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Germano Luders

Blog do Sidnei Oliveira

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A incoerência desmotiva a geração Y

Sidnei Oliveira

Recentemente, presenciei um diálogo curioso entre um jovem com seu pai. A conversa era tensa e até mesmo rude, principalmente pelas palavras usadas pelo rapaz ao se referir a algumas atitudes de seu pai. Na maior parte do tempo, eu via o pai numa posição oprimida, diante das reclamações e críticas vindas de seu filho.

Incomodado com a situação, fiquei atento às palavras do jovem, afinal, aquele pai não conseguia finalizar nenhum argumento sem que fosse interrompido pelo jovem. Me chamou a atenção a inversão de valores, pois não é comum ver um ”veterano” receber tantas críticas e aceitar, sem reação, tantas agressões vindas de um jovem, principalmente quando se trata do próprio filho. 

A Geração Y quer crescer

Sidnei Oliveira

Muito tem se falado sobre as expectativas da geração Y. Institutos de Pesquisa aceleram seus trabalhos, psicólogos, antropólogos e sociólogos se dividem em opiniões divergentes.

Gestores ficam angustiados vendo seus esforços alcançarem poucos resultados favoráveis na gestão de suas equipes. Professores e Pais se confrontam, tentando apontar culpados por não entenderem os comportamentos de seus filhos e alunos.

Enquanto isso, encontramos os jovens literalmente lutando por experiências e desafios que possam dar significado para toda qualificação que receberam durante a vida.

Não falta competência ao jovem, falta maturidade

Sidnei Oliveira

Todos os gestores com quem converso trazem, em seus depoimentos, uma avaliação muito negativa sobre a competência do jovem profissional. Características como desengajados, desfocados e irresponsáveis são muito comuns e estabelecem um padrão profissional muito preocupante.

Buscamos jovens que se comprometam se envolvam com o trabalho. Que tragam ideias e promovam inovações, contudo, percebemos que algo está diferente. As prioridades dos jovens profissionais estão ligadas ao estilo de vida, por isso conseguimos ver com clareza apenas uma ambição extrema para alcançar posições mais privilegiadas e com remunerações cada vez maiores.

O que acontece realmente? O jovem profissional de hoje é incompetente?

Você quer mesmo mudar de emprego?

Sidnei Oliveira

Pronto, aconteceu… Você recebeu uma proposta para mudar de emprego e agora tem que tomar uma decisão. A ideia já havia passado por sua mente algumas vezes, quando a pressão estava muito intensa e seu chefe parecia não perceber.

Foi mais um daqueles momentos difíceis em que você, talvez em uma atitude de silenciosa vingança, chegou até a pensar em cadastrar seu currículo em um site de empregos, mas, sentindo-se um “traidor”, abandonou a ideia e decidiu apenas atualizar o seu perfil no Linkedin.

O jovem precisa de desafios para mostrar seu talento!

Sidnei Oliveira

As empresas estão procurando profissionais com iniciativa, que sejam jovens, empreendedores e autônomos. Contudo, na prática, elas têm se mostrado despreparadas para receber esses profissionais.

Se observarmos as principais características encontradas em candidatos de programas de “trainees gerenciais”, descobriremos jovens que: falam mais de um idioma, sendo o inglês fluente; possuem um elevado nível educacional, inclusive com especialização; são solteiros e pensam em ter apenas um filho, se vierem a se casar no futuro; mantêm uma excelente rede de relacionamentos distribuída por todo o planeta, inclusive em empresas concorrentes.

A ansiedade ainda vai te matar!

Sidnei Oliveira

Antes mesmo de terminar de ler o título, muitos acreditarão que já sabem tudo que estará escrito, e por isso, nem se darão ao trabalho de ler. O mais impressionante é que vários irão curtir e compartilhar, talvez querendo mostrar, em suas redes sociais, que são pessoas intelectualizadas e que fazem mais do que procurar incessantemente o ultimo post viral, aquele que trará mais curtidas e talvez até assunto para conversas superficiais.

A regra prioritária é o “agora”, se demorar, já não terá mais valor, aliás, a atual desvalorização das coisas é estupenda. Está difícil contar uma novidade para alguém. A menos que você tenha amigos que não se conectam com a mesma ferocidade sua.

8 atitudes que todo jovem potencial deve ter

Sidnei Oliveira

Já faz algum tempo que começamos a perceber uma transformação na forma como as pessoas compartilham e realizam suas atividades. O trabalho colaborativo ocupa cada vez mais espaço nas empresas, desafiando os profissionais a terem um perfil integrador, mantendo abertos todos os canais de conexão.

Isso exige do jovem algumas atitudes mais alinhadas com os objetivos da empresa em que trabalha, para que receba desafios coerentes com todo seu potencial e assim intensifique o desenvolvimento de sua carreira.

O jovem que pretende ser avaliado como potencial precisa desenvolver oito atitudes principais:

Empreender é realmente um caminho válido?

Sidnei Oliveira

Tenho observado diversas discussões vinculando o empreendedorismo ao jovem profissional, estabelecendo uma relação direta entre ambos os temas. Os principais argumentos são de que o jovem está mais disposto a “correr riscos” e, por ter mais intimidade com a tecnologia, possui mais facilidade em ter ideias diferentes e inovadoras. Além disso, por buscar mais intensamente uma relação de equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional, está mais inclinado a ser dono do próprio negócio. Reforçam esses argumentos as constantes histórias de jovens empreendedores que alcançaram sucesso, fama e fortuna depois que tiveram uma ideia simples para um aplicativo.

Ok! Fatos reais e argumentos válidos, mas absolutamente parciais, afinal, raramente é assim que as coisas acontecem. Na verdade, em todas as histórias de empreendedores de sucesso, há muitos momentos de escolhas difíceis, com sacrifícios pessoais em nome dos compromissos profissionais e pressão por parte dos clientes – os donos do negócio indiretamente.

E quando a culpa não é das estrelas?

Sidnei Oliveira

a culpa_estrelas

 

Imagine viver uma realidade completamente limitada por uma doença terminal. Agora, encontre um propósito e descubra formas de seguir esse objetivo mesmo com falta de recursos, com sofrimentos físicos reais e ainda assim conseguir encontrar maneiras de usufruir momentos de intensa felicidade, mesmo que por um tempo limitado, pois, como diz o escritor John Green em seu livro: Alguns infinitos são maiores que os outros”.

Lendo esse relato, você pode imaginar que se trata de uma mensagem de autoajuda barata, ou é apenas uma fantasia adolescente. Afinal, a realidade é mais difícil e seria muito improvável alguém viver dessa forma, principalmente porque uma doença terminal é um diagnóstico definitivo demais para trazer felicidade. A única coisa a se fazer é pôr a culpa nas estrelas.

Chega de atalhos! É hora de agir com estratégia!

Sidnei Oliveira

Talento. Essa força enorme que afirmam estar presente em todas as pessoas, mas que poucos conseguem acessar. É constantemente confundido com um superpoder capaz de eliminar qualquer barreira e trazer sucesso incontestável a quem o possui. Com esse tipo de pensamento, nos acostumamos a acreditar que pessoas com talento não precisam se preocupar com nada, pois a solução para o problema simplesmente irá surgir transpondo qualquer processo racional ou lógico.

Tal conceito é uma armadilha quando apresentado como uma explicação para o fracasso pessoal, pois retira toda e qualquer possibilidade de interferência sobre o próprio desenvolvimento individual, ou seja, o caminho é sempre mais fácil e simples para quem tem talento. 

Geração Cristal – Os seis minutos que paralisaram os jovens

Sidnei Oliveira

Aconteceu o que todos imaginavam. A hashtag #QUEROVERNACOPA, que assombrava a realização do maior evento do planeta, finalmente surgiu no lugar mais inesperado – a jovem seleção de Felipe Scolari.

Até o início da partida, era evidente a euforia com os recém-eleitos heróis, que agora tinham um motivo especial para vencer, afinal eles não estariam lutando apenas por uma taça de ouro, mas sim por um colega abatido no último jogo. Justamente o jogador de talento incomum, que nas partidas anteriores era a estrela do time. Vencendo o jogo seriam elevados a “semideuses” caminhando para o Olimpo da final da copa e nessa condição teriam apenas que concluir o torneio vencendo outro oponente, que talvez estivesse ali somente para completar o espetáculo de transformar os jovens jogadores em “deuses”.

Os Ys também envelhecem

Sidnei Oliveira

Estamos assistindo a uma verdadeira transformação nas relações humanas, provocada principalmente pelos paradoxos e pelas virtudes da geração de jovens que começa a dominar a sociedade. O mundo está ficando menor e cada vez mais diferente.

Os jovens de hoje sentem-se totalmente confortáveis trabalhando com pessoas de qualquer lugar do mundo, sem problemas ou dificuldades com a língua ou a origem étnica. Além disso, já é fato que pessoas de diversas idades estão adotando comportamentos e posturas atribuídas à Geração Y. Todos querem estar conectados e ser multitarefas. Candidatos a emprego procuram empresas com processos e horários mais flexíveis, onde possam conciliar suas vidas profissional e pessoal.

O jovem não pode, mas precisa falhar!

Sidnei Oliveira

Quando imaginamos todos os desafios que a realidade atual apresenta, fica bastante claro que é na atuação profissional da Geração Y que está a maior preocupação. Por isso o assunto é muito debatido hoje, principalmente por gestores nas empresas, que têm a missão de receber os jovens profissionais, com suas características, limitações e qualidades.

Contudo, a primeira impressão que temos é a de que as gerações estão vivendo um tempo de ruptura total, em que os mais velhos não entendem os jovens, que, por sua vez, os consideram absolutamente lentos e desconectados da realidade atual. O aumento da expectativa de vida contribui para a intensidade nos conflitos, pois existem mais gerações lutando por um lugar no mundo. 

O que os jovens querem?

Sidnei Oliveira

Atualmente, descobrir quais são as expectativas dos jovens se tornou um grande desafio para as gerações veteranas. Pais perdem a paciência com seus filhos, educadores sofrem com a insubordinação de seus alunos e gestores ficam perplexos diante da aparente falta de comprometimento e foco dos novos profissionais.

Estamos diante de um novo momento de ruptura comportamental, semelhante ao que se viu nos anos 1960-1970. Novos costumes culturais surgem com maior velocidade, e a adaptação constante é agora uma necessidade básica diante dos avanços tecnológicos.

Conectados, mas muito distraídos

Sidnei Oliveira

Estamos vivendo uma das maiores singularidades da história da humanidade. Nunca uma geração de jovens teve de disputar tanto por espaço na sociedade como a atual.

Já comentei aqui no blog alguns fatores que justificam esse momento: primeiro, o aumento da expectativa de vida, fruto de avanços na ciência e tecnologia, que permitiram o maior acesso a medicamentos e tratamentos para um número cada vez maior de pessoas.

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