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Germano Luders
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Arquivo da tag: Motivação Social

Existe diferença entre felicidade e alegria ?!

Danilo España e Luah Galvão

Existe diferença entre felicidade e alegria ?! Você já parou pra pensar sobre isso ?!

Fomos questionados sobre o tema em entrevista recente sobre nosso projeto Walk and Talk - A volta ao mundo em busca da Motivação. O bate-papo foi tão interessante que resolvi escrever sobre o assunto.

Felicidade é um estado intrínseco, em geral associado ao bem-estar. Ela é perene, ligada a auto-confiança, serenidade, sensação de dever cumprido e um sentimento de paz interior. Seu significado não tem exatidão, a felicidade já foi tratada por inúmeros poetas, filósofos e artistas célebres que nunca chegaram a um concenso sobre sua definição. Como é ligada às emoções e as emoções são extremamente pessoais, cada um acaba conferindo sua própria tradução.

Já a alegria é um transbordamento da felicidade, está em geral ligada à um fato ou ação positivos. Se pensarmos em um gráfico, os momentos de alegria gerariam picos e a felicidade se manteria numa linha mais plana. A alegria está ligada ao êxtase, é uma manifestação visível da felicidade, ela nos liga divinamente ao momento presente nos conectando ao aqui e agora. A alegria conecta pessoas, abre portas e gera a empatia.

Não é necessário que essas emoções andem  juntas. Alguém pode ser feliz e não estar alegre em determinado momento e o contrário também é verdadeiro, pois muitos manifestam picos de alegria mas no fundo não estão exatamente felizes. Falamos também sobre o quanto nós brasileiros somos notariamente conhecidos no mundo como um dos povos mais alegres do planeta. Ao longo dos 2 anos viajando muitas portas se abriram pra nós pelo simples fato de sermos do Brasil. Temos essa característica como símbolo nacional, ao mesmo tempo isso nos confere uma certa ingenuidade, pois a alegria excessiva acaba sempre esbarrando na sensação de superficialidade. E aí vale lembrar que tudo nessa vida tem limite, o exagero se torna um movimento não verdadeiro e pega mal.

Não sei se já se questionou sobre como andam essas emoções em você. Acho que essa é uma reflexão válida pois a ativação e a manifestação de alegria e felicidade podem ser de boa serventia. A alegria e o bom humor por exemplo, podem transformar ambientes organizacionais, reuniões, entrevistas de emprego, negociações e até estimular parcerias. Como dissemos, a alegria é uma força que acima de tudo conecta e nos puxa para o presente momento, onde passado e futuro por ora são deixados de lado. Ambientes organizacionais dotados de descontração vem gerando excelentes resultados. Vide modelos adotados pelo Google, 3M do Brasil, entre outras consideradas em 2012 como “As melhores empresas para você trabalhar”.

Bill Hewlett (fundador da HP) disse assim: “Homens e mulheres desejam fazer um bom trabalho. Se lhes for dado o ambiente adequado, eles o farão”. Isso mostra que nossa busca é mesmo pelos ambientes mais saudáveis e sendo assim somos parte dessa transformação.

Já a felicidade quando impera no ambiente é um reflexo de contentamento, satisfação e dever cumprido por parte dos integrantes do grupo. A felicidade como base do clima acaba sendo uma fonte de inspiração e resultados mais positivos por sua própria característica.

Se você anda represando suas emoções verdadeiras de contentamento com medo da opinião alheia, vale a pena tentar usar essa manifestação como meio de conexão e de propagação de energia positiva – sempre bem vinda em todos os lugares. Lembrando que o equilíbrio pra tudo sempre é válido.

“O bom humor espalha mais felicidade que todas as riquezas do mundo. Vem do hábito de olhar para as coisas com esperança e de esperar o melhor e não o pior…” | Alfred Montapert

 Por Luah Galvão

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Extroversão não é Motivação!

Danilo España e Luah Galvão

O assunto Motivação está em pauta nos dias de hoje em mais lugares do que se pode imaginar e com a popularização do conceito, algumas abordagens incorretas acabaram surgindo. Já sabemos que quando uma mentira é dita 1000 vezes ela se torna verdade e pra não deixar que isso aconteça é bom esclarecermos um ponto muito importante: “Estar motivado não significa estar de bom humor. Pessoas engraçadas e divertidas não são necessariamente mais motivadas que as demais”.

Motivação envolve mais fatores do que um sorriso no rosto ou uma gargalhada, não tem a ver tampouco com liberação de endorfina no sangue (hormônio do prazer), como quando fazemos exercícios físicos ou sexo. Pessoas motivadas estão cientes de sua luta interna e externa por atingir um objetivo, estão envolvidas com tudo o que engloba o processo para transformar um sonho em realidade, a pessoa motivada tem a coragem de ser o que é, de aceitar seus talentos e reconhecer seus aspectos negativos a serem melhorados.

Em nossa viagem ao redor do mundo conversamos com pessoas das mais diversas nacionalidades, muitas extrovertidas e outras absolutamente introvertidas. Se fôssemos jugá-las pelo aparente estado de motivação teríamos cometido um grande erro, perguntar o que as motiva nos trouxe as mais inesperadas respostas. Caso contrário, um simples sorriso no rosto bastaria para dizer se alguém está motivado. Sim, o bom humor ajuda na motivação pois nos faz enxergar com mais clareza o lado positivo das situações, mas não é o único determinante.

A motivação deve ser conquistada, deve-se lutar para alcaçá-la e mais ainda para mantê-la. O que nos leva a crer que ela não é permanente e sim mutável, caminha junto com nossos novos sonhos, objetivos e inspirações. Muitos pensam que se não exteriorizarem seus sentimentos não estarão de fato sentindo. O mesmo conflito ocorre em relação a motivação, se não está dando pulos de alegria ou sorrindo não está motivado.

Os aparentemente sérios ou introvertidos podem estar caminhando de acordo com suas motivações, apenas se encontram mais focados em certas tarefas que lhes agradam e que não necessariamente agradam a maioria das pessoas. Exemplo de quem estuda física, química ou matemática, matérias que nem todo mundo ama, mas quem ama o faz com afinco. Os que curtem a paz, a tranquilidade, a leitura, o silêncio e por aí vai. Diversos artigos publicados falam sobre os potenciais dos que são mais introvertidos, citando gênios das ciências, das artes, da computação, etc.

Devemos deixar de julgar tanto os outros e lembrar que não temos que parecer felizes e contentes para estarmos motivados. Devemos nos preocupar com a real motivação, aquela que nos deixa plenos e nos dá a certeza que estamos trilhando o caminho correto.

Boa caminhada para todos nós e até a próxima!

Por Danilo España

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Seu sonho não é meu !!

Danilo España e Luah Galvão

Esses dias li uma entrevista do Roberto Shinyashiki que entre outras coisas falava sobre tomarmos cuidado para não vivermos o sonho dos outros … o assunto me chamou atenção, pois não é de hoje que venho notando que boa parte de nós tem mesmo vivido sonhos que não nos pertencem.

Antes de mais nada vale dizer que depois de mais de um ano viajando  percebo o quanto nós brasileiros somos mesmo um dos povos mais sonhadores do planeta e isso tem lá seus méritos. Através dos nossos sonhos criamos condições para prosperar, buscamos ferramentas para transformá-los em realidade e com isso acabamos sendo um dos povos mais criativos e empreendedores do mundo!! Até aí tudo lindo … mas como todo sonho pode ter sua parte de desilusão vamos dar uma espiada em outros lados desse fantástico mundo do imaginário …

Muitos de nós vivemos sonhos impostos através de pressão familiar ou meio social e acabamos sendo algo que os OUTROS idealizaram para nós!! Alguns estudam aquilo que os pais “ aconselharam” enquanto outros cuidam de negócios de família que não os seduzem, são “eleitos” para cargos que o meio impõe … enfim, realizações que acalentam outros corações que não os nossos!! Acabamos fazendo coisas sem o menor talento ou habilidade apenas para manter uma posição social ou não ter que dizer “NÃO”!! O tempo passa e uma desoladora falta de motivação nos atinge a alma … já ouviram falar que sem paixão não há motivação?! Então … é exatamente isso !! Viver o sonho que outros projetaram em nós não dá mesmo certo …

Outros ainda projetam nas habilidades alheias sua realidade e constrõem sonhos impossíveis, muitos vislumbram ser jogadores de futebol ou astros do rock quando nunca jogaram bola ou cantaram. Exageros à parte esse exemplo foi apenas para ilustrar a distância entre algumas realidades e sonhos projetados!!

Engraçado como muitos de nós estamos sempre de olho no “jardim do vizinho”, como se a grama alheia fosse sempre mais verde e o jardim sempre mais florido. O camarada olha pro lado e vê aquela “ roseira”  cheia de flores e logo pensa “que roseirão!!”, mas pode ser que olhando mais de perto só visse espinhos …

Digo sempre que todos os “jardins” são floridos; uns com margaridas, outros com cravos, lírios … o que importa é a gente regar essas “flores”, aí sim o jardim vai ficar bacana!! Parece que a habilidade alheia é sempre mais interessante, mais lucrativa, mais necessária … calma aí … habilidade é algo inato, pode ser que nunca tenhamos as “margaridas” do camarada ao lado mas temos os nossos “cravos” e é exatamente em cima deles que temos que pautar e construir os nossos sonhos, aí sim serão possíveis de concretizar!! Construir sonhos nos jardins alheios gera apenas frustração!!

Já é provado que sonhar “move”, nos tira do estado estático e nos põe avante mas nada mais legal que sonhar com dignidade. Sonhar o “nosso” sonho pra sermos aquilo que realmente desejamos ser, para termos aquilo que desejamos ter sem passer por cima dos sonhos dos demais … até porque sonhos obsessivos podem nos levar por caminhos menos éticos e mais violentos!

E já que o papo é sonhar espero que vocês caros leitores sonhem com algo que possam deixar como legado, sonhem com algo que amem fazer, sonhem com aquilo que seu coração realmente pulsa, não sonhem em apenas ter, sonhem primeiro em SER, ser alguém bom, justo e nobre de alma … com esses sonhos realizados os demais naturalmente virão!!

Por Luah Galvão

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Motivação social, verdade ou dependência?

Danilo España e Luah Galvão

Caro leitor, estamos no sétimo mês de viagem em nossa volta ao mundo e onde quer que tenhamos passado a pergunta “O que te motiva?” sempre exige uns segundos de reflexão antes de alguma resposta. É preciso mais do que uma simples palavra pra resumir algo tão complexo quanto a motivação humana. Mas uma boa conversa pode ser o começo de um entendimento.

Apesar de ouvirmos as respostas mais diversas, começamos a perceber que a motivação das pessoas que entrevistamos geralmente está atrelada a algum tipo de “contentamento social”, mas como assim?

Entre os fatores de motivação mais mencionados pelos entrevistados estão a família e o reconhecimento pelo trabalho. Nesses casos o impulso que nos leva a ação não partiria de nós mesmos, e sim de uma aprovação social“.

Colocar em primeiro plano vontades alheias e deixar de lado os nossos talentos cria uma conduta que não vai de encontro com a nossa verdade. Ao fazermos algo para agradar a família ou simplesmente para alcançarmos status podemos estar nos enganando e o preço a pagar pode ser alto demais, como insatisfação, estresse, depressão e até mesmo doenças.

Já ao seguirmos os nossos talentos, seja no trabalho ou na vida pessoal nossa alma se contenta, isso certamente traz resultados de motivação positivos para nós e para os que nos cercam. O coletivo sempre está envolvido em nossas reais motivações, mas deve ser apenas uma consequência pois é uma linha tênue que separa uma conduta Ética e Meritocrática do desencontro de nós mesmos.

Portanto a reflexão que fica é: tomarmos cuidado para não nos deixarmos levar pelas expectativas dos outros e acabar distantes de nós mesmos. O ideal é buscarmos atividades que nos entusiasmem por irem ao encontro dos nossos talentos, assim será a melhor maneira de contribuirmos para o meio em que vivemos, cada um oferencendo o que tem de melhor.

Esse era um fundamento helênico muito importante na formação do Homem Obra de Arte, desenvolver ao máximo seus talentos, não para buscar meramente a motivação, mas para encontrar o sentido de sua existência.

Por Danilo España e Luah Galvão

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