O mercado de carbono da Coreia do Sul, planejado para entrar em vigor a partir de janeiro de 2015, é regulamentado por legislação federal aprovada no primeiro semestre de 2012, que prevê a redução das emissões em 30% abaixo do cenário projetado até 2020. Da forma como foi aprovada, a legislação deixava em aberto a quantidade de certificados provenientes de offsets externos, que poderiam ser utilizados para cumprimento das metas propostas.
Na semana passada, porém, o Comitê Presidencial para Crescimento Verde emitiu as regras para esse mercado de carbono, onde exclui a possibilidade de utilização de certificados externos até 2020, permitindo apenas uma parcela de 10% a partir de 2021. A medida é um esforço para que o nível de preços dos certificados sul-coreanos não seja afetado pela contínua baixa registrada pelo mercado externo, especialmente de Certificados de Emissões Reduzidas (CERs).
Post desenvolvido em conjunto com Marcela Paranhos,consultora de mudanças climáticas da WayCarbon.


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Felipe Bittencourt é diretor da WayCarbon e Doutor em Mudanças Climáticas. Desenvolveu mais de 30 projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo.
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