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Germano Luders

Blog do Sidnei Oliveira

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Omissão – se dá pra não se envolver, por que fazer algo?

Sidnei Oliveira

E aquilo está lá, aguardando uma intervenção que altere a sua realidade, no entanto, nada acontece, tudo se mantém como está, nada muda, apenas o tempo que teima em continuar sua jornada, agindo no mesmo ritmo, segundo após segundo, consumindo aquilo que aguarda algum tipo de ação. Depois que uma quantidade suficiente de tempo se passa, inevitavelmente a realidade é alterada e nada mais pode ser feito para interferir, apenas aceitar.

Se “aquilo” for algo que afeta a sua vida, pode ser bastante difícil lidar com a nova realidade, pois o resultado provocado pela ação do tempo pode não estar nem um pouco alinhado com as suas expectativas. 

Frustrações – foco nas vitórias ou nas derrotas?

Sidnei Oliveira

Como é difícil absorver a tristeza resultante de uma expectativa não atendida. Parece que todo o esforço foi em vão, que foi desperdício de tempo. É uma sensação densa, pesada, que desmotiva, desanima e tira qualquer intenção de se movimentar novamente na direção da expectativa. Para sair dessa incômoda sensação, muitas vezes tentamos compensar através de estímulos que nos trazem algum tipo de prazer. Na verdade, com muita facilidade direcionamos toda energia, que antes estava na expectativa, para fontes de prazer. Um verdadeiro movimento de “fuga” motivado pela necessidade de obter algum retorno pelo esforço feito.

Popularidade – quantas curtidas você vale?

Sidnei Oliveira

É sempre assim… basta você postar alguma coisa no Instagram ou no Facebook. Assim que se confirma a publicação, uma força maior surge, impelindo você a olhar atentamente o número de curtidas, buscando intimamente algum tipo de aprovação de sua rede de contatos. É quase um reflexo, como aquele que temos ao passar diante de um espelho. Parece impossível não olhar!

A maioria das pessoas buscam muito mais que os “15 minutos de fama”. O importante é ter curtidas, não interessa de quem. Pode ser de alguém bem bacana e próximo, mas também serve a curtida daquela pessoa que você não sabe quem é; por que essa pessoa está na sua rede como “amigo” é um mistério que você não quer resolver, pois pode perder um “seguidor”.

Desapego – quando se perde o que nunca se teve

Sidnei Oliveira

Não importa qual é sua realidade social, financeira ou intelectual: quando se está conectado ao mundo de hoje, seja por uma força maior ou uma fraqueza menor, todos nós desenvolvemos uma filosofia que pode ser expressa na frase: “Eu desejo, preciso, quero e não posso viver sem”.

Gostamos de acumular coisas. Todos os tipos de coisas, belas ou estranhas, necessárias ou supérfluas, novas ou velhas, funcionais ou quebradas, caras ou baratas, úteis ou inúteis, não importa. Somos todos impelidos por um sentimento agregador que nos impede de simplesmente “passar adiante” qualquer coisa, como se fôssemos ficar mais “pobres e vulneráveis” por não ter mantido alguma coisa sob nosso controle.

Superficialidade – como saber muito pouco de muita coisa

Sidnei Oliveira

Estamos diante de um momento impressionante quando o assunto é informação. Nunca houve tanta fluidez de dados sobre qualquer assunto. Nada se compara à força transformadora que a internet promove ao disponibilizar globalmente todo tipo de informação de forma ilimitada. Contudo, isso trouxe um efeito colateral assustador: a superficialidade.

Diante de tantas possibilidades, vemos cada vez mais a informação sendo compartilhada de forma fragmentada e sintetizada, tornando muito raro o momento em que alguém se envolve com todo o conteúdo disponibilizado, mesmo que este seja fruto de grande pesquisa e contenha dados relevantes para quem se interessa pelo assunto abordado.

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