As mentiras que destroem as suas chances | EXAME.com
São Paulo
Germano Luders
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As mentiras que destroem as suas chances

Fernando Mantovani

É mais comum do que se imagina: com o objetivo de impressionar recrutadores ou conquistar visibilidade no currículo, o candidato “inventa” habilidades, experiências ou até mesmo lidera projetos dos quais participou apenas pontualmente. O inglês intermediário se transforma em fluente, o MBA nunca feito aparece de repente e, sem pensar nas conseqüências, o candidato se coloca em uma péssima situação diante do selecionador.

A máxima repetida pelas avós continua valendo: mentira tem perna curta. Esses exageros no currículo, que à primeira vista parecem inofensivos, podem trazer implicações sérias para o profissional. Ao ter a mentira descoberta, ele não destrói apenas uma oportunidade, mas várias, uma vez que aquele recrutador poderia ter considerado o candidato para outras possibilidades.

Um processo de seleção bem conduzido sempre vai muito além da análise de currículo. Também são fundamentais as entrevistas presenciais e por telefone, avaliação do nível de fluência no idioma e busca de referências com ex-subordinados, chefes e pares.

Essas etapas existem para alinhar o perfil do profissional com a vaga pretendida, mas é normalmente em uma dessas entrevistas que se descobrem aqueles que não foram completamente honestos no processo. E, para qualquer recrutador, desonestidade é falta muito mais grave do que qualquer outra deficiência ou habilidade que não esteja presente no currículo.

É importante pensar nas conseqüências antes de contar uma mentira que pode comprometer a sua carreira. No lugar de inventar fluência no inglês, por exemplo, que tal matricular-se em um curso intensivo e contar isso ao recrutador? Sua dedicação para aprender a língua e, principalmente, sua honestidade certamente causarão uma boa impressão.

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