22.05.2013 - 08h00

Foco no presente: o melhor caminho para o sucesso no futuro

Você já parou para pensar em quantas pessoas você conhece que, em variados momentos da vida profissional, se demonstraram indecisas ou até mesmo ansiosas com planos mirabolantes para o futuro da carreira? Esse tipo de sentimento é mais comum do que podemos imaginar e, em certa medida, é positivo, pois impulsiona o profissional para seguir em frente.

Toda essa ansiedade está diretamente ligada a outro fator comum no universo corporativo: o estresse. Da mesma forma que ocorre com a ansiedade, uma dose de estresse é sempre bem-vinda, pois é ela quem estimula o profissional a sempre buscar novos desafios e a criar projeções mentais para seu futuro. É aquele fator extra que evita a estagnação.

Porém, é preciso cautela. Devemos ter bastante cuidado com os excessos nas projeções e expectativas. Todo profissional deve ter em mente que o presente é a base para todas as conquistas que ainda virão. Por isso, o momento atual deve ser encarado sempre como um desafio.

Devemos fugir das pequenas ações que podem acabar negligenciando e sufocando o nosso presente. Minha dica é: tenha sempre em mente aonde você almeja chegar, mas nunca pule etapas. Seu futuro não será nada além do reflexo das suas construções e investimentos atuais. Dedique-se e confie.

14.05.2013 - 16h15

Abra a cabeça na hora de contratar

Hoje ouvi uma história que acho que vale a pena compartilhar como aprendizado. Um cliente nosso tinha um processo interno todo estruturado para novas contratações. Os candidatos deveriam responder a um teste e depois, os que fossem bem, seguiam para uma entrevista e assim foi feito.

Um dos candidatos que tinha um perfil excelente acabou não indo tão bem no teste e foi logo descartado pelo cliente. Insistimos para que ele entrevistasse, pois apesar de não ter passado no teste ele era realmente muito bom. O cliente entrevistou e não só gostou como contratou esse candidato que, se fosse só pelo teste ele nem teria conhecido.

A principal lição que eu deixo para os contratantes é: não sejam tão estreitos nos processos. Apesar da necessidade de termos processos definidos, às vezes, ser flexível e aberto a diferentes possibilidades pode nos fazer atingir resultados diferentes e melhores. A palavra é flexibilidade!

30.04.2013 - 14h40

Alerta: Cuidado com o que você veste

O infográfico abaixo apresenta o resultado de uma nova pesquisa da Robert Half. Segundo os diretores de Recursos Humanos entrevistados a maioria se veste de forma inadequada para trabalhar pelo menos de vez em quando.

E a partir daí que eu deixo o meu alerta: uma coisa é você se sentir confortável e outra perceber o que o ambiente em que você está exige. Não é porque você pode usar camiseta e jeans no seu trabalho que você vai usar uma camiseta amassada ou rasgada.

E acima de tudo quando se trata de vestimenta meu principal conselho é ir de acordo com a cultura da empresa. É ela que vai ditar o que é adequado ou não. E estar alinhado com a cultura é fundamental para ter destaque na empresa.

18.04.2013 - 15h34

Imprudência na hora de mudar

A mudança de emprego tem um impacto enorme na vida das pessoas. Muda completamente a rotina, o mundo em que vive e transita e principalmente os objetivos, sonhos e perspectivas. E uma decisão tão importante como essa é sempre bem pensada e ponderada, certo?

Infelizmente não é esse cuidado que eu estou encontrando no mercado. Os profissionais mudam de emprego sem pensar, são inconsequentes no processo de seleção. Os candidatos não entrevistam as empresas com a mesma profundidade que a empresa entrevista os candidatos.

Ao ser chamado para a entrevista o profissional fica tão preocupado em agradar o entrevistador e passar no processo e não exploram bem a descrição de cargo proposto, o momento da empresa e as perspectivas futuras que a posição terá.

Outro fator importante: também faz parte do processo entender exatamente porque seu atual emprego “não serve mais”. O fato de você ser chamado para uma entrevista não transforma do dia para a noite sua empresa em carta fora do baralho. Pense o que realmente te motivaria a sair. Se for algo que pode ser trabalhado internamente faça isso antes.

Assim, uma dica que deixo para vocês é sejam muito criteriosos na hora de mudar. Poucas coisas na sua vida são tão importantes quanto a sua carreira, então cuide dela com a mesma proporção de cuidado.

11.04.2013 - 09h54

Venda sua experiência na entrevista

*Por Isis Borge Sangiovani 

Muitos candidatos não se atentam ao verdadeiro objetivo da entrevista em um processo seletivo. Quem está habituado a entrevistar inúmeros profissionais diariamente nota uma enorme diferença entre aqueles que vêm preparados com informações numéricas de suas experiências anteriores e aqueles que vêm sem esse preparo. Alguns ficam muito tempo falando sobre a empresa, o momento que ela está passando, o que a companhia faz e se esquecem de contar o que efetivamente fizeram em cada uma de suas experiências e quanto a sua participação naquele período contribuiu para o sucesso das organizações.

A entrevista é uma oportunidade para o profissional apresentar o seu potencial e com dados históricos de suas contribuições nas empresas anteriores e atual. Para aproveitar essa oportunidade, o ideal é que a pessoa se prepare, por exemplo, com um resumo das informações mais relevantes para que na entrevista consiga listar quais foram as suas realizações mais importantes em cada companhia e saiba dizer dados que estão atrelados à sua função. O candidato que sabe dizer com precisão a sua efetiva contribuição já ganha vantagem no processo seletivo que está participando.

Lembrar-se dos dados de cada uma de suas experiências profissionais e, se possuir uma vasta bagagem, saber mensurar em dados os últimos dez anos é fundamental dentro de um processo de seleção. Por exemplo, se o candidato for um comprador precisa saber apresentar o tamanho de sua carteira, a quantidade de fornecedores, saber mostrar o quanto ele realiza de compras spots e quantas são por contrato. Já para aqueles que são profissionais da área de logística e que cuidam de um centro de distribuição é essencial saber informar a área total desse centro em metros quadrados, em estruturas porta pallets, a acuracidade do inventário em estoque além de contabilizar quantos tipos de peças estavam sob sua responsabilidade, e assim dentro de cada segmento.

Uma dica importante durante a entrevista é que o profissional não tente ler os dados que estão escritos no seu currículo, que deve ser apenas um resumo bem objetivo de suas experiências. O recomendado é uma página de extensão para um profissional mais júnior e duas páginas para aquele profissional mais sênior, já que o detalhamento das informações deve ser passado pessoalmente durante a entrevista. Quando ele não sabe dizer informações sobre suas experiências ou quando o discurso é genérico perde-se credibilidade. Candidatos que sabem explicar a participação dele na empresa, quantificar as melhorias que ele tenha feito e o quanto isso trouxe de retorno para a empresa com certeza passarão uma imagem boa para o entrevistador. É claro que as informações passadas devem ser verídicas, já que os dados serão checados com as referências anteriores.

Em suma, o importante é o candidato aproveitar a oportunidade da entrevista para mostrar os dados mais relevantes de seu histórico profissional de forma que a conversa seja objetiva, mas com conteúdo. Investir mais tempo falando dele do que de a respeito de informações que são facilmente pesquisadas sobre a empresa. Não perder tempo falando mal da empresa ou de chefe/colegas e sim abraçar a chance de mostrar o quanto ele de fato conseguirá contribuir para o futuro contratante. Venda a sua experiência!

Isis Borge Sangiovani é especialista de recrutamento da Divisão de Engenharia da Robert Half

09.04.2013 - 15h15

Contratações financeiras em alta em 2013

*Por Marcela Esteves, Alexandre Attauah e Danylo Hayakawa

O lema de que o ano no Brasil só começa após o carnaval já virou mito, ao menos entre os profissionais que atuam na área de finanças.  O ritmo de contratações realizadas no início do ano tem aumentado desde 2010 e para quem atua no segmento de recrutamento a impressão é de que 2012 não acabou.

Apenas nos primeiros meses do ano, a demanda por profissionais financeiros foi 21% superior a 2012. Os movimentos de mercado alimentam a expectativa de que o aquecimento perdure.  A razão para tamanha procura por profissionais qualificados na área de finanças e contabilidade está no volume de investimentos realizados no País até o momento e os que ainda devem ser efetivados.

O Brasil ainda é a “menina dos olhos” para muitas empresas e há um cenário favorável para compras e aquisições, por exemplo, que sempre resultam em contratações na área financeira. Outro fator gerador de oportunidades são as aberturas de operações no País, além de startups que iniciam outras linhas de negócios.

Outro fator que faz com que a expectativa seja otimista do ponto de vista de crescimento das contratações é o fato de que 87% das posições são voltadas à expansão de quadros e não apenas substituições. As principais demandas vêm dos segmentos mais aquecidos da economia brasileira como Óleo & Gás, Consumo, Infraestrutura, Varejo e Bens de Capital.

O recado para os profissionais da área de finanças e contabilidade é de atenção, pois oportunidades para aqueles mais qualificados não vão faltar em 2013.

Marcela Esteves, Alexandre Attauah e Danylo Hayakawa são gerentes da divisão de Finanças e Contabilidade da Robert Half

02.04.2013 - 15h08

Não fique satisfeito com a média

No esporte é comum vermos atletas lutando para superar recordes, sendo cada vez mais rápidos e batendo tempos que antes eram considerados impossíveis. Na natação inclusive tiveram algumas competições com tempos incríveis e os créditos ficaram por conta da utilização dos super maiôs. Logo em seguida, descobrimos que sem eles o mesmo tempo também conseguia ser feito surpreendendo os incrédulos.

O livro que estou lendo chamado “Primeiro quebre todas as regras!” traz alguns exemplos do mundo corporativo sobre isso. Não deixe que seu pensamento fique na média, ela não pode ser seu limitador. Ficar na média é confortável e é o esperado, mas a sua capacidade pode ir muito mais além daquilo que já foi feito pelo os outros.

Por isso, não deixem as pessoas te falarem até onde você pode ir, a sua performance não tem limite, não deve ter um teto. Faça as suas tarefas conforme a sua capacidade máxima, vá além do que é considerado bom ou até mesmo ótimo e quebre seus próprios recordes. E nunca fique satisfeito com a média, você pode ser muito mais que ela e não está se permitindo chegar lá.

28.03.2013 - 09h06

Aproveite o momento brasileiro

Para muitas pessoas o trabalho temporário ainda é visto como ofertas de emprego que acontecem em algumas indústrias específicas ou no comércio para dar conta do volume de vendas em datas especiais como Páscoa, Dia das Crianças e Natal.

Mas existem muitas outras vagas além destas. As empresas estão cada vez mais usando o trabalho temporário como uma ajuda extra para a equipe, opção para preencher uma vaga de algum funcionário que ficará temporariamente afastado ou como alguém externo com conhecimento especifico que irá trazer para a equipe uma nova maneira de fazer ou até para reorganizar a casa. E são vagas desde Analistas até Diretores.

Outro exemplo muito bom de oportunidades de vagas temporárias são os eventos esportivos que vão acontecer no Brasil a partir desse ano. Grandes eventos como esses necessitam de muita gente em diversas áreas e segmentos diferentes para suportar a quantidade de pessoas e equipes que irão desembarcar por aqui.

Participar de um evento multicultural como esse pode trazer um diferencial muito grande ao seu currículo, além de uma experiência pessoal, que para quem gosta de esportes, é inesquecível. Por isso, invista no seu inglês e aproveite o momento que estamos passando para agarrar oportunidades como essa, que são para um trabalho por tempo determinado, mas que podem marcar muito a sua vida.

26.03.2013 - 14h54

O mapa da mina dos gestores – parte III – Pirâmide

Como terceira – e última – parte do mapa da mina dos gestores está a pirâmide de disfunções de um time. Nela estão os principais problemas que podem existir em uma equipe. Vou comentar aqui cada um deles.

A base da pirâmide é a confiança. Ela é o começo de tudo, pois sem ela as pessoas têm receio de expor suas ideias por não quererem se tornar vulneráveis perante os outros. Ninguém se expõe, nem se conhece ou desenvolve relacionamento. Assim, como líder você deve ser o primeiro a demonstrar sua vulnerabilidade.

Depois se superada essa barreira, a equipe até se conhece, mas evitam discussões para não gerar desconforto entre os colegas, assim os debates entre o time não acontecem. Isso muitas vezes é ruim porque os problemas não são resolvidos nem colocados em evidência e sim empurrados por medo de gerar um conflito. Seu papel como gestor é estimular o debate, trazer assuntos de desconforto para todos juntos tentarem chegar a uma conclusão.

Outro problema está na falta de comprometimento. Se a confiança e o debate não acontecem surge um gap de comprometimento grande, que pode ser melhorado com o estimulo da clareza na comunicação e conclusão das atividades propostas.

Em seguida o time começa a evitar trazer responsabilidade para si, já que não tem coragem para discutir assuntos mais profundos ou delicados. E por fim temos no topo da pirâmide uma deficiência no foco de um resultado comum, pensando no grupo e não só no individual.

Agora que você conhece as disfunções de uma equipe repense e trabalhe cada uma das etapas para deixar seu time cada vez mais forte.

Conclusão

Depois de apresentadas as 3 partes do “Mapa da mina dos gestores” faça uma revisão e veja como elas têm relação. Junte a teoria da pirâmide, levando em conta que as pessoas são diferentes e execute as ações com a sua inteligência emocional. O líder que se diferencia é aquele que consegue trabalhar bem com esse tripé.

 

21.03.2013 - 10h42

O mapa da mina dos gestores – parte II – Inteligência Emocional

A segunda questão que é fundamental hoje para os gestores é a Inteligência Emocional. Acredito que muitos de vocês já ouviram falar sobre o tema, mas como ainda existe muita confusão a respeito vou começar com uma breve introdução.

Primeiramente ainda existem mitos sobre a IE. Muitas pessoas simplesmente não compreendem o termo e algumas vezes confundem com carisma, ser bonzinho e com grande exposição de sentimentos. Muitos também não sabem que ela é uma habilidade que pode ser desenvolvida.

A Inteligência Emocional é a sua habilidade de reconhecer e entender emoções em você e nos outros e a sua capacidade de usar essa consciência para gerenciar seu comportamento e relacionamentos. Ela é um excelente ingrediente no trabalho – especialmente para líderes. Diferentemente do QI que atinge seu potencial máximo aos 17 anos e depois só diminui, a IE é uma habilidade flexível, que pode ser aprendida.

Segundo o livro Emotional Intelligence 2.0 só 36% das pessoas testadas sabem identificar suas emoções quando elas acontecem. As outras são controladas pela emoção e ainda não têm a habilidade de usá-las a seu favor. Afinal, consciência emocional não é ensinada na escola.

Sua inteligência emocional é a fundação para hospedar situações críticas. Ela impacta na maioria das coisas que você fala e faz todos os dias. Trabalhar as emoções é necessário para saber lidar com as diferentes situações diárias e para os lideres é a chave do sucesso em relacionamentos e para tomar importantes decisões.

Pare para pensar em quantas das suas atividades profissionais diárias são de natureza intelectual e quantas são de natureza emocional. Talvez você se surpreenda com a quantidade de atividades que dependem da sua emoção. Então tente reconhecê-las e entendê-las para não deixar se levar e sim aproveitar essas situações para cada vez mais ter sucesso na sua posição.