As duas versões do Espantalho | EXAME.com
São Paulo
Germano Luders
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As duas versões do Espantalho

Natalia Pasishnyk

Em setembro, a Chipotle, uma corporação de fast food que se posiciona como uma rede de restaurantes de comida fresca e natural, lançou um vídeo que virou viral e foi visto mais de sete milhões de vezes.  Nele, o Espantalho, principal personagem, se impressiona com as práticas de produção de carne, olhando como, por exemplo, um robô injeta algo verde num frango o que o faz expandir como um balão. Há várias mensagens e apelos embutidos nesse vídeo (há também um jogo) e, em geral, ele foi muito bem aceito e considerado inovador. Porém surgiram várias críticas de que as mensagens que se relacionam as práticas da Chipotle dificilmente podem passar por uma auditoria, caso haja uma. Logo após lançamento, a Funny or Die, site de videos engraçados, lançou a tal da versão honesta do Espantalho, substituindo apenas o texto da música que acompanha o vídeo. Assim, o mundo de “pura imaginação” virou um de “pura manipulação”, e a história do Espantalho virou uma “produção supercara” que serve “apenas para propaganda”.

Acho que é um belo exemplo de como tem que se pensar bem e de forma integrada antes de montar uma mensagem que trata dos assuntos relacionados à sustentabilidade, para não ser acusado em greenwashing. Abaixo estão as duas versões do Espantalho – a original e a “honesta”.

 

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