São Paulo
Germano Luders
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Do que é feito o seu leão diário?

Sidnei Oliveira

As redes sociais têm nos dado muito mais do que um ambiente de compartilhamentos platônicos. Hoje, o centro das atenções está em quem publica o que. No geral, quando o final de semana se aproxima, dá para perceber uma comemoração hiperbólica em relação à sexta-feira. E isso não deveria ser ruim, pelo contrário, mas a mesma empolgação com que se comemora a sexta-feira, também se joga no ventilador o quão indesejado é o trabalho, o chefe – ou a figura dele –, o expediente, o prazo ou até mesmo aquele colega que acabou de chegar.

Para começo de papo: soltar no ar as reclamações ou insatisfações, sem as fazer com a mesma energia a quem realmente pode resolvê-las, certamente não irá sanar o problema e ainda fará com que tudo vire uma grande e complexa confusão.

Esse leão, possivelmente, é feito da falta de diálogo e de empatia – sim, a boa e velha empatia, genuína. Há leões muito mais hierárquicos do que reais, como os famosos “de acordo” e os extensos processos de validação. Outros são realmente leões: o ego está acima de tudo e de todos. É muito importante que se olhe para o felino com atenção, para identificar o que de fato o faz rugir, para, assim, agir rápido.

Tomar o desafio de domá-lo, como um meio de desenvolvimento, pode ser uma jogada de mestre, somando pontos para o amadurecimento da inteligência emocional e compartilhando de um comportamento fundamental para toda e qualquer geração: a resiliência.

Débora Castro de Farias

O conceito de resiliência envolve de forma diretiva a prática da inteligência emocional. De fato, muitas vezes reverberamos as reclamações e comemoramos as ausências, sem nos perceber que tudo o que acontece ao nosso entorno reflete o modo como nós mesmos nos posicionamos.

Nossos julgamentos nos levam a comportamentos, muitas vezes, reativos, os quais nos distanciam da oportunidade de promover melhorias nas nossas relações de trabalho e nos desenvolver nas questões interpessoais. Como tudo é diretamente proporcional, é imperativo que haja uma dose de autocontrole, no sentido de adestrar a fera indomável que muitos insistem em alimentar.

Assim como julgamos, vivemos. Esse é um bom caminho para encontrarmos um sentido e celebrarmos, também, o reverso da moeda.

Waleska Farias

“Matar um leão por dia” é um conceito que o jovem somente começa a conhecer quando se expõe à vida corporativa, assumindo os custos da própria manutenção pessoal e sem a proteção e privilégios da sua realidade familiar ou acadêmica. Na selva corporativa, alguns se sentem como “antílopes”, caçados por predadores famintos, outros acreditam ser como “leões”, seguros de suas habilidades, prontos para caçar suas presas.

Na verdade, a única regra para nossa realidade é:

Não importa se você é antílope ou leão. Todos os dias, quando acordar, a única coisa certa é que você terá que correr muito para sobreviver.

Sidnei Oliveira

Débora Castro, Jornalista, Especialista em Comunicação Multimídia e Pesquisadora em Transmídia e Educomunicação.

Waleska Farias, Coach e Consultora de Carreira e Imagem. Pós-graduada em teoria psicanalítica (UVA). Graduada em Comunicação Social com especialização em Relações Públicas e Marketing.

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