartão de crédito, uma forma de tentar mostrar que ele não é o “vilão” que gostamos de pintar de vez em quando. Quando o artigo foi publicado, eu imaginei &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/2013/04/10/ainda-sobre-as-vantagens-do-cartao-de-credito/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">No artigo anterior (clique <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/2013/04/03/em-defesa-do-cartao-de-credito/" target="_blank">aqui</a> para ver), falei sobre vantagens do cartão de crédito, uma forma de tentar mostrar que ele não é o “vilão” que gostamos de pintar de vez em quando.</p>
<p style="text-align: justify">Quando o artigo foi publicado, eu imaginei (e acabei acertando) que dois pontos em particular iriam gerar alguma polêmica nas redes sociais.</p>
<p style="text-align: justify">O primeiro deles era sobre a questão da responsabilidade individual (usei a metáfora da “pecinha”). Uma das maiores “brigas” do pessoal que trabalha com finanças pessoais, direito do consumidor, psicologia econômica e afins é a questão da responsabilidade individual <em>versus</em> as pressões do mercado e do “ambiente”. Temos, em um extremo, aqueles que veem as pessoas como vítimas indefesas do “sistema”, que acabam caindo no endividamento e no consumo excessivo porque são induzidas a isso. No outro extremo está o pessoal de visão mais “liberal” (no sentido político) que vê tudo o que acontece com as pessoas como consequência de escolhas que elas tomaram, e que elas devem ser 100% responsáveis por essas consequências. É a visão da “responsabilidade individual extrema”.</p>
<p style="text-align: justify">Eu mesmo oscilo bastante entre esses dois extremos (sou obrigado a reconhecer). As coisas em finanças pessoais e consumo raramente são tão “preto no branco” quanto gostamos de acreditar; o componente ideológico tem um peso considerável e é sempre difícil formar uma opinião segura, mas no atual momento estou pendendo mais para o lado da responsabilidade individual. Inclusive, explorei bastante essa questão aqui no blog no início do ano (quando falei sobre a “<a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/2013/01/15/a-nova-era-da-responsabilidade-individual-parte-1/" target="_blank">Nova era da responsabilidade individual</a>”) e deverá ser um assunto recorrente em postagens futuras.</p>
<p style="text-align: justify">O segundo ponto foi quando falei do “crédito grátis”. Todos nós sabemos que crédito grátis não existe nem aqui e nem em lugar algum. O dinheiro tem custo e, se nós não estamos pagando por ele, é porque alguém está subsidiando.</p>
<p style="text-align: justify">No Brasil, não é usual praticar preços diferenciados para compras feitas com cartão e com outros meios de pagamento. Ao menos em teoria, o nosso Código do Consumidor não permite discriminação de preços e há uma certa controvérsia, inclusive entre as autoridades financeiras, judiciais e de defesa do consumidor, sobre a legalidade ou não da diferenciação de preços. Na dúvida, a prática mais comum é manter os preços iguais para pagamento com cartão e por outros meios. Alguns dão desconto quanto se opta por não usar o cartão, mas normalmente fazem isso de forma discreta.</p>
<p style="text-align: justify">Vender com cartão de crédito implica em custos para o comerciante e ele precisa inserir esse custo em algum lugar (e esse “algum lugar”, antes que alguém comece a ter ideias, é no preço de venda do produto&#8230;). O custo é então repassado ao consumidor e, como todo mundo paga, ao menos em princípio, o mesmo preço pelo produto, todos acabarão pagando pelos custos do cartão de crédito. Só que quem efetivamente paga com o cartão de crédito estará usufruindo dos benefícios, da comodidade e do diferimento do pagamento por até 30 dias (sempre lembrando que o dinheiro tem um valor ao longo do tempo, então, tecnicamente falando, há um pequeno desconto no preço a se considerar – mais uma vantagem para quem usa cartão).</p>
<p style="text-align: justify">Agora aquele indivíduo que não usa o cartão de crédito também está pagando, mas não usufrui de benefício algum. Ele apenas “banca” a vantagem de quem usa o cartão. Ele está subsidiando o custo financeiro para que outros se beneficiem. Vendo, então, por um ponto de vista estritamente financeiro, NÃO usar cartão de crédito é um péssimo negócio&#8230;</p>
<p style="text-align: justify">Em finanças pessoais, raramente se faz dívida para obter “alavancagem” (usar o dinheiro para gerar mais dinheiro). A esmagadora maioria das dívidas é para consumo; por isso, salvo raríssimas exceções, o endividamento de pessoas físicas é algo nocivo. Mas uma dessas raras exceções (e que por aqui no Brasil está ficando cada vez menos rara) é quando há uma distorção na formação entre os preços “à vista” e “a prazo”.</p>
<p style="text-align: justify">Quando um produto tem um determinado preço a prazo e seu preço à vista é exatamente igual à soma das parcelas (“mil reais à vista ou dez parcelas de cem reais”), o custo financeiro está embutido no preço do produto, independentemente da forma de pagamento, e quem comprar à vista acabará financiando aqueles que comprarem a prazo. A coisa certa numa situação assim seria que o lojista oferecesse um desconto no valor à vista. Às vezes, isso acontece, mas nem sempre, seja porque o vendedor tem uma política de preços rígida (prática comum em grandes varejistas) ou porque simplesmente não entende o valor do dinheiro ao longo do tempo (algo mais comum entre pequenos comerciantes). Quando é assim, a coisa lógica a fazer é se endividar&#8230;</p>
<p style="text-align: justify">Onde está o perigo? O perigo está no descontrole financeiro e é aí que pelo menos 90% das pessoas “entram pelo cano”. As pessoas compram, convenientemente se “esquecem” que o dinheiro das parcelas já está comprometido com os pagamentos futuros e começam a fazer mais compras e a acumular mais parcelas. Nesse momento, o endividamento “estratégico”, feito para tirar proveito de uma distorção nos preços, acaba virando um endividamento “real”, uma bomba-relógio financeira.</p>
<p style="text-align: justify">André Massaro<br />
<a href="http://www.andremassaro.com.br" target="_blank">www.andremassaro.com.br</a></p>
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		<item>
		<title>Em defesa do cartão de crédito</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Apr 2013 13:24:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Massaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Frequentemente, quando cometemos alguma barbeiragem no trânsito, aparece alguém fazendo gozação e dizendo que o carro tem um problema naquela “pecinha que fica atrás do volante” (o motorista&#8230;). Esse tipo de piada serve para nos lembrar de que carros, assim &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/2013/04/03/em-defesa-do-cartao-de-credito/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Frequentemente, quando cometemos alguma barbeiragem no trânsito, aparece alguém fazendo gozação e dizendo que o carro tem um problema naquela “pecinha que fica atrás do volante” (o motorista&#8230;).</p>
<p style="text-align: justify">Esse tipo de piada serve para nos lembrar de que carros, assim como outros objetos, não têm vontade própria. Existem falhas mecânicas inesperadas e imprevistos diversos no trânsito, e nem sempre somos culpados pelo acidente, mas, na maioria das vezes, a tal “pecinha” tem uma influência considerável.</p>
<p style="text-align: justify">A mesma lógica se aplica ao cartão de crédito, que é o instrumento de crédito ao mesmo tempo mais popular e mais demonizado do Brasil. Sempre aparece alguém dizendo que o cartão de crédito é “culpado” pelas dívidas das pessoas, mas convenientemente esquecemos que assim como a tal “peça que fica atrás do volante”, também existe uma “peça” que saca o cartão da bolsa ou da carteira. Ele não sai da bolsa sozinho para comprar coisas por aí aleatoriamente.</p>
<p style="text-align: justify">O grande problema do cartão de crédito são as taxas de juros do crédito rotativo. Aqui no Brasil, segundo a última pesquisa de juros da ANEFAC (de fevereiro de 2013), a taxa média anual do rotativo é de 192,94% ao ano. Apenas para fins de comparação, o rotativo de um cartão de crédito comum nos EUA está em torno de 16% AO ANO, de acordo com o site de comparação de taxas Bankrate.com. Nossas taxas quebram qualquer um.</p>
<p style="text-align: justify">Mas a verdade é que o rotativo não deveria, pelo menos em tese, ser uma ferramenta de crédito de uso contínuo e prolongado. Ele não é a ferramenta financeira adequada para isso. Ele deveria ser usado apenas para crises e situações emergenciais, assim como um medicamento corticoide que funciona bem em casos de dor extrema, mas não deve ser usado de forma continuada, pois pode intoxicar o organismo. Enfim, a culpa não é do cartão, mas sim da “pecinha”&#8230;</p>
<p style="text-align: justify">Entendendo, então, que o cartão é inocente, quais são as grandes vantagens dele? Onde podemos tê-lo como aliado e não como um destruidor de orçamentos?</p>
<p style="text-align: justify"><strong>1)      Crédito “grátis”</strong></p>
<p style="text-align: justify">Grátis “uma ova”! O custo do cartão de crédito para o lojista e para a administradora está embutido no preço dos produtos. Existe muita discussão sobre a adoção de um preço diferenciado para produtos pagos com cartão ou por outros meios, mas ao menos por enquanto a regra é que o preço seja igual, independente do meio de pagamento.</p>
<p style="text-align: justify">Ao não usar o cartão, você está subsidiando o custo do cartão de crédito de outras pessoas que estão usando, já que ele está embutido no preço do produto que é pago por todo mundo. Então por que não usá-lo? Ainda que você pague em dinheiro e opte por não usar o cartão, estará pagando pelo cartão de qualquer forma. E ainda pode aproveitar do crédito supostamente “grátis” de até trinta dias (não estou falando de rotativo aqui) para pagamento da fatura.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>2)      Conveniência e segurança</strong></p>
<p style="text-align: justify">É mais conveniente carregar um cartão do que uma grande quantia de dinheiro “vivo” (mas não é interessante andar só com o cartão e sem dinheiro nenhum). Em caso de roubo, alguns cartões são protegidos por seguro e podem ser cancelados. Já o dinheiro, “se sumir, sumiu”.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>3)      Vantagens e programas de fidelidade</strong></p>
<p style="text-align: justify">O custo desses programas é outra coisa que acaba sendo embutida em outros lugares e acabamos pagando por isso sem saber, então por que não tirar proveito, já que estamos pagando mesmo? Apenas cuidado para não cair na armadilha de fazer gastos desnecessários simplesmente para acumular pontos.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>4)      “Auditabilidade”</strong></p>
<p style="text-align: justify">Para mim, uma das maiores vantagens. As transações feitas em cartão de crédito deixam registros detalhados na fatura e facilitam os controles financeiros. A possibilidade de consultar as faturas online em tempo real, antes do fechamento, facilita ainda mais esse controle. Nossos gastos ficam perfeitamente “auditáveis”.</p>
<p style="text-align: justify">Fazer registro de cada compra é algo maçante e trabalhoso, e quando fazemos nossas transações apenas com dinheiro, em algum momento acabamos deixando os controles de lado. O cartão faz essa “parte chata” por nós.</p>
<p style="text-align: justify">O custo do rotativo é, de longe, a maior desvantagem do cartão de crédito. Existem outras, contudo a maioria delas está associada não ao cartão, mas a nós mesmos (a tal “pecinha” de novo&#8230;), como a falsa sensação de que temos “dinheiro sobrando” e a facilidade de cair em tentações de consumo.</p>
<p style="text-align: justify">Mas se conseguirmos isolar aquilo que é nossa responsabilidade e não atribuir ao cartão de crédito poderes “maléficos” que ele não tem, podemos focar nas vantagens que ele oferece para deixar nossa vida financeira mais fácil e mais eficiente.</p>
<p style="text-align: justify">André Massaro<br />
<a href="http://www.andremassaro.com.br" target="_blank">www.andremassaro.com.br</a></p>
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		<title>Ranking das bolsas mundiais – fevereiro de 2013</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Apr 2013 16:12:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Massaro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Algumas mudanças interessantes no ranking para fevereiro. As bolsas de Londres e Tóquio trocaram posições. As duas bolsas indianas (BSE e NSE) “caíram fora” do ranking, após sofrerem uma razoável queda na capitalização de mercado, e a bolsa de Shenzhen &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/2013/04/01/ranking-das-bolsas-mundiais-fevereiro-de-2013/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Algumas mudanças interessantes no ranking para fevereiro.</p>
<p style="text-align: justify">As bolsas de Londres e Tóquio trocaram posições. As duas bolsas indianas (BSE e NSE) “caíram fora” do ranking, após sofrerem uma razoável queda na capitalização de mercado, e a bolsa de Shenzhen (China) ultrapassou a BM&amp;BBovespa. Com isso, a bolsa brasileira passa da 14ª para a 13ª posição.</p>
<p><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/files/2013/04/Ranking-Bolsas-Fev-13.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3845" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/files/2013/04/Ranking-Bolsas-Fev-13.jpg" alt="" width="521" height="250" /></a></p>
<p>André Massaro<br />
<a href="http://www.andremassaro.com.br" target="_blank">www.andremassaro.com.br</a></p>
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