Os investidores mostraram euforia em janeiro e fevereiro ao se confirmar um cenário de não-colapso financeiro e institucional na Europa. Esta euforia, no entanto, dificilmente poderia ter continuidade. O crescimento global continua fraco e a Europa ainda será fonte de ruídos por muito tempo.
Dadas as incertezas ainda presentes na economia global, o comportamento de preços a partir de agora deverá ser mais técnico que fundamental: na ausência de novidades econômicas relevantes nos próximos meses, os preços de ativos devem operar dentro de intervalos, com os investidores atentos a distorções de preços.
De fato, os mercados ajustaram os níveis de volatilidade a um ambiente de incertezas difusas ainda elevadas. O indicador VIX tem operado mais próximo ao nível de 20 que ao patamar de 15. Não apenas os indicadores recentes da economia norte-americana têm trazido frustração aos analistas, mas a Espanha continua mantendo a crise européia no radar. O CDS espanhol atingiu a máxima histórica, operando próximo a 500 bps, e há ainda muitos ruídos em relação à saúde dos bancos europeus.




















Roberto Padovani
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