Apesar do relativo alívio com Europa, os investidores têm mostrado alguma preocupação com o crescimento global ao longo das últimas semanas. Os últimos dados econômicos da China sugerem, de fato, uma perda de ritmo: indústria, comércio e exportações vieram abaixo do consenso.
Mais que os números, as divulgações de China são um sinal de que a agenda dos investidores migra de uma preocupação de crise aguda para uma crise crônica. Neste caso, a volatilidade não deve mostrar o mesmo recuo dos últimos meses e o espaço para se repetir o rally recente é cada vez menor, ainda que a liquidez global se mantenha elevada.
Justamente por conta deste novo cenário, o SP500 mostra ao longo das últimas duas semanas sinais de alguma acomodação. A bolsa brasileira tem se estabilizado no patamar de 66 mil pontos no último mês. Sem espaço para grandes avanços no índice, os mercados devem ficar cada vez mais técnicos.


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Roberto Padovani
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