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Cicatriz dói, mas ajuda!

Sidnei Oliveira

Lembra daquele momento em que você levava um tombo quando ainda era criança? Então, na maioria das vezes, você tinha certeza de algumas coisas:

1)   Cair machuca e dói muito.

2)   Uma bronca da mamãe ou do papai era inevitável.

3)   Ela trataria do machucado com um vidro de “cuspe do diabo”.

4)   O remédio ardia, manchava e vinha com uma pazinha pra cutucar o machucado.

5)   Uma cicatriz estaria lá para lembrar do acontecimento.

Conflitos – Quando interesses pessoais se desalinham

Sidnei Oliveira

Como é desagradável ter que lidar com conflitos! Seria perfeito se pudéssemos viver em um ambiente onde as pessoas estivessem sempre em harmonia. Certamente seria muito mais tranquilo e sereno. Poderia, inclusive, ajudar a aumentar a produtividade, pois temos a tendência de produzir melhores resultados quando estamos mais focados, e ninguém merece ter que produzir em uma atmosfera de pressão e confrontos.

Só que isso é uma utopia. Conflitos fazem parte da natureza humana e seguem algumas premissas:

Omissão – se dá pra não se envolver, por que fazer algo?

Sidnei Oliveira

E aquilo está lá, aguardando uma intervenção que altere a sua realidade, no entanto, nada acontece, tudo se mantém como está, nada muda, apenas o tempo que teima em continuar sua jornada, agindo no mesmo ritmo, segundo após segundo, consumindo aquilo que aguarda algum tipo de ação. Depois que uma quantidade suficiente de tempo se passa, inevitavelmente a realidade é alterada e nada mais pode ser feito para interferir, apenas aceitar.

Se “aquilo” for algo que afeta a sua vida, pode ser bastante difícil lidar com a nova realidade, pois o resultado provocado pela ação do tempo pode não estar nem um pouco alinhado com as suas expectativas. 

Frustrações – foco nas vitórias ou nas derrotas?

Sidnei Oliveira

Como é difícil absorver a tristeza resultante de uma expectativa não atendida. Parece que todo o esforço foi em vão, que foi desperdício de tempo. É uma sensação densa, pesada, que desmotiva, desanima e tira qualquer intenção de se movimentar novamente na direção da expectativa. Para sair dessa incômoda sensação, muitas vezes tentamos compensar através de estímulos que nos trazem algum tipo de prazer. Na verdade, com muita facilidade direcionamos toda energia, que antes estava na expectativa, para fontes de prazer. Um verdadeiro movimento de “fuga” motivado pela necessidade de obter algum retorno pelo esforço feito.

Popularidade – quantas curtidas você vale?

Sidnei Oliveira

É sempre assim… basta você postar alguma coisa no Instagram ou no Facebook. Assim que se confirma a publicação, uma força maior surge, impelindo você a olhar atentamente o número de curtidas, buscando intimamente algum tipo de aprovação de sua rede de contatos. É quase um reflexo, como aquele que temos ao passar diante de um espelho. Parece impossível não olhar!

A maioria das pessoas buscam muito mais que os “15 minutos de fama”. O importante é ter curtidas, não interessa de quem. Pode ser de alguém bem bacana e próximo, mas também serve a curtida daquela pessoa que você não sabe quem é; por que essa pessoa está na sua rede como “amigo” é um mistério que você não quer resolver, pois pode perder um “seguidor”.