Ele está sempre ali nas mais difíceis e imprevisíveis horas. É uma presença viciante e indispensável, pois mesmo quem está andando a pé na calçada ou atrás da direção de um veículo, está com ele. Virou necessidade, tornou-se uma dependência e um caso de amor.
Se você não sabe do que estou falando, mas pelo menos passou pela sua cabeça “o amor da minha vida”, chegou perto. Segundo uma pesquisa da Intel, nós amamos nossos celulares às vezes mais do que nossos companheiros. Pessoas e compromissos que estão longe viram prioridade sobre as que estão por perto.
Somos informados das melhores e piores notícias por meio do celular e, por isso, estar momentaneamente incomunicável nos causa pânico. A nomofobia atinge metade da população mundial. Segundo a Wikipedia, é um nome recente que designa o desconforto ou a angústia causado pela incapacidade de comunicação através de aparelhos celulares ou computadores. Os apegados a esses aparelhos são nada menos do que 40% dos pesquisados. Essa faixa da população mundial tem o celular ao lado 24 horas por dia!
Pode parecer um absurdo, mas 20% preferem perder a carteira e a bolsa do que o próprio celular. Afinal, eles são mais do que aparelhos, são máquinas que pensam, embora, em situações mais graves de nomofobia, possam atuar como interruptores da vida. O telefone móvel acaba interrompendo quase tudo e o tempo todo. Mas o equilíbrio não existe com a maioria das pessoas; segundo a pesquisa: 80% dormem com o celular na cama e 40% atendem às ligações quando estão no banheiro.
Não tem jeito, a comparação precisa ser feita, doa a quem doer, pois amamos tanto esse objeto quanto o corpo de carne e osso que dorme conosco todos os dias. O seu celular está sempre ao seu lado, assim como sua alma gêmea.
Bruna Nicolao
Não faço parte do time que acredita que a vida digital afastou as pessoas. Ao contrário. A era de dependência digital tem no pacote histórico grandes congestionamentos e problemas climáticos. Com nossos “espertos celulares”, podemos monitorar o trânsito, a chuva, trabalhar e tomar decisões remotamente, o que facilita as nossas vidas.
Também ampliamos absurdamente nossa rede profissional e social. Compartilhamos ideologias, alegrias, bom humor, indignações, o que nos transforma em uma grande rede móvel de sentimentos.
Fabíola Lago
É inevitável. Jamais houve um comportamento tão compulsivo e viral como o uso de smartphones. Quanto mais intuitivos são os equipamentos, mais dependência desenvolvemos. Estabelecemos uma relação íntima com nosso celular. Atendemos a ele com a máxima prioridade. Quando não fazemos isso, o sentimento de culpa se instala e buscamos imediatamente um pretexto para rapidamente retomar o contato com o equipamento. Qualquer pessoa desatenta para esse frenético fenômeno certamente acreditará tratar-se de uma doença e que, sendo coletiva, certamente é uma epidemia.
Claro que há grandes benefícios no uso do aparelho, mas devemos lembrar que o celular é apenas uma ferramenta para alcançar os benefícios, portanto, devemos ter o controle sobre o seu uso. Quando perdemos esse controle, criamos uma realidade distorcida, com consequências muito intensas em nossas vidas.
Quer saber se você já é dependente? Desligue seu celular por apenas 1 dia. O desconforto que você observar dará a medida de sua dependência. Boa sorte!
Bruna Nicolao, Jornalista com pós-graduação em Gestão da Comunicação Empresarial e Relações Públicas, atua como Assessora de Comunicação Corporativa desde 2006.
Fabíola Lago, Jornalista, com foco em Recursos Humanos há 12 anos, Community Manager do Monster Brasil e Editora do blog Emprego&Carreira


Expandir todos os 0
Sidnei Oliveira
Para deixar um comentário você precisa se identificar. Escolha um dos tipos de identificação abaixo:
Termos de uso | Comentários sujeitos a moderação