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São Paulo
Germano Luders
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Atitudes que abrem – e fecham – portas

Fernando Mantovani

Recém-demitido, um executivo da indústria de bens de consumo afirmou: “fui desligado porque a minha área não atingiu a performance desejada pela matriz”. Em uma conversa com o seu antigo gestor, porém, a justificativa mudou: “na verdade, ele foi demitido porque não sabia se relacionar bem com sua equipe; era autoritário e pouco flexível”.

A história não é exceção. Há algumas semanas, falando da importância de ativos intangíveis para as empresas, disse que o mercado está mudando. E essa mudança implica em uma valorização cada vez maior de atitudes profissionais como vontade de crescer, comprometimento, iniciativa e criatividade.

Cada vez mais, essas atitudes comportamentais definem as políticas de contratação das empresas. Habilidades técnicas de candidatos precisam vir acompanhadas de habilidades sociais e alinhamento ao perfil da empresa. Se durante o processo seletivo o recrutador não se convence de que o profissional possui esse “algo a mais”, dificilmente a contratação acontece.

O que muitos profissionais não sabem, porém, é que o perfil comportamental também define sua permanência na empresa. Ao serem demitidos, muitos acreditam que seu desligamento ocorreu por conta de incapacidade técnica ou falta de aptidão para o trabalho. Em geral, a história é outra: o profissional demitido normalmente não se adaptou bem ao jeito de ser da empresa, não se relacionava bem com a equipe ou não demonstrou o engajamento necessário. A atitude (ou a falta dela) eliminou oportunidades. O aprendizado para os profissionais é entender muito bem o próprio estilo, ser humilde para reconhecer falhas e, com humildade, investir em aprimoramento pessoal. O resultado desse esforço virá – e outras portas certamente se abrirão.

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