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	<title>Você e o dinheiro</title>
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		<title>Aposentadoria – Faça como o Capitão Nascimento</title>
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		<pubDate>Mon, 21 May 2012 18:33:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Massaro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Este é meu quinto artigo consecutivo com o título “aposentadoria”. Minha ideia é parar por aqui, ao menos por enquanto, e voltar a outros temas de finanças pessoais, economia e investimentos. Quero começar este último artigo agradecendo o interesse e &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/2012/05/21/aposentadoria-faca-como-o-capitao-nascimento/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Este é meu quinto artigo consecutivo com o título “aposentadoria”. Minha ideia é parar por aqui, ao menos por enquanto, e voltar a outros temas de finanças pessoais, economia e investimentos. Quero começar este último artigo agradecendo o interesse e a paciência dos meus leitores ao longo dessas últimas semanas. A partir do próximo artigo, voltaremos à “vida normal” (se é que se pode dizer isso) e a dar um tempo nas questões previdenciárias.</p>
<p style="text-align: justify">O assunto aposentadoria é um dos tópicos principais no universo das finanças pessoais. Aqui no Brasil, ainda nem tanto. Nossos maiores problemas parecem estar associados ao consumo e ao endividamento; afinal, estamos vivendo uma fartura de crédito sem precedentes e, nenhuma surpresa, muitas pessoas estão trocando os pés pelas mãos. Mas, fora do Brasil, a aposentadoria é um dos assuntos dominantes.</p>
<p style="text-align: justify">Muito se fala, por exemplo, da previdência pública, que é um modelo “falido” e outras coisas mais. Quando se fala em previdência e aposentadoria no Brasil, muitas vezes as pessoas o fazem opondo o modelo público ao modelo privado, argumentando (de forma correta) que a pessoa que pretende se aposentar com um padrão de vida mais elevado deve recorrer à previdência privada. Meu objetivo com esses artigos é levar essa discussão para um próximo nível. Deixar um pouco de lado essa dicotomia entre previdência pública e privada e questionar a aposentadoria em si. Afinal, se aposentar ou não se aposentar?</p>
<p style="text-align: justify">Recebi, nesse período, muitos emails e mensagens de leitores nas redes sociais. Houve uma quase unânime concordância com o fato de que se aposentar no futuro será algo bem mais difícil e desafiador do que hoje. Algumas das mensagens que recebi concordavam integralmente com os pontos que expus. Outras demonstravam concordância com os argumentos mas, ao mesmo tempo, deixavam transparecer uma grande decepção e um certo temor de que a aposentadoria não seria uma coisa viável (ao menos não nas bases que essas pessoas imaginavam). Outras pessoas escreveram dizendo que, independente do que o futuro possa nos reservar, não estariam dispostas a abrir mão da aposentadoria. Bem, este artigo é feito especialmente pensando nesses últimos.</p>
<p style="text-align: justify">Ok, então vamos nos aposentar, mas vamos fazer um plano de aposentadoria defensivo, conservador e com alguma probabilidade de sucesso caso o Brasil se torne realmente um país com uma realidade financeira compatível com aquela das atuais economias desenvolvidas. Vamos começar pelo seguinte: esqueça, de uma vez por todas, as taxas de juros e os retornos financeiros comumente encontrados aqui no Brasil. Faça de conta que eles nunca existiram e pesquise os retornos encontrados nas economias desenvolvidas (aquele site que começa com “G” está aí para isso). Escolha a economia desenvolvida de sua preferência como modelo ou, se preferir, faça uma média dos retornos de várias delas e crie seu próprio “índice”. Uma dica: qualquer coisa com retornos reais (descontada a inflação) acima de 1 ou 2% ao ano já é algo bastante otimista&#8230;</p>
<p style="text-align: justify">Talvez seja interessante usar a regra dos 4%, criada por Bill Bengen (saiba mais sobre essa metodologia clicando <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/2012/04/15/aposentadoria-a-regra-dos-4/" target="_blank">aqui</a>) e vamos ajustá-la para 3% ou 2%, segundo as recomendações do pesquisador de finanças Wade Pfau. Essa regra não é lá nenhuma maravilha, mas já nos proporciona uma abordagem mais realista do que a que estamos acostumados a praticar aqui.</p>
<p style="text-align: justify">Agora vamos dar o “toque final”&#8230; A regra dos 4% foi criada imaginando que a pessoa teria um período de aposentadoria de trinta anos, mas nosso amigo Bill Bengen, autor da regra, diz que anda sugerindo aos seus clientes que façam suas estimativas imaginando que viverão até os 105 anos (veja <a href="http://articles.marketwatch.com/2012-04-12/finance/31325611_1_plan-retirement-portfolios-mortality" target="_blank">aqui</a>). Pode parecer algo otimista demais vivermos tanto assim (e talvez seja), mas não devemos subestimar os avanços da tecnologia e da medicina nos próximos anos. Talvez o número seja até conservador! Mas vejam que interessante: Mr. Bengen está sugerindo, então, que as pessoas se aposentem apenas aos 75 anos. Uhmmmm&#8230; Acho que o pessoal não vai gostar disso&#8230; Se for para se aposentar mais cedo, então é bom reduzir ainda mais o percentual ou acumular um patrimônio bem maior, pois a diferença entre um período de aposentadoria de trinta anos e outro de, por exemplo, quarenta, é bastante grande.</p>
<p style="text-align: justify">Pronto, já temos alguns parâmetros para fazermos um plano de aposentadoria mais realista, e agora? Agora é começar a executar. Não será fácil e provavelmente também não será agradável, mas se o objetivo é uma aposentadoria “à moda antiga”, é melhor seguir esse roteiro. Se você fizer tudo isso e o Brasil realmente virar uma economia de “primeiro mundo” nesse período, muito provavelmente você terá uma boa aposentadoria e o sacrifício terá valido a pena. Traçamos um cenário, o cenário virou realidade e você se preparou adequadamente. Parabéns!</p>
<p style="text-align: justify">Mas e se tudo der errado e o Brasil mudar de rumo, indo para o “quinto” mundo ao invés do primeiro? E se essa queda de juros for “pegadinha do malandro” e logo voltarmos a ter aquelas taxas de países “superbacanas” como Quênia, Venezuela e Paquistão? Bem, nesse caso, teremos taxas estratosféricas e, com o capital acumulado, você terá uma aposentadoria milionária&#8230; Será péssimo para o Brasil, mas ótimo para você.</p>
<p style="text-align: justify">Nesse caso, acontecerá como aconteceu com o ícone pop brasileiro e filósofo contemporâneo Capitão Roberto Nascimento, do BOPE, que em determinado momento do filme “Tropa de Elite 2” fala: “Pensaram que eu ia cair para baixo, mas eu caí para cima!”.</p>
<p style="text-align: justify">Quer se aposentar? Então faça seu planejamento considerando o pior cenário possível (do ponto de vista de um investidor), a menor taxa de juros possível e a maior expectativa de vida possível. Se tudo der errado (para o país) e o seu planejamento “furar”, você fará como o Capitão Nascimento: “cairá para cima”.</p>
<p style="text-align: justify">André Massaro<br />
<a href="http://www.andremassaro.com.br" target="_blank">www.andremassaro.com.br</a></p>
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		<title>Aposentadoria – Tudo vai dar certo, exceto&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 15 May 2012 12:56:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Massaro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Finalmente aconteceu. As intocáveis regras da caderneta foram &#8220;tocadas&#8221;, e foram tocadas de um jeito que não é o melhor para o investidor (à primeira vista). Tenho conversado com muita gente da área financeira e a maioria concorda que o &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/2012/05/15/aposentadoria-tudo-vai-dar-certo-exceto/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Finalmente aconteceu. As intocáveis regras da caderneta foram &#8220;tocadas&#8221;, e foram tocadas de um jeito que não é o melhor para o investidor (à primeira vista). Tenho conversado com muita gente da área financeira e a maioria concorda que o dia 3 de maio de 2012, dia em que as novas regras da poupança foram anunciadas, é um marco para o nosso mercado financeiro, pois parte do sistema mental de valores adotado por muitos brasileiros, tanto profissionais do mercado quanto leigos, foi demolida em grande estilo.</p>
<p style="text-align: justify">Pode ser que a caderneta de poupança nunca mude na prática. Pode ser que a taxa SELIC nunca atinja o ponto “gatilho” de 8,5% ao mês (acho pouco provável esse limiar não ser violado em breve) e que a regra de 70% da SELIC para remuneração na caderneta nunca veja a luz do dia. Mas ainda assim algo grandioso aconteceu. Desde 3 de maio de 2012, o brasileiro caiu da cama em seu sonho dourado de renda fixa e segura e não tem mais aquele 0,5% ao mês “garantido”. Bem-vindos ao primeiro mundo! Bem-vindos a uma nova realidade onde não se pode mais ter uma rentabilidade mínima “por decreto” para agradar ao povo.</p>
<p style="text-align: justify">O Brasil é, atualmente, um dos poucos países com economia relevante onde ainda se consegue uma rentabilidade real (acima da inflação). Talvez ainda seja assim por muito tempo, mas não me surpreenderei se, no futuro próximo, termos como “repressão financeira” começarem a ficar mais presentes em nossos noticiários econômicos e em artigos de investimentos e finanças pessoais. Bem-vindos ao admirável mundo novo das finanças!</p>
<p style="text-align: justify">Na madrugada do dia 4 de maio de 2012, eu não consegui dormir. Não resisti à tentação de ficar horas e horas navegando nos grandes portais da internet, vendo as notícias sobre a mudança na poupança e lendo os comentários dos leitores. Com raras exceções, as pessoas estavam se sentindo enfurecidas, roubadas em um direito alienável, acusando o governo de mil e uma coisas (algumas justas e outras nem tanto). Menções a aposentados que tinham acumulado algum patrimônio e usavam a renda para complementar as minguadas aposentadorias públicas não faltaram. Tive uma aula de psicologia de massas naquela noite.</p>
<p style="text-align: justify">Mas as pessoas vão se acostumar e se adaptar (até porque não vejo outra saída). Talvez, quando elas começarem a entender que no primeiro mundo, que a gente tanto inveja, a situação é muito pior, elas passem a entender que esse movimento do governo foi algo absolutamente necessário para permitir que o Brasil tenha condições de virar uma economia forte e desenvolvida.</p>
<p style="text-align: justify">Para profissionais de finanças e empreendedores, essa mudança de regras teve um gosto de libertação. O tão falado 0,5% ao mês (ou 6,17% ao ano) “garantido” da poupança era uma espécie de “linha da morte” para vários projetos empresariais e financeiros que, em uma outra realidade, poderiam ter vivido. Vamos falar, por exemplo, de empresas. Fora do Brasil, existem muitas empresas que dão uma lucratividade inferior a 10% ao ano com seu capital próprio e estão muito bem, obrigado. Aqui, a facilidade em se conseguir algo próximo a 10% na renda fixa gera um incentivo para que o empreendedor não empreenda, não produza e não gere empregos – o dinheiro vai para financiar o governo&#8230; Fora do Brasil, com taxas mais baixas, as empresas conseguem recursos baratos e podem se alavancar utilizando capital de terceiros, aumentando a rentabilidade dos sócios. Aqui, projetos empresariais cujos retornos estão próximos ou abaixo da “linha da morte” da poupança não têm a menor chance de serem tirados da gaveta, mas lá fora é diferente.</p>
<p style="text-align: justify">Aqui, um gestor de recursos que consiga algo ao redor de 6,17% ao ano é considerado incompetente e despreparado, pois ele é julgado pelo <em>benchmark</em> da poupança – a linha da morte não perdoa. Lá fora, um gestor que consiga, consistentemente ao longo dos anos, uma rentabilidade acima disso é considerado um herói.</p>
<p style="text-align: justify">Nós brasileiros temos um problema de <em>mindset</em> financeiro. Crescemos e fomos educados acreditando que havia uma rentabilidade mínima garantida, que “dali não passava” de jeito nenhum. Crescemos acreditando que, se a gente acumulasse um bom patrimônio até a aposentadoria, no mínimo ganharíamos 0,5% ao mês, então podíamos fazer planos com aquela taxa, pois era “conservadora”. Crescemos vendo na televisão reportagens sobre prêmios recordes de loteria onde o repórter sempre falava algo como “colocando esse dinheiro na poupança o vencedor ganhará ‘X’ por mês” (geralmente uma quantia absurda). Isso, naturalmente, mexia ainda mais com nossas fantasias, mas&#8230; E agora? Qual será o novo referencial? Será que vai sequer existir um referencial?</p>
<p style="text-align: justify">O Brasil deu um grande passo rumo à modernização financeira. Nunca fui um sujeito lá muito otimista com o Brasil, mas estou menos pessimista hoje que no passado. Pode ser que, no final, tudo realmente dê certo e o Brasil vai, enfim, “chegar lá”. Mas para isso acontecer, o investidor vai ter que sofrer (e infelizmente o aposentado que pretende viver de sua poupança talvez sofra ainda mais). Isso é um fato da vida. Hoje, não existem economias sólidas com condições de sustentar uma opção de investimentos que dê 0,5% ao mês sem risco para as pessoas. Se quisermos ser “primeiro mundo”, temos que aceitar o lado bom e o lado ruim dessa situação. A vida não é um grande supermercado onde todas as opções estão na prateleira e a gente só pega aquilo que nos convém&#8230;</p>
<p style="text-align: justify">Pode ser que realmente tudo dê certo, exceto pelo fato de que teremos que adotar uma nova postura, uma nova mentalidade com relação ao dinheiro e aos investimentos. Somos um povo com pouca educação financeira e, agora, grande parte dessa pouca educação está obsoleta. Teremos que aprender a conviver com baixos retornos, alta volatilidade e planejamentos mais realistas, especialmente para a aposentadoria.</p>
<p style="text-align: justify">André Massaro<br />
<a href="http://www.andremassaro.com.br" target="_blank">www.andremassaro.com.br</a></p>
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		<title>Aposentadoria – Por que eu não pretendo me aposentar</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Apr 2012 16:47:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Massaro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há alguns poucos anos li um artigo que falava sobre um experimento de psicologia que me deixou muito impressionado. Em 1979, pesquisadores da Universidade de Harvard colocaram um grupo de pessoas, com idade na faixa de 70 a 80 anos, &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/2012/04/30/aposentadoria-por-que-eu-nao-pretendo-me-aposentar/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Há alguns poucos anos li um artigo que falava sobre um experimento de psicologia que me deixou muito impressionado. Em 1979, pesquisadores da Universidade de Harvard colocaram um grupo de pessoas, com idade na faixa de 70 a 80 anos, em um hotel isolado na Nova Inglaterra e tudo naquele hotel, incluindo decoração, roupas e programação de televisão, foi alterado para parecer que elas estavam em 1959 (ou seja, vinte anos antes da data da pesquisa). Isso é o mais próximo que conseguimos chegar de uma “máquina do tempo” com a tecnologia atual.</p>
<p style="text-align: justify">O objetivo da pesquisa, liderada pela doutora Ellen Langen, era fazer com que as pessoas se sentissem “mais jovens”, vivendo (ainda que de forma simulada) em uma situação onde percebiam a si mesmas como mais saudáveis e, posteriormente, constatar se essa mudança de percepção causaria também alguma mudança fisiológica.</p>
<p style="text-align: justify">Para surpresa dos pesquisadores, em apenas alguns dias começaram a aparecer alterações fisiológicas relevantes, que iam desde alívio de dores nas articulações a melhoras na postura corporal e acuidade mental. As pessoas, ao se perceberem em um ambiente onde se reconheciam como mais jovens e mais saudáveis, efetivamente começavam a ficar mais saudáveis. Elas, de certa forma, “rejuvenesceram”.</p>
<p style="text-align: justify">Essa surpreendente experiência, juntamente com outras semelhantes também conduzidas pela Dra. Ellen Langen, acabou gerando um livro chamado “Counterclockwise”, lançado em 2009 (e ainda não traduzido para o Português) onde ela conta, baseada em todas essas pesquisas, como nossa percepção do mundo e do ambiente em que vivemos influencia nosso processo de envelhecimento.</p>
<p style="text-align: justify">Ler sobre essa pesquisa me fez refletir muito sobre minha própria vida, e comecei a pensar nas pessoas mais velhas, quando elas falam “no meu tempo o mundo era assim, assim, assado”&#8230; Ou “no meu tempo não tinha tanta baixaria na televisão” e coisas do gênero. Minha atenção não estava na mensagem, mas sim nessa coisa de “no meu tempo”. Comecei a pensar com meus botões e me veio a seguinte ideia, completamente maluca e baseada em nada além do que minhas próprias percepções: quando a pessoa situa o “seu tempo” em algum momento do passado, ela pode estar reforçando, em sua mente, a ideia de que simplesmente ela não vive mais no “tempo dela”, então a melhor coisa a fazer, fisiologicamente falando, é acelerar o processo de envelhecimento para morrer logo e “se mandar” deste mundo; afinal, ela não está “no tempo dela” mesmo&#8230; Não tem mais o que fazer aqui!</p>
<p style="text-align: justify">Deste momento em diante passei a policiar melhor meus próprios pensamentos. Vai que, sem querer, eu mando uma mensagem errada para o meu cérebro e ele começa a acelerar o meu processo de envelhecimento&#8230; Por mais desvairada que essa ideia possa parecer (e talvez ela seja mesmo), na minha cabeça ela faz sentido. Por isso, até prova em contrário, farei o possível para situar minha vida no momento presente. Isso me leva a pensar, entre outras coisas, que a aposentadoria pode não ser uma ideia tão boa assim.</p>
<p style="text-align: justify">Se minha ideia estiver correta, então a aposentadoria pode ser um fator que desencadeia uma aceleração do processo de envelhecimento. Minhas observações (não científicas) sobre pessoas idosas que se aposentam e definham, comparadas a outras que se mantêm na ativa e aparentemente são mais saudáveis, também me levam a achar que isso tudo pode ter algum fundamento.</p>
<p style="text-align: justify">A aposentadoria, tal qual a conhecemos, foi criada para um mundo onde as pessoas faziam trabalhos predominantemente braçais e chegavam à velhice literalmente “acabadas”, incapazes de continuar trabalhando. Mas o trabalho dos dias de hoje é cada vez mais intelectual, e muitas pessoas com mais de sessenta anos estão no auge da sua produtividade. Talvez não faça sentido algum a pessoa planejar sua vida para viver seus últimos anos assistindo à televisão, resmungando e enchendo o saco da família, quando há tanta coisa mais interessante (e lucrativa) para se fazer. Muitas pessoas que se aposentam estão cometendo o imperdoável crime de desperdiçar seu talento e privar o mundo de muitas coisas positivas e interessantes que ainda podem fazer.</p>
<p style="text-align: justify">Mas vou, enfim, listar algumas das razões pelas quais eu não pretendo me aposentar. Talvez eu consiga fazer com que você também ao menos repense seus planos para a aposentadoria.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>1-      </strong><strong>Não quero acelerar meu envelhecimento</strong></p>
<p style="text-align: justify">Já falei bastante sobre minhas percepções e minhas ideias nada científicas sobre os efeitos nocivos que poderei causar à minha saúde e à minha vida se me colocar, deliberadamente, em uma situação onde me perceba como simplesmente “um velho”;</p>
<p style="text-align: justify"><strong>2-      </strong><strong>Eu gosto do que eu faço</strong></p>
<p style="text-align: justify">Tem uma frase, atribuída a Confúcio, que diz “trabalhe naquilo que gosta e você nunca mais trabalhará um dia na vida”. É a pura verdade, pois quando você ama o que faz, parece que vive em “férias eternas”. Eu felizmente gosto do que faço e não vejo nenhum motivo para parar. Espero continuar fazendo o meu trabalho por muito tempo. Se você não gosta do seu trabalho, recomendo que ache algo de que goste ou que, pelo menos, tente aprender a gostar daquilo que faz.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>3-      </strong><strong>Talvez simplesmente não seja possível</strong></p>
<p style="text-align: justify">Comentei em meus dois artigos anteriores (“<a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/2012/04/10/aposentadoria-o-que-o-futuro-nos-reserva/" target="_blank">Aposentadoria – o que o futuro nos reserva</a>” e “<a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/2012/04/15/aposentadoria-a-regra-dos-4/" target="_blank">Aposentadoria – a regra dos 4%</a>”) que, por conta do novo cenário de investimentos (com perfil de economia desenvolvida) para o qual o Brasil aparentemente caminha, a aposentadoria “plena” e com alto padrão de vida poderá virar um luxo para poucos.</p>
<p style="text-align: justify">Não é à toa que, nos Estados Unidos, a maior fonte de <em>stress</em> financeiro para funcionários de empresas é a percepção de que não conseguirão acumular um patrimônio suficientemente grande para se aposentar (incluindo a previdência privada).</p>
<p style="text-align: justify">Tudo que falei sobre não me aposentar não significa que eu não esteja, de alguma forma, me preparando financeiramente e acumulando alguns recursos. Afinal, pode ser que no futuro eu queira reduzir um pouco o ritmo, trabalhar de uma maneira mais folgada e descompromissada. Mas, simplesmente, “parar de vez” não está nos meus planos. Nesse caso, prefiro mudar o termo “aposentadoria” para “conquista da liberdade pessoal”. Que tal assim?</p>
<p style="text-align: justify">André Massaro<br />
<a href="http://www.andremassaro.com.br" target="_blank">www.andremassaro.com.br</a></p>
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		<title>Aposentadoria &#8211; a regra dos 4%</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Apr 2012 00:23:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Massaro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“De quanto dinheiro precisarei para me aposentar confortavelmente?”. Esse é um dos maiores dilemas do universo das finanças pessoais. Tudo bem que “confortavelmente” é um conceito subjetivo e pessoal, mas ainda que nós alteremos a pergunta para algo como “de &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/2012/04/15/aposentadoria-a-regra-dos-4/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">“De quanto dinheiro precisarei para me aposentar confortavelmente?”. Esse é um dos maiores dilemas do universo das finanças pessoais. Tudo bem que “confortavelmente” é um conceito subjetivo e pessoal, mas ainda que nós alteremos a pergunta para algo como “de quanto precisarei para me aposentar ganhando ‘X’ por mês?”, a fórmula perfeita para responder essa pergunta não existe. Se um dia essa fórmula existir, certamente ela renderá ao seu autor o Prêmio Nobel.</p>
<p style="text-align: justify">A dificuldade em responder essa pergunta vem do fato de que precisamos saber coisas futuras sobre as quais não temos sequer a mais vaga ideia. A primeira coisa de que precisamos saber é, por mais mórbido que seja, quando vamos morrer. A não ser que você seja um suicida que já planejou a data em que vai dar “adeus a este mundo cruel”, não há como saber a data exata da própria morte. Além disso, estamos dependentes de outros fatores incontroláveis, como a inflação e a taxa de juros do futuro. Tudo fica ainda mais complicado e nebuloso se lembrarmos de que, para muita gente, planejar a aposentadoria é projetar essas variáveis para daqui a algumas décadas, e aí não há bola de cristal que resista.</p>
<p style="text-align: justify">Nem todo mundo está tão preocupado com o futuro. Alguns países são verdadeiros “estados de bem estar social”, onde o governo cuida de tudo, garantindo aposentadoria vitalícia e integral para seus cidadãos. O Brasil tem um modelo híbrido, onde o Estado fornece uma previdência social vitalícia, porém bastante limitada, e as pessoas que querem um nível de vida melhor precisam recorrer a outros meios, como a previdência privada. O modelo típico de aposentadoria pública vitalícia é de difícil sustentação, tanto que muitos países adeptos desse tipo de política estão enfrentando crises profundas, vide o que está acontecendo lá no Velho Mundo. Não é à toa que alguns mais cínicos dizem que a previdência pública é o “maior <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/2012/03/21/golpes-e-picaretagens-o-esquema-ponzi/" target="_blank">esquema Ponzi</a> do mundo”.</p>
<p style="text-align: justify">Em outros países, o Estado não dá tanta moleza e as pessoas precisam se virar e planejar direito a aposentadoria, do contrário correm o risco de ficarem velhas e falidas (inicialmente pensei em uma outra palavra que também começa com “f”, mas deixa isso pra lá&#8230;). É o caso dos Estados Unidos, onde existem várias fórmulas e teorias para tentar estimar qual o valor que uma pessoa deve acumular ao longo da vida, seja investindo diretamente ou através de instrumentos de previdência privada, para se aposentar confortavelmente.</p>
<p style="text-align: justify">A mais popular e conhecida dessas fórmulas é a chamada “regra dos 4%”, que diz que a pessoa deve sacar 4% de seu patrimônio no primeiro ano de aposentadoria e viver daquele valor durante o ano. No ano seguinte, ela deve sacar o mesmo valor do ano anterior acrescido da inflação no período, e assim sucessivamente nos anos seguintes. A regra diz que, se a pessoa proceder dessa forma, ela conseguirá viver daquele patrimônio por trinta anos. Ao final dos trinta anos o dinheiro deverá ter acabado. Se ela morrer antes do término desse período, acabará deixando dinheiro para seus descendentes (isso significa que ela não viveu tão “plenamente” quanto poderia). Se morrer após esse período, ficará sem dinheiro na velhice.</p>
<p style="text-align: justify">Essa regra foi criada no início dos anos 90 por um consultor financeiro americano chamado Bill Bengen, que estudou a inflação e os retornos dos mercados financeiros nos 75 anos anteriores à sua publicação e chegou à conclusão de que o saque de 4% do valor acumulado por ano, corrigido pela inflação, era o valor seguro para garantir uma aposentadoria por 30 anos. Posteriormente à publicação da regra, outros financistas testaram os dados, inclusive dos períodos após a publicação original, utilizando modelos matemáticos sofisticados baseados na simulação de Monte Carlo, e os resultados foram consistentes.</p>
<p style="text-align: justify">Outro dado interessante é que os estudos consideraram um portfólio típico composto de 60% de ações e 40% de títulos de renda fixa, algo que aqui no Brasil soa desvairadamente agressivo, mas lá fora é normal, até porque qualquer coisa mais conservadora que isso, considerando-se as taxas de juros de uma economia desenvolvida, geraria retornos pífios ou mesmo negativos em termos reais (descontada a inflação).</p>
<p style="text-align: justify">Eu intencionalmente não fiz, até o momento, nenhuma simulação para exemplificar a aplicação da regra neste artigo &#8211; vou deixar isso mais para frente para ficar mais “divertido” – mas quero já deixar o leitor avisado de que questionamentos começaram a surgir contra a regra dos 4%, dizendo que ela é excessivamente OTIMISTA e que pode não garantir os tão sonhados 30 anos de aposentadoria tranquila.</p>
<p style="text-align: justify">Em 2010, outro pesquisador de finanças, chamado Wade Pfau, refez as contas considerando os retornos financeiros não só dos EUA, mas também de outras economias desenvolvidas. A conclusão dele é que, nas últimas décadas, os EUA foram um “ponto fora da curva” (para mais) em termos de retornos financeiros e que o ideal, considerando retornos mais realistas (consistentes com aqueles de outras economias desenvolvidas), seria que a regra dos 4% fosse alterada para uma “regra dos 2%” – é isso mesmo, na opinião dele a pessoa que está se preparando para a aposentadoria deve acumular O DOBRO do capital inicialmente planejado para poder ter a aposentadoria “segura” de 30 anos.</p>
<p style="text-align: justify">Mas seja como for, nos EUA a regra dos 4% é a “receita de bolo padrão” para o sujeito que está planejando a aposentadoria. Vamos ver agora como seria a aplicação disso aqui no Brasil, o país onde as pessoas acham que qualquer retorno abaixo de 6% ao ano (“garantido” pela poupança) é algo simplesmente inaceitável (só para constar, na minha modesta opinião, a alteração da regra da poupança não é uma questão de “se”, e sim de “quando”, mas isso é assunto para um outro artigo&#8230;).</p>
<p style="text-align: justify"><strong>ADVERTÊNCIA:</strong> As coisas ficarão um pouco mais áridas a partir deste momento, e alguns leitores poderão tomar um grande susto ao ver que seus planos de aposentadoria são bastante fantasiosos para os padrões de uma economia desenvolvida. Se você é uma pessoa sensível, tem problemas cardíacos, fobia a números ou expectativas irrealistas, recomendo que interrompa a leitura neste momento.</p>
<p style="text-align: justify">Vamos imaginar um personagem fictício. Seu nome é Pedrinho e ele quer se aposentar daqui a 30 anos. Ele já contribui com a previdência pública e portanto sabe que, a partir de certa idade, se as regras não mudarem, ele receberá um valor vitalício (porém muito baixo para suas aspirações). Seu objetivo é acumular um milhão de reais nesse período e, daqui a trinta anos, viver a vida que pediu a Deus.</p>
<p style="text-align: justify">Agora vamos imaginar que a taxa média de inflação no Brasil nesses próximos trinta anos será de 3% ao ano, uma taxa superotimista (mesmo para os padrões internacionais históricos), considerando que a inflação atual é mais que o dobro disso.</p>
<p style="text-align: justify">Aqui já temos um problema, pois esse “um milhão” equivalerá, daqui a trinta anos (levando em conta a taxa de inflação superotimista e civilizada que eu considerei), a um pouco mais de 400 mil reais hoje.</p>
<p style="text-align: justify">Para que Pedrinho possa ter o equivalente a um milhão daqui a trinta anos, ele precisará acumular, em números redondos, 2,5 milhões de reais (novamente ressaltando que estou considerando uma inflação superotimista no período). Pedrinho põe a mão na cabeça e, decepcionado, refaz seus cálculo e chega à conclusão de que terá que trabalhar por mais tempo e poupar muito mais do que havia imaginado antes. Mas tudo bem, vamos acompanhar a saga de nosso herói.</p>
<div id="attachment_1352" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/files/2012/04/Um-milhao1.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-1352" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/files/2012/04/Um-milhao1-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Enfim um &quot;milhão&quot; que não vai perder o seu valor...</p></div>
<p style="text-align: justify">Para facilitar a conta e manter os números redondos, vamos fazer de conta que, nos próximos trinta anos, a inflação será zero e um milhão continuará valendo um milhão. Pedrinho então pega sua fortuna e aplica a regra dos 4%, que diz que ele pode usar 4% de seu patrimônio acumulado no primeiro ano de aposentadoria.</p>
<p style="text-align: justify">Então:   R$ 1.000.000,00 X 4% = R$ 40.000,00</p>
<p style="text-align: justify">R$ 40.000,00/12 meses = R$ 3.333,33 por mês</p>
<p style="text-align: justify">Uhmmmm&#8230; Isso não é nada animador. Pedrinho mais uma vez coloca a mão na cabeça e refaz as contas, afinal não faz sentido acumular um milhão com tanto sacrifício para ganhar menos que na previdência pública.</p>
<p style="text-align: justify">Se voltarmos a considerar a inflação, esses R$ 3.333,33 viram o equivalente a menos de R$ 1,4 mil. Ontem, Pedrinho sonhava com um cruzeiro de volta ao mundo na aposentadoria, mas esta noite ele vai ter um pesadelo com o Titanic&#8230;</p>
<p style="text-align: justify">Mas Pedrinho não se dá por vencido. Ele é brasileiro e não desiste nunca! “Vou fazer a conta ao contrário!” pensa ele. “Quero me aposentar ganhando dez mil por mês (120 mil reais por ano) &#8211; fora a parte da previdência pública, de quanto precisarei?”.</p>
<p style="text-align: justify">R$ 120.000,00 / 0,04 = R$ 3.000.000,00</p>
<p style="text-align: justify">Xiiii&#8230; Três milhões&#8230; Complicou! E se considerarmos a inflação, vamos para mais de sete milhões! Neste momento Pedrinho pensa “mas como é que esses americanos conseguem se aposentar?”. Subitamente ele descobre porque a aposentadoria é a maior fonte de stress financeiro entre funcionários de empresas nos EUA (falei sobre isso em meu <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/2012/04/10/aposentadoria-o-que-o-futuro-nos-reserva/" target="_blank">artigo anterior</a>).</p>
<p style="text-align: justify">Ou seja, se considerarmos retornos financeiros típicos de uma economia desenvolvida (algo que poderemos conhecer aqui no Brasil em breve) e uma inflação super-duper-hiper otimista de 3% ao ano, o indivíduo que quiser se aposentar com “dez paus por mês” (além da parte do INSS) vai ter que acumular a bagatela de sete milhões de reais. Além disso, vai ter que torcer para não durar mais que trinta anos após a aposentadoria (“maldita expectativa de vida que não para de subir!”) e também torcer para o tal Wade Pfau estar errado nas contas dele, senão pode ir tratando de dobrar esse valor&#8230;</p>
<p style="text-align: justify">André Massaro<br />
<a href="http://www.andremassaro.com.br" target="_blank"> www.andremassaro.com.br</a></p>
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		<title>Aposentadoria – o que o futuro nos reserva</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Apr 2012 17:38:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Massaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Mundialmente falando, em especial nos países com economias desenvolvidas, a aposentadoria costuma ser o tema de finanças pessoais que mais dá “pano pra manga”. Nos EUA em particular, uma respeitada empresa de educação financeira fez, no ano passado, uma pesquisa &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/2012/04/10/aposentadoria-o-que-o-futuro-nos-reserva/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Mundialmente falando, em especial nos países com economias desenvolvidas, a aposentadoria costuma ser o tema de finanças pessoais que mais dá “pano pra manga”. Nos EUA em particular, uma respeitada empresa de educação financeira fez, no ano passado, uma pesquisa entre funcionários de empresas que identificou a aposentadoria como a maior fonte de stress financeiro. As pessoas simplesmente não estão seguras de que conseguirão se aposentar adequadamente e com um nível de vida minimamente decente.</p>
<p style="text-align: justify">Aqui no Brasil, o assunto ainda não é um dos “campeões de audiência” nas palestras e workshops de finanças pessoais, mas eu tenho a impressão de que isso mudará em breve. O Brasil está passando por mudanças profundas que vão afetar de forma dramática a forma como as pessoas investem dinheiro e se preparam para a aposentadoria. Hoje ainda conseguimos retornos reais (acima da inflação) significativos, para os padrões mundiais, investindo em instrumentos de baixíssimo risco como títulos de renda fixa emitidos pelo governo, mas esse cenário deverá mudar no futuro. Se a economia brasileira continuar crescendo e virar algo parecido com as economias desenvolvidas do primeiro mundo, nada mais natural que nossas taxas de juros passem também a seguir um padrão condizente com o que é praticado nesses lugares. E aí só posso dizer uma coisa: a moleza vai acabar&#8230;</p>
<p style="text-align: justify">A previdência pública no Brasil dá aos seus beneficiários uma renda vitalícia, ainda que não muito grande. Quem busca um nível de vida melhor precisa buscar a previdência complementar, e isso passará a valer para os funcionários públicos também, em breve.</p>
<p style="text-align: justify">Percebo que pouquíssima gente no Brasil sabe direito como funciona a previdência complementar. A maioria acha que é apenas uma “versão privada” da aposentadoria pública. Vejo pessoas que ficam encantadas com simulações (sempre otimistas) de aposentadorias projetadas para daqui a vinte ou trinta anos e acreditam que, de alguma forma, aquela renda projetada é algo garantido e vitalício.</p>
<p style="text-align: justify">Pouca gente entende claramente que o valor que a pessoa vai receber de sua aposentadoria complementar é dependente da performance dos mercados financeiros no período de acumulação, e que o mercado financeiro brasileiro caminha rapidamente para um padrão mais condizente com o que é praticado nas economias desenvolvidas, o que é uma péssima notícia para o investidor, que terá que se acostumar com retornos menores e riscos muito maiores.</p>
<p style="text-align: justify">A maioria dos fundos de previdência complementar brasileiros investe seus recursos integralmente em títulos de renda fixa. Numa economia desenvolvida, investir pesadamente em renda fixa significa, na maioria dos casos, ter o dinheiro corroído pela inflação, já que são poucos os lugares onde se conseguem retornos reais (acima da inflação) em renda fixa e com pouco risco.</p>
<p style="text-align: justify">Aqui no Brasil, as pessoas fazem as simulações de aposentadoria considerando nossas taxas de juros atuais, que são absolutamente irreais para os padrões de uma economia desenvolvida, e poderão ter uma surpresa muito desagradável caso o Brasil entre no “clube do primeiro mundo”.</p>
<p style="text-align: justify">Há poucas semanas, fiz uma palestra sobre educação financeira em empresas (aproveitando que muitas empresas estão começando a entender que a educação financeira é um importante benefício aos seus funcionários e colaboradores) e, a certa altura, comecei a falar dessa percepção distorcida que as pessoas têm da previdência complementar. Um dos presentes levantou a mão e me perguntou: “mas porque você está falando isso? O que tem a ver juros com aposentadoria?”. É a prova de que realmente pouca gente entende como funciona a previdência privada&#8230;</p>
<p style="text-align: justify">Cada vez mais, precisaremos entender como a aposentadoria é encarada nas economias desenvolvidas (e aí entenderemos também porque ela é uma das maiores fontes de stress financeiro), para termos uma ideia mais clara do que o futuro nos reserva e de como deveremos preparar nossas aposentadorias nesses novos tempos.</p>
<p style="text-align: justify">No próximo artigo vou falar sobre uma das mais populares metodologias para cálculo de aposentadoria nos EUA, que é a famosa “regra dos 4%”.</p>
<p>André Massaro<br />
<a href="http://www.andremassaro.com.br" target="_blank">www.andremassaro.com.br</a></p>
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		<title>Golpes e picaretagens – o “esquema Ponzi”</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Mar 2012 12:35:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Massaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Meu último post neste blog se chama “Golpes e picaretagens – o ‘pump and dump’”. O próprio título da postagem já deixa pistas de que eu tinha intenção de fazer uma série de artigos falando sobre diferentes tipos de falcatruas &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/2012/03/21/golpes-e-picaretagens-o-esquema-ponzi/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Meu último <em>post</em> neste blog se chama “Golpes e picaretagens – o <em>‘pump and dump’</em>”. O próprio título da postagem já deixa pistas de que eu tinha intenção de fazer uma série de artigos falando sobre diferentes tipos de falcatruas e armadilhas, mas eu juro que não pretendia fazer isso tão cedo, e nem falando de um golpe aparentemente tão antigo e tão óbvio quanto o infame “esquema Ponzi”, também conhecido como “pirâmide”.</p>
<p style="text-align: justify">Só que eu fui obrigado pelas circunstâncias a fazer este artigo, pois na semana passada um dos mais populares telejornais brasileiros veio com a seguinte notícia: “Analista de sistemas engana colegas com promessa de dinheiro fácil” (<a href="http://globotv.globo.com/rede-globo/jornal-hoje/v/analista-de-sistemas-engana-colegas-com-promessa-de-dinheiro-facil/1860051/" target="_blank">clique aqui</a> para ver a notícia).</p>
<p style="text-align: justify">Ou seja, o velho e bom esquema Ponzi continua mais vivo de que nunca, e as pessoas continuam caindo nele&#8230; como nunca!</p>
<p style="text-align: justify">Esse golpe, para quem ainda não sabe (e deve haver muita gente que não sabe, senão não haveria tanta gente caindo&#8230;) é um esquema financeiro exótico e fraudulento que atrai pessoas oferecendo retornos muito altos, acima da média de qualquer investimento conhecido e, enquanto houver gente nova entrando e colocando dinheiro, o golpista pode usar esses recursos para pagar aqueles que saem.</p>
<p style="text-align: justify">Os esquemas Ponzi normalmente são criados ao redor de operações financeiras ou comerciais para lá de obscuras e fantásticas. No Brasil, ficaram famosos casos envolvendo boi gordo, avestruz e outros bichos. Nos EUA um caso recente chamou muita atenção: Bernard Madoff criou um esquema Ponzi tão bem feito que durou muitos anos e enganou até instituições financeiras&#8230;</p>
<p style="text-align: justify">Mas essas operações são falsas, são um mero chamariz. O que o esquema faz é simplesmente pegar o dinheiro das pessoas e, no momento certo, desaparecer com ele. No início, para dar mais credibilidade, os golpistas acabam honrando pedidos de resgate de quem pede para sair. Essas pessoas acabam contando para seus amigos e parentes que ganharam uma “grana fácil” e acabam encorajando outras pessoas a entrar. Viram “garotos propaganda involuntários” do esquema.</p>
<p style="text-align: justify">As pessoas que caem nesse tipo de golpe normalmente se enquadram em uma dessas duas categorias (às vezes nas duas simultaneamente): gananciosa ou ingênua. Acham que podem ganhar muito dinheiro “no mole”, que descobriram algum segredo mirabolante ou então são presas fáceis para a lábia e as histórias fantásticas dos golpistas.</p>
<p style="text-align: justify">O fato é que esses esquemas invariavelmente acabam em prejuízo e frustração (às vezes até em coisa pior). Uma vez, há muitos anos, me foi oferecida por uma vizinha a oportunidade de entrar num esquema que envolvia quadrúpedes ruminantes obesos. Naturalmente, recusei a oferta e fui devidamente avisado de que poderia estar perdendo a “grande oportunidade da minha vida”.</p>
<p style="text-align: justify">Anos depois, uma carta endereçada a essa vizinha foi entregue acidentalmente em meu apartamento. Devolvi a carta para a destinatária correta, mas não perdi a oportunidade de tirar uma foto dela para meus “arquivos”.</p>
<p style="text-align: center"><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/files/2012/03/BGC1.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-1111" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/files/2012/03/BGC1.jpg" alt="" width="541" height="247" /></a></p>
<p style="text-align: justify">Hoje eu mostro essa carta em meus cursos e palestras como um alerta às pessoas que são tentadas a entrar nesses esquemas furados de lucro fácil. No começo, é “só alegria”. As pessoas se sentem superiores e acham que aquelas que não topam aderir ao esquema são burras e não conseguem enxergar uma grande oportunidade (mais ou menos assim como eu&#8230;).</p>
<p style="text-align: justify">Depois é choro, decepção&#8230; E o que resta é reclamar e formar associações que mandam cartas a seus frustrados associados com frases motivadoras como “Estamos perto de receber”&#8230;</p>
<p style="text-align: justify">Boa sorte a eles, espero que estejam perto mesmo.</p>
<p style="text-align: justify">André Massaro<br />
<a href="http://www.andremassaro.com.br" target="_blank">www.andremassaro.com.br</a></p>
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		<title>Golpes e picaretagens – o “pump and dump”</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Mar 2012 11:37:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Massaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Pump and dump, ou pump’n’dump. Esse nome esquisito, que mais parece algum ritmo musical em moda nos clubs da vida é, na verdade, um dos mais conhecidos e manjados golpes de investimentos que existem. Tão conhecido e tão manjado&#8230; e &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/2012/03/12/golpes-e-picaretagens-o-pump-and-dump/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><em>Pump and dump</em>, ou <em>pump’n’dump</em>. Esse nome esquisito, que mais parece algum ritmo musical em moda nos <em>clubs</em> da vida é, na verdade, um dos mais conhecidos e manjados golpes de investimentos que existem. Tão conhecido e tão manjado&#8230; e um monte de gente ainda cai nele, não só no Brasil, mas no mundo todo.</p>
<p style="text-align: justify">O nome significa, em Português, algo como “inflar e largar”, e a essa altura o leitor talvez já desconfie do que se trata. Normalmente ele é aplicado usando ações de baixa liquidez e com o preço muito baixo, de preferência cotado em centavos. Ações cotadas em centavos são muito mais “ariscas”, pois pequenas mudanças de preços representam grandes variações percentuais.</p>
<p style="text-align: justify">O golpe é muito simples: uma pessoa, ou um grupo (geralmente organizado) compra grandes quantidades de algum “mico” da bolsa (“mico” é a forma carinhosa que a turma da bolsa se refere às ações de baixo valor e baixa liquidez) e aí começa um intenso movimento de tentar, artificialmente, transformar esse “mico” no próprio King Kong. E isso é feito simplesmente espalhando boatos sobre a empresa, para criar a expectativa de que ela renascerá das cinzas e deixará qualquer um que comprar suas ações milionário (essa é a fase do “pump”).</p>
<p style="text-align: justify">Quando as pessoas começam a comprar as ações (e, acredite, elas compram!), o preço sobe (afinal, numa ação de baixa liquidez, basta alguns incautos comprarem algumas poucas ações que já se observa uma oscilação respeitável no preço), e isso atrai ainda mais gente que percebe uma movimentação anormal naquela ação. Aí, os autores do golpe esperam o momento de dar o “bote”, vendendo todas aquelas ações que foram compradas previamente com lucro, e muitas vezes essa única venda já é o suficiente para derrubar a ação a níveis abaixo daqueles que os golpistas compraram, mas pelo custo médio eles conseguem um bom lucro no esquema. A ação volta a ser aquilo que era antes, apenas um “mico” na mão de um investidor incauto que acreditou que estava tirando a sorte grande (essa é a fase do “dump”). Afinal de contas, aquela alta não tinha nenhum fundamento econômico e não passou de um “fenômeno social” passageiro.</p>
<p style="text-align: justify">Antigamente, esse tipo de golpe normalmente era feito com ajuda do telefone. Os golpistas ligavam para as pessoas aleatoriamente dizendo que tinham informações privilegiadas e tentavam encorajar as pessoas a comprar as ações. A internet tornou tudo mais fácil, com email e fóruns online.</p>
<p style="text-align: justify">Aqui no Brasil não é tão comum o <em>pump and dump</em> via email, mas algumas pessoas, principalmente aquelas que assinam <em>newsletters</em> estrangeiras, já devem ter recebido inúmeras dicas furadas de ações americanas e europeias, que normalmente vêm com alguma explicação cheia de termos técnicos (para parecer convincente) de que aquela empresa fez alguma grande descoberta tecnológica ou vai ser comprada por algum grande conglomerado.</p>
<p style="text-align: justify">No Brasil o <em>pump and dump</em> é mais comum nos fóruns online. É comum entrar em alguns fóruns e ver mensagens com títulos chamativos como “A ação XYZ vai BOMBAR” (assim mesmo, com letras maiúsculas) ou “A ação ABC vai subir rumo ao espaço sideral!” (a criatividade do pessoal não tem limites&#8230;). Quando se abre a mensagem, se vê a mesma conversa fiada de sempre: que uma “fonte confiável” revelou que um grande grupo vai comprar a empresa, ou que um plano de recuperação está “quase aprovado”, ou que a empresa descobriu a fórmula mágica para transformar água em petróleo, e por aí vai&#8230;</p>
<p style="text-align: justify">Operar “micos” na bolsa é algo muito interessante. Existem estratégias específicas para esse tipo de ação e conheço gente que ganha bastante dinheiro com isso, mas são investidores experientes, que sabem interpretar corretamente as informações e não entram nesse tipo de barca furada. Não é a toa que a maioria dos analistas e especialistas acaba recomendando aos investidores menos experientes ficarem com as “blue chips” mesmo&#8230;</p>
<p style="text-align: justify">Mas ainda assim você se interessou pelos “micos” e quer criar alguns em seu zoológico particular? Então duas dicas:</p>
<p style="text-align: justify">1 &#8211; Entre naquele site (aquele que começa com “G”) e procure estratégias específicas para esse tipo de ação (em Inglês eles chamam de “<em>penny stock</em>”). Estude muito, faça simulações e só entre com dinheiro de verdade quando se sentir seguro com sua estratégia;</p>
<p style="text-align: justify">2 &#8211; Na próxima vez que entrar em algum fórum online e vir algo como “a ação XYZ vai BOMBAR, entre agora antes que seja tarde!”, faça um favor para si mesmo e “bombe” para fora daquele fórum&#8230;</p>
<p>André Massaro<br />
<a href="http://www.andremassaro.com.br" target="_blank">www.andremassaro.com.br</a></p>
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		<title>Estudar de graça – uma opção cada vez mais viável</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Feb 2012 11:50:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Massaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu adoro desafios de superação pessoal. Eu admiro pessoas que se propõem a cumprir um objetivo absolutamente “tresloucado” e simplesmente vão lá e&#8230; fazem. E a internet deixou tudo muito mais divertido, uma vez que os doidões de plantão podem &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/2012/02/27/estudar-de-graca-uma-opcao-cada-vez-mais-viavel/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Eu adoro desafios de superação pessoal. Eu admiro pessoas que se propõem a cumprir um objetivo absolutamente “tresloucado” e simplesmente vão lá e&#8230; fazem. E a internet deixou tudo muito mais divertido, uma vez que os doidões de plantão podem divulgar publicamente o resultado de seus projetos através de blog e sites. Isso serve para motivá-los (pois eles acabam se comprometendo publicamente com a conclusão do projeto) e também para motivar outras pessoas, que veem aquilo e pensam “isso é possível, posso fazer algo parecido para mim também”.</p>
<p style="text-align: justify">Gosto muito, por exemplo, de um site chamado “<a href="http://www.fit2fat2fit.com/" target="_blank">Fit 2 fat 2 fit</a>” (algo como “de atleta a obeso a atleta novamente”, em tradução livre), que mostra um fisiculturista maluco que resolveu engordar e perder sua massa muscular&#8230; apenas para entrar em forma de novo! O objetivo dele (pelo menos é o que ele diz) é “inspirar pessoas a entrar em forma”, independentemente da condição em que elas se encontram.</p>
<p style="text-align: justify">Outro de que gosto muito é o blog do <a href="http://www.scotthyoung.com/blog/" target="_blank">Scott H. Young</a>, um jovem americano que escreve sobre desenvolvimento pessoal e aprendizado, que resolveu assumir para si um desafio que chamou de “MIT Challenge” (desafio MIT), onde ele pretende “se graduar” em ciências da computação em uma das mais importantes (se não a mais importante) escolas do gênero, o MIT (<em>Massachusetts Institute of Technology</em>). Tem dois detalhes nesse desafio que merecem destaque:</p>
<p style="text-align: justify">- O primeiro é que ele não vai propriamente se “graduar”, pois ele está fazendo todo o curso de graça, online, através de um projeto chamado OCW (<em>OpenCourseWare</em>), onde o MIT colocou o conteúdo de todos os seus cursos disponíveis na internet, para qualquer um que quiser. Hoje qualquer um pode fazer, de graça, um curso do MIT. Pode inclusive fazer as provas para ver se está aprendendo corretamente, mas não consegue receber um certificado por isso.</p>
<p style="text-align: justify">- O segundo é que ele pretende concluir isso em UM ANO. Estamos falando de um curso que, em condições normais, leva cinco anos para ser concluído, e nosso “herói” pretende realizar a façanha em apenas um ano, usando técnicas de aprendizagem acelerada, e usando as provas como <em>feedback</em>.</p>
<p style="text-align: justify">Muita gente pode dizer que é uma tremenda perda de tempo fazer um curso que não emite certificado. Eu tenho lá minhas dúvidas. Pessoalmente acho que um curso desses seria muito útil independente de certificação; afinal, estamos falando essencialmente da mesma base técnica e educacional de alguns dos gênios da tecnologia que estão ganhando milhões (até bilhões), mundo afora.</p>
<p style="text-align: justify">Frequentemente penso na possibilidade de fazer meu próprio “desafio MIT”, mas ainda não encontrei o tempo, a disposição e a coragem para isso. Tenho várias desculpas “na manga” para justificar o porquê de não cumprir esse desafio, contudo a falta de certificação certamente NÃO É uma delas.</p>
<p style="text-align: justify">Mas para aqueles que acham que o certificado é o que faz a diferença, então saibam que as desculpas para não fazer algo assim podem estar com os dias contados.</p>
<p style="text-align: justify">O mesmo MIT está lançando uma iniciativa chamada MITx (<a href="http://mitx.mit.edu/" target="_blank">clique aqui</a>), que é uma evolução do OCW, que vai fazer cursos online com emissão de certificado. As regras ainda não estão muito claras, a certificação não será um diploma de graduação do MIT, que é reservada a alunos que estudam no campus e entraram nos cursos pelas vias “normais”, mas provavelmente será criado um órgão dentro do próprio MIT para emitir os certificados desses cursos online, que segundo eles será emitido “de graça ou a custos modestos”. O projeto ainda está em fase experimental, só tem um curso disponível, mas eles dizem que outros cursos deverão entrar na grade. E em se tratando de MIT, podemos esperar que outras escolas mundo afora deverão seguir essa iniciativa. Podemos ter uma revolução a caminho&#8230;</p>
<p style="text-align: justify">Naturalmente, como é de se esperar, os cursos são em Inglês. Mas se isso for um empecilho, é sempre bom lembrar que também existem inúmeras opções na internet para se aprender Inglês (e outras línguas) de graça. É só entrar naquele site que começa com a letra “G” e procurar&#8230;</p>
<p style="text-align: justify">A essa altura, o leitor já deve ter se perguntado “mas por que estou lendo sobre educação em um blog de finanças pessoais?”. Finanças pessoais não se trata apenas de guardar dinheiro, fazer planilhas e fazer orçamentos. Se trata também de GANHAR dinheiro, e uma das formas mais seguras e mais garantidas de se ganhar dinheiro é investindo em educação e capacitação. Definitivamente, conhecimento é dinheiro e, no mundo de hoje, é MUITO dinheiro.</p>
<p>André Massaro<br />
<a href="http://www.andremassaro.com.br" target="_blank">www.andremassaro.com.br</a></p>
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		<title>O Kindle está salvando minha conta bancária</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Feb 2012 14:56:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Massaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[“Quem nunca pecou que atire a primeira pedra”. Eu tenho lá minha lista de pecados (e ela não é pequena). E, pior que isso, algumas vezes eu cometo exatamente aqueles pecados que eu costumo apontar aqui neste blog. Comprar (seja &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/2012/02/13/o-kindle-esta-salvando-minha-conta-bancaria/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">“Quem nunca pecou que atire a primeira pedra”. Eu tenho lá minha lista de pecados (e ela não é pequena). E, pior que isso, algumas vezes eu cometo exatamente aqueles pecados que eu costumo apontar aqui neste blog.</p>
<p style="text-align: justify">Comprar (seja lá o que for) por impulso é um dos maiores pecados financeiros que alguém pode cometer. Eu, mero mortal que está muito longe da perfeição tenho, por exemplo, um “fraco” por livros. Sou um leitor compulsivo. Não vou falar aqui quantos livros leio por mês (até para não parecer presunçoso), mas posso garantir que estou significativamente acima da média brasileira (que hoje está um pouco abaixo de cinco livros por ano), mas ainda assim minha compulsão por COMPRAR livros é muito mais forte que a compulsão por LER, e tenho alguns armários em casa abarrotados de livros que não foram lidos, e que me causam uma sensação de culpa imensa.</p>
<p style="text-align: justify">Há muito anos, eu era aquele sujeito que entrava numa livraria, ficava horas folheando um monte de coisas e saía de lá carregado com mais alguns quilos de papel. Eu costumava brincar dizendo que meu bichinho de estimação era um ácaro do tamanho de um chihuahua.</p>
<p style="text-align: justify">Depois “descobri” a internet e a facilidade de comprar livros no exterior. Livros são muito mais baratos fora do Brasil e, para melhorar, não pagamos imposto de importação. Isso foi nos “primórdios” da internet, quando a Amazon ainda era não mais que uma piada. Eu recebia os catálogos da Barnes &amp; Noble impressos em casa, via correio, e os usava para fazer minha “lista de compras”.</p>
<p style="text-align: justify">Comprei uma vez uma caixinha com os quatro volumes de “<em>A History of the English Speaking Peoples</em>”, do Winston Churchill, onde faltava o quarto volume e o terceiro estava repetido. Mandei um email para a Barnes &amp; Noble reclamando e tive como resposta: <em>“sabemos que você está no Brasil e o transporte deve ser caro, por isso não se preocupe em nos mandar de volta. Doe os volumes para alguma biblioteca pública e faremos o estorno do valor em seu cartão de crédito imediatamente”. </em>Isso foi há muitos anos, e sonho com o dia em que encontrarei esse tipo de profissionalismo e cortesia aqui no Brasil&#8230;</p>
<p style="text-align: justify">Em algum momento, acabei virando cliente da Amazon e, diga-se de passagem, um cliente dos sonhos, pois comprava com eles religiosamente todo mês (e não eram compras pequenas). Como os livros demoravam algumas semanas para chegar aqui, eu já comprava de “baciada”. Obviamente, usava essa demora como desculpa para justificar as compras em um volume superior ao que era capaz de consumir. Mandava vir dez livros, lia dois ou três e já mandava vir mais dez. A quantidade de papel ia aumentando, aumentando&#8230; E os ácaros ficavam cada vez mais felizes.</p>
<p style="text-align: justify">Até que veio o Kindle, essa invenção maravilhosa que está acabando com a minha compulsão. Pela primeira vez na vida estou pagando APENAS por aquilo que vou ler. Consigo ver o sumário e algumas páginas do livro sem custo e, se resolver comprar, é só passar o cartão de crédito e esperar alguns segundos. Acabou a conversa de esperar semanas para ter o livro e, nesse intervalo, resolver comprar mais uma pilha de livros para aliviar minha ansiedade. Sinto que a compulsão foi derrotada agora (apesar de saber que não era intenção dos criadores do Kindle acabar com a compulsão de ninguém&#8230;).</p>
<p style="text-align: justify">Não sei se existe essa coisa de reencarnação, mas, se houver, na minha próxima vida quero ser profissional de marketing. Me fascina ver como alguém consegue “fisgar” uma pessoa pelo lado emocional e leva-la a tomar decisões impulsivas no ponto de venda, seja esse ponto real (uma loja física) ou virtual. Até as pessoas que, ao menos teoricamente (hum, hum&#8230;), são mais preparadas para não cair nesse tipo de armadilha acabam cometendo algum deslize em algum momento (às vezes em muitos momentos&#8230;).</p>
<p style="text-align: justify">Acho que venci uma batalha, mas a guerra ainda está longe de ser ganha. O impulso consumista deve ser combatido todo dia e de todas as formas possíveis, por mim e por todas as pessoas. A tentação é enorme e, mesmo tendo preparo para lidar com ela, é preciso vigilância constante. Na prática diária como educador e planejador financeiro, fico às vezes espantado com a capacidade destrutiva que o impulso consumista tem. Para muitas pessoas ele pode ser apenas um aborrecimento, algo que gera sensação de culpa e de fraqueza, mas que não causa abalos significativos nas finanças. Mas outros estão literalmente “quebrando” por não conseguirem resistir aos impulsos. Todo cuidado é pouco e precisamos estar sempre nos questionando se aquilo que compramos é realmente necessário e se vai realmente trazer o benefício que esperamos.</p>
<p style="text-align: justify">André Massaro<br />
<a href="http://www.andremassaro.com.br" target="_blank">www.andremassaro.com.br</a></p>
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		<title>Ganhei um aumento, e agora?</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 11:18:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Massaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Talvez você ainda não saiba, mas há uma grande chance de ver seu salário aumentado em 2012. Ontem (dia 30 de janeiro) a consultoria Grant Thornton International Ltd divulgou a última edição de seu International Business Report, pesquisa que é &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/2012/01/31/ganhei-um-aumento-e-agora/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Talvez você ainda não saiba, mas há uma grande chance de ver seu salário aumentado em 2012. Ontem (dia 30 de janeiro) a consultoria Grant Thornton International Ltd divulgou a última edição de seu <em>International Business Report</em>, pesquisa que é feita com empresas e executivos de 40 países. Segundo a pesquisa, 92% dos empresários brasileiros entrevistados pretendem aumentar os salários de seus funcionários nos próximos doze meses, e 40% destes estimam que os aumentos serão reais (acima da inflação).</p>
<p style="text-align: justify">Se você é um dos felizardos que vão ver seu contracheque engordar, a dica é: não deixe o entusiasmo e a empolgação subirem à cabeça. Use o dinheiro extra de forma racional para garantir a sustentabilidade financeira sua e de sua família no longo prazo. Vamos ver, a seguir, algumas formas interessantes e racionais de usar esse dinheiro:</p>
<p style="text-align: justify">- <strong>Não seja um rato</strong></p>
<p style="text-align: justify">Os americanos usam o termo <em>rat race</em> (“corrida dos ratos”) para descrever um estilo de vida onde o sujeito corre, corre e não chega a lugar algum. O termo é normalmente associado a uma vida profissional insana e hipercompetitiva. O guru financeiro Robert Kiyosaki, em seu livro clássico “Pai Rico, Pai Pobre”, popularizou ainda mais o termo ao definir como “corrida de ratos” a prática comum de muitos assalariados (e mesmo alguns empresários) de aumentar seu padrão de vida em proporção igual ou maior que o aumento de renda. Dessa forma, a pessoa ganha mais dinheiro, mas em termos de patrimônio real fica mais pobre (ou mesmo com patrimônio negativo).</p>
<p style="text-align: justify">A melhor forma de escapar da corrida de ratos é não entrando nela. Ganhou um aumento? Resista o quanto puder à tentação de subir seu nível de gastos. Permita-se o gostinho de acumular mais dinheiro e virar um verdadeiro investidor.</p>
<p style="text-align: justify">- <strong>Elimine suas dívidas</strong></p>
<p style="text-align: justify">Devo lembrar o tamanho das nossas “pequeninas” taxas de juros? Se você precisa de um refresco em sua memória, clique <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/2011/11/28/de-mil-reais-a-um-milhao-em-menos-de-seis-anos/" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p style="text-align: justify">Mas o fato é que ter dívidas no país com as maiores taxas de juros do mundo não é, definitivamente, uma boa ideia. Se for o seu caso, não há muito que pensar sobre o destino do seu aumento. Nossas dívidas, em particular aquelas relativas ao consumo, são verdadeiros “ralos de dinheiro”. Então banque o encanador e tampe esse ralo o quanto antes!</p>
<p style="text-align: justify">- <strong>“Turbine” a aposentadoria</strong></p>
<p style="text-align: justify">Destine o dinheiro extra para uma aposentadoria mais confortável ou, quem sabe, precoce. E não se esqueça que,  se a economia brasileira realmente “decolar” e ficar parecida com aquelas dos países desenvolvidos, teremos que ajustar nossas expectativas com relação à aposentadoria, pois é bem provável que nossas taxas de juros nos investimentos serão bem menores que as atuais.</p>
<p style="text-align: justify">Muita gente está fazendo seus planos de aposentadoria para um horizonte de vinte, trinta anos, mas está considerando as taxas de hoje. Experimente fazer as mesmas contas utilizando taxas de países com economias desenvolvidas e provavelmente você chegará à conclusão de que precisará acumular muito mais dinheiro, ou trabalhar muito mais tempo (ou talvez as duas coisas) para ter uma aposentadoria com o nível de conforto que está imaginando.</p>
<p style="text-align: justify">As ideias propostas podem parecer excessivamente conservadoras ou mesmo um “banho de água fria”, principalmente considerando que o povo brasileiro vem passando por uma fase de consumismo meio “deslumbrado”. Mas, quem conseguir manter a cabeça no lugar, terá sua grande chance de começar a construir riqueza de verdade, sólida e duradoura.</p>
<p style="text-align: justify">André Massaro<br />
<a href="http://www.andremassaro.com.br" target="_blank">www.andremassaro.com.br</a></p>
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