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Cite seus pontos fortes e seus pontos fracos

Sidnei Oliveira

Você pode pensar que é apenas uma questão clichê, absolutamente batida e desnecessária, formulada por entrevistadores desmotivados ou até despreparados. Até porque, parece que as únicas coisas que se consegue com essa questão é extrair do candidato comentários genéricos e sem qualquer valor real. Você já ouviu aquela em que o único ponto fraco “é ser muito perfeccionista”?

Bom, um lado pouco observado que o desgaste com essa questão provocou é o de avaliar o autoconhecimento como chave para seu sucesso. Se analisarmos em relação às competências organizacionais e às atividades exercidas no trabalho, conhecer-se auxilia muito na busca de sentido e significado para a própria carreira, se você está no lugar certo e quer continuar aprendendo e se desenvolvendo, ou mesmo se deseja mudar de trabalho ou área.

Para a psicóloga Marcela Niemeyer, perceber as próprias emoções e saber como as controlar, não deixando que elas exerçam controle é algo que faz com que a qualidade de vida e a forma de lidar com os problemas organizacionais melhorem, assim como os relacionamentos, pois fica mais fácil de lidar consigo mesmo e com os demais. Ela dá seu depoimento: “Ao longo da minha carreira, aprendi que o autoconhecimento é uma ferramenta-chave para o sucesso e que investir nisso faz bem e traz resultados tanto para a pessoa como para os profissionais que atuam com ela. Investir no autoconhecimento é fundamental não só para o sucesso profissional, como também para a realização pessoal, pois é assim que ficamos mais próximos daquilo que queremos para as nossas vidas, enxergando ou buscando sempre um sentido. Quando encontramos esse sentido, focamos mais e melhor, atingindo os resultados e conquistando realizações.”

Gustavo Leme, gestor de RH, avalia que desenvolver o autoconhecimento é a melhor coisa que um líder pode dar a sua equipe. Ele diz: “A mais importante orientação que eu ganhei de presente em minha primeira promoção para um cargo de liderança foi: ‘vá se conhecer primeiro para depois perceber como as pessoas te veem e aí, sim, tornar-se, de fato, um gestor de gente e de negócios’. As nossas relações são fruto das nossas atitudes (escolhas) e ter consciência do por quê faço algumas escolhas em detrimento de outras nos faz perceber e compreender as próprias emoções e nos ensina a como as controlar. Com isso, você pode conquistar melhores resultados na vida pessoal e profissional e ser mais feliz”.

Gosto de pensar que quando chegamos à vida profissional, já temos uma ideia de nossos talentos, nossas facilidades e nossas virtudes, assim como já conhecemos muito de nossas limitações e fraquezas, contudo, esse conhecimento é apenas uma pequena parte de tudo que você realmente é, pois diante de novas experiências e novos desafios, muito do que você tem escondido surgirá. Portanto, não é uma boa estratégia deixar de se autoconhecer constantemente. Para isso, siga as recomendações da Marcela para aprimorar o autoconhecimento, que são:

  • solicitar feedback;
  • se autoavaliar com relação às competências que a empresa espera e as que possui;
  • se avaliar no dia a dia de trabalho;
  • perceber como se relaciona com as pessoas;
  • observar como percebe e controla as próprias emoções;
  • refletir sobre se está realmente fazendo o que gosta;
  • analisar se o trabalho e a vida pessoal fazem sentido.
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