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Fazer, saber ou simplesmente ser?

Sidnei Oliveira

Não pairam dúvidas de que, no mundo globalizado do trabalho, as pessoas constituem o fator primordial para o sucesso da empresa e dos negócios. Entretanto, ainda existem empresas focadas em dois verbos – fazer e saber.

Para Vicente Picarelli, consultor em RH, fazer é onde o foco é a produtividade, o resultado e o lucro. Já o saber é verbo que entra em cena quando o fazer atinge seu máximo. Quando isto acontece, as empresas vão investir em mais saber para aumentar a capacidade de fazer

Neste ciclo do fazersaberfazer fica a impressão que o verbo ser está ausente do processo.

Para Luiz Fava, consultor de gestão, esse deveria ser o verbo mais importante, pois ele caracteriza o que cada pessoa dá para que a empresa siga sua trajetória de crescimento e desenvolvimento. Ele diz: “Gestores e líderes devem ter consciência de que cada pessoa é um Ser Humano único e indivisível. Reconhecer essa verdade e aceitar as diferenças que existem entre os colaboradores de uma organização é um grande passo para a atração e retenção das pessoas”.

Marcela Niemeyer, psicóloga e gerente de Desenvolvimento Organizacional na Universidade Anhembi-Morumbi, complementa: O segredo dos líderes de sucesso é conhecer cada integrante da equipe e tratar de maneira diferenciada entendendo os valores, formas diferentes de aprendizado que cada um possui, as perspectivas de carreira e até mesmo os sonhos de cada um. Quando dizem que o colaborador não deixa a empresa, mas sai pela má gestão, estão se referindo ao gestor que não trata as pessoas com respeito e não enxerga que essas pessoas são. Pensa somente naquilo que elas fazem e sabem. O que esse gestor sabe e faz pela sua equipe?

Dar condições para que cada colaborador exerça o seu verdadeiro ser dentro do aspecto profissional de sua vida, aliado a uma demonstração de como isso cria um significado único para ele e que o faça ser reconhecido e sentir-se orgulhoso, são atitudes ímpares de todo gestor ou líder de pessoas que percebe cada funcionário como um Ser integral.

Além disso, ter a consciência de que cada colaborador tem seus anseios, identificá-los e preenchê-los através de diferentes benefícios e de diferentes ações, certamente fará com que cada um deles encontre razões para não deixar a empresa.

Talvez por isso estejamos entrando na época do colaborador “customizado”, onde cada um, ao ser percebido como um Ser integral, dará o máximo de si para a equipe, para a empresa, para a comunidade, mas, acima de tudo, para si mesmo.

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