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8 atitudes que todo jovem potencial deve ter

Sidnei Oliveira

Já faz algum tempo que começamos a perceber uma transformação na forma como as pessoas compartilham e realizam suas atividades. O trabalho colaborativo ocupa cada vez mais espaço nas empresas, desafiando os profissionais a terem um perfil integrador, mantendo abertos todos os canais de conexão.

Isso exige do jovem algumas atitudes mais alinhadas com os objetivos da empresa em que trabalha, para que receba desafios coerentes com todo seu potencial e assim intensifique o desenvolvimento de sua carreira.

O jovem que pretende ser avaliado como potencial precisa desenvolver oito atitudes principais:

Empreender é realmente um caminho válido?

Sidnei Oliveira

Tenho observado diversas discussões vinculando o empreendedorismo ao jovem profissional, estabelecendo uma relação direta entre ambos os temas. Os principais argumentos são de que o jovem está mais disposto a “correr riscos” e, por ter mais intimidade com a tecnologia, possui mais facilidade em ter ideias diferentes e inovadoras. Além disso, por buscar mais intensamente uma relação de equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional, está mais inclinado a ser dono do próprio negócio. Reforçam esses argumentos as constantes histórias de jovens empreendedores que alcançaram sucesso, fama e fortuna depois que tiveram uma ideia simples para um aplicativo.

Ok! Fatos reais e argumentos válidos, mas absolutamente parciais, afinal, raramente é assim que as coisas acontecem. Na verdade, em todas as histórias de empreendedores de sucesso, há muitos momentos de escolhas difíceis, com sacrifícios pessoais em nome dos compromissos profissionais e pressão por parte dos clientes – os donos do negócio indiretamente.

E quando a culpa não é das estrelas?

Sidnei Oliveira

a culpa_estrelas

 

Imagine viver uma realidade completamente limitada por uma doença terminal. Agora, encontre um propósito e descubra formas de seguir esse objetivo mesmo com falta de recursos, com sofrimentos físicos reais e ainda assim conseguir encontrar maneiras de usufruir momentos de intensa felicidade, mesmo que por um tempo limitado, pois, como diz o escritor John Green em seu livro: Alguns infinitos são maiores que os outros”.

Lendo esse relato, você pode imaginar que se trata de uma mensagem de autoajuda barata, ou é apenas uma fantasia adolescente. Afinal, a realidade é mais difícil e seria muito improvável alguém viver dessa forma, principalmente porque uma doença terminal é um diagnóstico definitivo demais para trazer felicidade. A única coisa a se fazer é pôr a culpa nas estrelas.

Chega de atalhos! É hora de agir com estratégia!

Sidnei Oliveira

Talento. Essa força enorme que afirmam estar presente em todas as pessoas, mas que poucos conseguem acessar. É constantemente confundido com um superpoder capaz de eliminar qualquer barreira e trazer sucesso incontestável a quem o possui. Com esse tipo de pensamento, nos acostumamos a acreditar que pessoas com talento não precisam se preocupar com nada, pois a solução para o problema simplesmente irá surgir transpondo qualquer processo racional ou lógico.

Tal conceito é uma armadilha quando apresentado como uma explicação para o fracasso pessoal, pois retira toda e qualquer possibilidade de interferência sobre o próprio desenvolvimento individual, ou seja, o caminho é sempre mais fácil e simples para quem tem talento. 

Geração Cristal – Os seis minutos que paralisaram os jovens

Sidnei Oliveira

Aconteceu o que todos imaginavam. A hashtag #QUEROVERNACOPA, que assombrava a realização do maior evento do planeta, finalmente surgiu no lugar mais inesperado – a jovem seleção de Felipe Scolari.

Até o início da partida, era evidente a euforia com os recém-eleitos heróis, que agora tinham um motivo especial para vencer, afinal eles não estariam lutando apenas por uma taça de ouro, mas sim por um colega abatido no último jogo. Justamente o jogador de talento incomum, que nas partidas anteriores era a estrela do time. Vencendo o jogo seriam elevados a “semideuses” caminhando para o Olimpo da final da copa e nessa condição teriam apenas que concluir o torneio vencendo outro oponente, que talvez estivesse ali somente para completar o espetáculo de transformar os jovens jogadores em “deuses”.

Os Ys também envelhecem

Sidnei Oliveira

Estamos assistindo a uma verdadeira transformação nas relações humanas, provocada principalmente pelos paradoxos e pelas virtudes da geração de jovens que começa a dominar a sociedade. O mundo está ficando menor e cada vez mais diferente.

Os jovens de hoje sentem-se totalmente confortáveis trabalhando com pessoas de qualquer lugar do mundo, sem problemas ou dificuldades com a língua ou a origem étnica. Além disso, já é fato que pessoas de diversas idades estão adotando comportamentos e posturas atribuídas à Geração Y. Todos querem estar conectados e ser multitarefas. Candidatos a emprego procuram empresas com processos e horários mais flexíveis, onde possam conciliar suas vidas profissional e pessoal.

O jovem não pode, mas precisa falhar!

Sidnei Oliveira

Quando imaginamos todos os desafios que a realidade atual apresenta, fica bastante claro que é na atuação profissional da Geração Y que está a maior preocupação. Por isso o assunto é muito debatido hoje, principalmente por gestores nas empresas, que têm a missão de receber os jovens profissionais, com suas características, limitações e qualidades.

Contudo, a primeira impressão que temos é a de que as gerações estão vivendo um tempo de ruptura total, em que os mais velhos não entendem os jovens, que, por sua vez, os consideram absolutamente lentos e desconectados da realidade atual. O aumento da expectativa de vida contribui para a intensidade nos conflitos, pois existem mais gerações lutando por um lugar no mundo. 

O que os jovens querem?

Sidnei Oliveira

Atualmente, descobrir quais são as expectativas dos jovens se tornou um grande desafio para as gerações veteranas. Pais perdem a paciência com seus filhos, educadores sofrem com a insubordinação de seus alunos e gestores ficam perplexos diante da aparente falta de comprometimento e foco dos novos profissionais.

Estamos diante de um novo momento de ruptura comportamental, semelhante ao que se viu nos anos 1960-1970. Novos costumes culturais surgem com maior velocidade, e a adaptação constante é agora uma necessidade básica diante dos avanços tecnológicos.

Conectados, mas muito distraídos

Sidnei Oliveira

Estamos vivendo uma das maiores singularidades da história da humanidade. Nunca uma geração de jovens teve de disputar tanto por espaço na sociedade como a atual.

Já comentei aqui no blog alguns fatores que justificam esse momento: primeiro, o aumento da expectativa de vida, fruto de avanços na ciência e tecnologia, que permitiram o maior acesso a medicamentos e tratamentos para um número cada vez maior de pessoas.

Cadê o meu mentor?

Sidnei Oliveira

Um dos exercícios que mais utilizo em minhas palestras e workshops, buscando despertar reflexões mais profundas, é pedir aos participantes que fechem seus olhos e pensem em alguma pessoa que, de alguma forma, tenha interferido de modo significativo em seus destinos. Procuro guiá-los no resgate de lembranças de seus mentores, aquelas pessoas que dedicaram tempo e energia para ajudá-los a se desenvolver. Gosto deste exercício por ter tudo a ver com o pensamento de Charles Handy em seu livro The Hungry Spirit : “A sociedade deveria tentar oferecer a cada jovem um mentor de fora do sistema educacional, alguém que tivesse grande interesse no desenvolvimento e progresso daquela pessoa.”

Manual de sobrevivência do novato

Sidnei Oliveira

Há um modelo de desenvolvimento para os jovens da Geração Y que é bastante significativo quando se busca o alinhamento com o mercado de trabalho, sendo um novato.

O novato que aceita sua condição de aprendiz logo descobre que precisa utilizar três premissas, que deveriam compor um Manual de sobrevivência do novato:

Pode deixar que eu sopro, filho!

Sidnei Oliveira

Chegou o dia de inaugurar o asfalto novo na rua. Depois de muito tempo sofrendo com terra e barro, finalmente ele teria a chance de andar de bicicleta por um piso livre de buracos e deformações.

Na nova realidade as manobras seriam mais arrojadas e com uma velocidade muito maior. As frustrações sofridas pelos constantes furos nos pneus de sua bicicleta, agora estavam com os dias contados.

A nova era da gestão – parte 3 – Trabalho Colaborativo

Sidnei Oliveira

Estamos no tempo do trabalho colaborativo, caracterizado pelo compartilhamento de ideias e informações entre os membros de um grupo com o intuito de alcançar resultados ligados a uma meta comum. Isso tornou-se possível quando os sistemas de comunicação e as bases de informações fizeram-se acessíveis a todos os profissionais, como acontece atualmente nas redes sociais.

A nova era da gestão – parte 2 – Trabalho Cooperativo

Sidnei Oliveira

Estamos há alguns anos vendo a transformação na gestão das empresas. Desde 1990, com o advento da reengenharia de processos, soluções foram apresentadas e métodos foram experimentados, mas nada foi mais efetivo que a crescente substituição do trabalho colaborativo por práticas cooperativas.

A nova era da gestão – parte 1 – Trabalho Coletivo

Sidnei Oliveira

Chega uma mensagem nova e você descobre que o final de semana será ocupado novamente por uma tarefa urgente: preparar o projeto para segunda-feira. Rapidamente, você percebe que está sozinho nessa missão, pois da forma que as tarefas estão distribuídas, você não pode contar com a ajuda de mais ninguém, afinal, o modelo de sua empresa está sedimentado em uma coletividade, na qual cada pessoa tem um papel com atribuições e responsabilidades distintas. Além disso, foi a você que o desafio foi confiado, pedir ajuda, recusar a tarefa ou mesmo falhar na entrega não são opções válidas, pois certamente irá “manchar” sua trajetória profissional.

Esse cenário está cada vez mais presente na rotina das pessoas, já que vivemos em um tempo no qual a tecnologia faz com que a “vida profissional” invada a “vida pessoal” sem nem mesmo pedir permissão. Quem nunca recebeu uma mensagem ou um telefonema em pleno domingo à tarde e optou por fazer o trabalho para ganhar tempo?

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