Já é conhecida a característica dos Ys que não hesitam em deixar um trabalho em busca de novos horizontes. Não permitem que os horários de trabalho ocupem os espaços de lazer, dos estudos e da diversão. São jovens que não toleram reuniões onde ninguém decide nada, ou chefes que impõem reuniões após as 18 horas apenas por capricho. Mantê-los é um desafio, estão sempre abertos às mudanças e muito pouco ligados à rotina.
Isso se torna um problema para as organizações?
Além de certas características da cultura contemporânea, eu incluo os processos que acontecem com pessoas jovens no primeiro emprego, onde é colocada em jogo uma dinâmica que pode ser chamada de “crise das consequências”. Afinal, o jovem se encontrava em uma estabilidade caseira, proporcionada por seus pais e, agora, entrando em uma organização, deve assumir a responsabilidade tanto das suas tarefas como de sua independência.
Entretanto, isso não é a grande novidade. Winnicott em A tendência antissocial, artigo de 1956, menciona que alguns jovens “[...] falam com amargura de sua incapacidade e fracasso social. Consideram que não herdaram algumas qualidades para suportar as exigências e responsabilidades do mundo adulto[...]”.
Devemos ter em mente que os funcionários jovens priorizam: o bom clima, o aprendizado contínuo, um ambiente informal, a participação, sentir-se parte da celebração e bons chefes. Por isso, facilitar a comunicação será um primeiro passo.
Trabalho em equipe e por objetivos, considerando a diversidade e proporcionando processos de formação que sejam realmente úteis em assuntos que são interessantes e necessários para a organização, são poderosos instrumentos de retenção de talentos e, consequentemente, o maior desafio para as organizações e para os líderes.
Bruno de Souza
O mercado está um pouco assustado com as características dessa geração e em diversos momentos observamos o despreparo de gestores e de empresas em promover as mudanças que se mostram necessárias e urgentes. O que mais se observa é uma constante busca por modelos que permitam o “enquadramento” dos jovens em processos organizacionais que foram estabelecidos nos últimos 30 anos.
Todo esse cenário tem pressionado os jovens à uma constante adaptação em suas escolhas, contudo, as expectativas atuais da Geração Y são formadas por estímulos intensos e diferentes, por isso esse processo de adaptação leva a busca de alternativas, principalmente fora da realidade corporativa vigente.
Os jovens da Geração Y certamente são mais estimulados a serem empreendedores e possuem mais caminhos por conta da globalização e da tecnologia.
Na esfera dos Y, não cabe julgar e reagir diante das primeiras impressões, mas, sim, apurar a percepção sobre a necessidade e gerar o desafio na medida certa. Não vale a fôrma comum, é preciso observar, compreender e interagir. É fundamental legitimar suas necessidades, pois consideram qualidade de vida item prioritário e são fiéis aos seus propósitos.
Costumam ser práticos e têm senso de urgência. Se algumas vezes esses posicionamentos depõem contra o bom andamento dos processos ou comprometem o desempenho conjunto, é essencial que exista alguém no papel de líder, agindo como tal, no sentido de esclarecer de modo assertivo sobre os deveres, valores, objetivos e visão de futuro compartilhada, para que as partes estejam acordadas e cientes de suas obrigações.
Construir frentes de trabalho produtivas faz parte de um processo. Assim como as relações, que quando permeadas por trocas justas, amadurecem e dão bons frutos.
Waleska Farias
Bruno de Souza, profissional de Comunicação Digital, CEO do Blog Marketing Digital 2.0
Waleska Farias, Coach e Consultora de Gestão de Carreira e Imagem. Pós-graduanda em teoria psicanalítica (UVA). Graduada em comunicação social com especialização em relações públicas e marketing.


Expandir todos os 2
Sidnei Oliveira
Para deixar um comentário você precisa se identificar. Escolha um dos tipos de identificação abaixo:
Termos de uso | Comentários sujeitos a moderação
Marcos Martins Frota
As organizações se transformarão a partir da inclusão da geração y em seus quadros. Parabéns a todos pelo artigo.
Marcos Martins Frota
As organizações se transformarão a partir da inclusão da geração y em seus quadros. Parabéns a todos pelo artigo.
Cristianne Cestaro Valladares
O momento é absolutamente real de uma força jovem - diferente - que adentra o universo corporativo que ainda vive sob modelos enraigados ainda que exercitem c...
Cristianne Cestaro Valladares
O momento é absolutamente real de uma força jovem – diferente – que adentra o universo corporativo que ainda vive sob modelos enraigados ainda que exercitem constantemente novas roupagens de conceitos e de novas atitudes de fato. No entanto, sob outra geração.
Uma pressão se instala neste cenário para ambos os lados que na realidade podem muito se somar encontrando pontos de congruência e sob um exercício consciente – de ambos os lados – de uma necessária adaptação gradual paciente.
Não me parece ser diferente lidar com esta nova geração no âmbito familiar, residencial, no qual os pais procuram se ajustar a estes novos estímulos ou impetos que nasceram repentinamente sob o mesmo teto de duas gerações.
O que fazem os pais não seria a mesma tentativa dos líderes no mundo corporativo?
Li algo interessante nesses dias: “o bom desempenho de uma equipe é igual a soma das diferenças…”
Não adianta repelir, nao adiante mudar de empresa. O processo de ajuste parece-me de bom senso, em conjunto, de aceitação nestas justas somas do desigual.