Grande parte da desaceleração econômica observada em 2011 está ligada a uma combinação entre restrições fiscais, a partir de 2011, aperto monetário em 2010 e aceleração inflacionária, principalmente após o choque de commodities ao final de 2010. Como resultado, o ritmo de criação de empregos vem sendo reduzido, da mesma forma que a renda real passou a crescer bem menos ao longo dos últimos dois anos. Para completar a perda de ritmo de crescimento local, o quadro de incertezas externas postergou decisões de consumo e investimento a partir do segundo semestre do ano passado.
Todos este fatores devem ser revertidos em 2012. O governo vem relaxando as políticas fiscal e, principalmente, monetária. A inflação, por sua vez, deve ser mais baixa. Finalmente, vai sendo afastado um quadro de colapso na Europa, ainda que fique cada vez mais claro um cenário de baixo crescimento ao longo dos próximos anos. Tudo considerado, a renda real deve mostrar trajetória de recuperação, ajudada pelo ritmo ainda favorável do crédito. As implicações são claras: o crescimento do comércio deve se acelerar e a indústria pode mostrar alguma retomada.



















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Roberto Padovani
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