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	<title>Muito Trabalho, Pouco Stress</title>
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		<title>Qual é a empresa em que você quer trabalhar?</title>
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		<pubDate>Sun, 05 May 2013 20:56:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Caldeira</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>A.D. era executivo com uma carreira brilhante, recém-chegado de vários anos no exterior, com desafios que permitiram a construção de uma trajetória de muito sucesso, com posições crescente e de destaque. Voltou para o Brasil para assumir uma posição de alta gestão em uma empresa com grandes perspectivas de crescimento e ganhos financeiros, sem contar com a satisfação da família, que finalmente retornava para casa. Menos de um ano após iniciar o novo desafio, sua saúde estava consumida por um ambiente insalubre e de alta desorganização, somado a um chefe tóxico, explosivo e centralizador. Pouco tempo depois, pediu demissão, abrindo mão de tudo o que lhe havia sido prometido, e que fez com que mudasse completamente sua vida.</p>
<p>A história acima é real e muito mais comum do que podemos imaginar. Prova disso é uma pesquisa recente sobre a <strong>“Empresa dos Sonhos dos Executivos”</strong>, realizada pela DMRH em parceria com a NextView People, com mais de 4100 gerentes seniores, diretores, VPs e CEOs do país, que traz algumas conclusões interessantes a respeito:</p>
<p><strong>1. As empresas mais desejadas para se trabalhar são Google,  Natura e Petrobrás.</strong><br />
Indiscutivelmente são marcas fortes, que agregam muito a qualquer currículo, mas cujo viés de atração pode ser muito diferente. O Google pode se destacar pela questão da inovação, da presença mundial, pela flexibilidade das horas de trabalho, por seus ambientes despojados; enfim, trata-se de um exemplo vibrante de criatividade, renovação e flexibilidade. Já a Natura tem um forte apelo pelo viés de produtos, por uma competente e muito bem posicionada plataforma de marketing, pela conexão com a sustentabilidade, pela imagem de respeito às pessoas e ao planeta. Já a Petrobrás é sinônimo de fontes de energia, de porte de empresa e oportunidades internacionais, bem como de concursos públicos disputados, o que significa segurança e estabilidade.<br />
São aspectos motivacionais diferentes, que cedo ou tarde serão confrontados com a realidade dos ambientes organizacionais destas empresas, podendo ser superados ou não em termos de expectativas.</p>
<p><strong>2. Equilíbrio entre qualidade de vida pessoal e profissional aparece no top 3 aspiracional dos executivos.</strong><br />
Itens como Identificação com o segmento de atuação (25%) ou Crescimento profissional e desafios constantes (16%) são comuns em levantamentos desta natureza. Mas o interessante é a posição, <strong>em 3º lugar, do item Equilíbrio entre vida pessoal e profissional, com 14% das menções (muito próximo do 2º lugar)</strong>. O tal equilíbrio, tão comentado e discutido nesta coluna sobre Trabalho e Stress, <strong>aparece à frente de itens como Desenvolvimento e aprendizado contínuos, Gestores inspiradores ou até mesmo Política de remuneração e benefícios</strong>.</p>
<p>E se sobrepuséssemos as duas conclusões acima, contrastando a imagem aspiracional das empresas dos sonhos com sua realidade em termos de políticas de equilíbrio entre trabalho e vida pessoal? O estudo não traz estas conclusões, mas certamente teríamos alterações significativas na ordem das empresas mais admiradas, possivelmente com a saída de algumas e entrada de outras não constantes no ranking das top 10 (as demais empresas que compõem a lista das top 10 são, na ordem: Unilever, Nestlé, Vale, Apple, General Electric, Odebrecht, Microsoft).</p>
<p>Mas o que isso significa, na prática, para o mercado de trabalho, para as empresas e seus executivos?</p>
<p><strong>1. Remuneração virou commodity. </strong><br />
Os profissionais querem, sim, ganhar bem, mas só isso não basta. É preciso que a organização ofereça chances de crescimento e desafios, ao mesmo tempo em que exista uma preocupação real com a sustentabilidade humana. Os executivos não são super-heróis (embora alguns ainda tentem posar como tal): todo mundo tem limites físicos e psicológicos, tem família e amigos, tem vida pessoal fora do trabalho. Levar em conta esses aspectos da vida fora do escritório torna o profissional mais equilibrado, mais produtivo quando no trabalho e, fator primordial na perspectiva das empresas, mais fiel à empresa.</p>
<p><strong>2. A verdade supera as informações da mídia e os rankings. </strong><br />
Com as redes sociais e o networking ativo nas relações empresariais, não basta a empresa divulgar uma imagem de ambiente inspirador e promotor de equilíbrio. É preciso comprovar isso com politicas estruturadas, diagnósticos e planos de ação que embasem o combate ao stress e promovam a qualidade de vida, sem abrir mão de resultados.  O boca a boca sempre supera o marketing, para o bem ou para o mal. E a falta de alinhamento entre o projetado como imagem e a cultura real da organização pode trazer sérios impactos na questão da retenção (e atração) de talentos.</p>
<p><strong>3. Não existe empresa ideal. </strong><br />
A pesquisa aponta que, enquanto a geração Y tem uma empresa “dos sonhos” para trabalhar, quase metade dos executivos mais experientes não acredita que possa encontrar tudo em um único lugar. A questão é quanto do sonho está sendo substituído por realidade ou por ceticismo. Outro aspecto é o da duração das relações entre empresas e executivos. Se o foco é somente nos resultados de curto prazo, aumentam as chances de executivos ingressando nas organizações pautados apenas por uma relação de ganho financeiro e foco imediato na entrega, sem planeamento real de longo prazo. Isso pode significar baixo nível de comprometimento com o futuro da empresa, decisões estratégicas nocivas a médio prazo e turnover alto. Como trazer para a pauta uma discussão aprofundada sobre visão de 5 ou 10 anos e planos de carreira com um cenário de panela de pressão corporativa onde a vida pessoal não é considerada?</p>
<p><strong>4. Ambição, status e carreira tem que encontrar um ponto de equilíbrio com a vida pessoal. </strong><br />
Com o aumento da competitividade dentro e fora das empresas, globalização e onda crescente de M&amp;A, mobilidade do trabalho com as tecnologias móveis e pressão crescente por resultados, as empresas exigem cada vez mais de seus gestores. Mas o limite é tênue entre a produtividade a qualquer custo, com foco no curto prazo, e a sustentabilidade humana dentro das organizações, que privilegia tanto os resultados empresariais como os efeitos individuais na saúde e vida pessoal.</p>
<p>Planejamentos de Carreira, Melhores Empresas para Trabalhar, Empresas dos Sonhos dos Executivos e tantas outras práticas da Gestão de Talentos. Nada disso se sustenta sem políticas que levem em conta as pessoas e sua vida pessoal. Isso vale para A.D., citado no início deste artigo, para você, sua empresa e seus maiores talentos. Hoje, amanhã ou daqui a menos de um ano.</p>
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		<title>Trabalho, Stress e Executive Search?</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Apr 2013 23:30:44 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Na semana passada anunciei para o mercado profissional a <strong>criação de uma unidade de Executive Search em minha empresa</strong>. Ao lado de serviços de consultoria estratégica e oferta de metodologias de diagnóstico e gestão de stress e produtividade, apresentamos nossa nova empresa, a <strong>Proposito Executive Search</strong>.</p>
<p>Ao longo de meus mais de 20 anos de carreira executiva, sempre trabalhei pela <strong>valorização de talentos </strong>e, de maneira informal, recomendei perfis executivos para empresas, encaminhei CVs para diferentes oportunidades e atuei como “source” de grandes empresas de search do Brasil, ajudando na indicação de perfis executivos.</p>
<p>Ao informar o mercado de forma geral, algumas empresas me perguntaram se foco da empresa não ficaria difuso, ou mesmo <strong>o que gestão de trabalho e stress tem a ver com search de talentos estratégicos</strong>. A resposta é uma só: <strong>absolutamente tudo</strong>.</p>
<p>Um estudo recente do Hay Group atesta que <strong>mais de ¼ ou exatos 27% dos colaboradores de empresas que não possuem politicas adequadas de suporte ao equilíbrio entre a vida profissional e a pessoal pretendem mudar de emprego nos próximos dois anos</strong>. Para as empresas percebidas como preocupadas com a questão do equilíbrio, o mesmo número é de 17%, o que significa um turnover potencial 50% menor (a favor das políticas que prezam pelo equilíbrio entre trabalho e stress).</p>
<p>Quando levamos em consideração os custos de reposição para as empresas , sejam eles mensuráveis (recrutamento e seleção, treinamento, % de novos colaboradores que não permanecem após 3 meses, entre outros) ou não (reputação abalada, dificuldade de retenção e atração de talentos, curva de aprendizado até que os novos talentos realizem suas funções com maestria etc.), não é difícil perceber o <strong>tamanho da conta corporativa para as empresas que ainda não se deram conta da importância da gestão adequada de talentos, produtividade e stress</strong>.</p>
<p>A mesma pesquisa aponta que 39% dos executivos declaram ter muita dificuldade em equilibrar vida pessoal com profissional, contra 32% em 2011, o que significa um crescimento de 20% sobre a base anterior em apenas 12 meses. As reclamações mais frequentes são relacionadas com o volume de trabalho, pelo fato de das empresas exigirem dos profissionais múltiplas funções, já que as equipes estão mais enxutas. É a <strong>cultura do “mais por menos” (mais trabalho com menos pessoas), que logo pode significar “menos por mais”(menos produtividade e mais stress).</strong></p>
<p>Iniciativas como home offices ou uso aumentado de tecnologias tem se provado pouco eficazes, pois a médio prazo a produtividade é afetada tanto pela ausência de suporte do grupo como pelo uso descontrolado de tecnologias, que ao invés de colaborar com a produtividade, acabam se tornando barreiras, quando usadas em excesso ou de forma inadequada.</p>
<p>Outro aspecto interessante da pesquisa diz respeito ao grau de atratividade de talentos. <strong>Colaboradores das empresas que possuem políticas de equilíbrio percebem seus empregadores como mais capacitados para atrair talentos novos e diferenciados, bem como mais capazes de satisfazê-los com suas propostas de remuneração </strong>(uma diferença de quase 50% a mais quando comparada com o universo de empresas que não possuem tais políticas). Tanto na perspectiva de quem já está na empresa, como de quem pode ser atraído para ali trabalhar, o ganho de reputação e lealdade é evidente.</p>
<p>As <strong>empresas que não percebem esta realidade ou perdem seus talentos para o stress, por conta do burnout, ou para o mercado, pois estes profissionais tendem a procurar ambientes menos tóxicos</strong>, que oferecem um composto melhor de condições de trabalho, reconhecimento, remuneração e equilíbrio entre vida profissional e pessoal.</p>
<p>As mudanças enfrentadas pelas empresas e profissionais são inúmeras: mercados mais competitivos, fusões e aquisições, mobilidade do trabalho com as novas tecnologias, mais volume e horas dedicadas ao trabalho. Mas <strong>um aspecto permanece inalterado: a importância da sustentabilidade humana. </strong></p>
<p>Para os profissionais, por conta de sua saúde, vida pessoal e produtividade no trabalho. </p>
<p>Para as empresas, pela necessidade de apresentar resultados consistentes (com o auxílio de políticas adequadas de equilíbrio entre trabalho e vida pessoal), bem como pela importância estratégica de atrair e reter seus talentos.</p>
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		<title>Com que roupa eu vou?</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Apr 2013 18:52:48 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Estou lendo um livro muito interessante: The Happiness Advantage, do Shawn Achor. Professor de Harvard por mais de 10 anos, Achor é um dos grandes estudiosos da Psicologia Positiva, e muito do que ele prega mundo afora pode ser aplicado &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2013/04/15/com-que-roupa-eu-vou/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou lendo um livro muito interessante: <em>The Happiness Advantage</em>, do Shawn Achor.</p>
<p>Professor de Harvard por mais de 10 anos, Achor é um dos grandes estudiosos da Psicologia Positiva, e muito do que ele prega mundo afora pode ser aplicado ao nosso dia-a-dia executivo, com <strong>relação direta com os temas de gestão de stress e produtividade.</strong></p>
<p>Um dos pontos que chama a atenção, logo no inicio, é sobre a <strong>importância da convivência com amigos e família em momentos de stress intenso</strong>, relacionados ou não ao trabalho, como forma de combater o isolamento e diminuir as chances de depressão. Difícil de colocar em prática quando pensamos na carreira, pois quanto mais trabalhamos e ficamos estressados, menos tempo dedicamos para as pessoas que estão ao nosso lado. Mas faz todo sentido. Quem já passou do ponto no trabalho de forma séria, sabe como é se sentir desconectado da família e dos amigos, e como o ciclo pode se tornar vicioso e perigoso.</p>
<p>Outro ponto importante levantado é que o <strong>stress no ambiente de trabalho se espalha como aquele tipo de fumaça inalada por fumantes passivos</strong>. Ou seja, de forma imperceptível o seu nível do stress, o de seu colega ou, principalmente o do chefe, influencia diretamente no ambiente da empresa, nos humores e reações de todos. No caso dos líderes, isso é ainda mais relevante, por sua influência nas politicas das empresas e na cultura organizacional, por normalmente servirem de exemplo para os demais e também pelo fato de que os gestores tendem a interagir com um número maior de pessoas todos os dias. Somamos a isso o fato de que trabalhadores infelizes (por conta de chefes estressados, por exemplo) faltam mais ao trabalho por motivo de doença: em média 15 dias a mais por ano do que os demais. Ou seja, os efeitos da fumaça tóxica do stress podem ser nefastos para a produtividade nas empresas. </p>
<p>O autor traz também o conceito da Linha Losada, pesquisa que atesta que <strong>é preciso 2,90 interações positivas para cada negativa para se construir um time de sucesso</strong>. De novo, vemos claramente as influências de reações positivas ou negativas nas pessoas e no ambiente.</p>
<p>Em meus workshos e palestras, sempre falo sobre o fenômeno da cabeça e alma presas, que é quando trabalhamos tanto que, nos poucos momentos em casa com a família ou com os amigos, não conseguimos desconectar dos assuntos do escritório. Shawn Achor fala sobre este tipo de comportamento, relatando que <strong>muitos executivos julgam o tempo livre como algo improdutivo, seja com hobbies ou mesmo com a família</strong>. Alguns chegam ao cúmulo de calcular o quanto poderiam estar ganhando se estivessem cobrando alguém por aquele tempo&#8230;</p>
<p>Mas nem tudo é sombra ou agonia. O argumento principal do livro está justamente na importância da ótica positiva em relação às nossas vidas. <strong>Especificamente sobre o trabalho, três aspectos-chave são cruciais para construirmos satisfação e sustentabilidade: prazer, engajamento e significado</strong>. Precisamos ter prazer com o que fazemos, seja pelo resultado, aprendizado ou remuneração. Precisamos estar engajados com os desafios, com a empresa e seus objetivos, com o que queremos construir conjuntamente. E precisamos de significado, de propósito. Isso significa que o trabalho tem que fazer sentido no caminho de longo prazo que estamos construindo para nossas carreiras e nossas vidas.</p>
<p>E por que isso é importante? Antes de mais nada, porque se estivermos felizes com o trabalho, passaremos a maior parte das horas de nossos dias de forma mais satisfeita. Mas também porque <strong>a felicidade pode melhorar nossa saúde física, e nos fazer trabalhar de forma mais rápida, produtiva e criativa</strong>. Está cientificamente provado que emoções positivas geram a produção de dopamina e serotonina, que geram bem-estar, e também ativam os centros de aprendizado de nossos cérebros.</p>
<p>Isso explica o sucesso de certos programas de qualidade de vida com os chamados <strong>espaços de descompressão</strong>. Para as empresas que realmente estimulam seu uso, e cuja iniciativa não tem ligação somente com divulgação interna ou externa, todas as vezes que os colaboradores usam estes espaços ao fazerem uma pausa estratégica, geram bem-estar e um pouco de felicidade interna, e por consequência se tornam mais propensos à criatividade e à inovação.</p>
<p>Dentro da mesma abordagem, a pesquisadora Amy Wrzesniewski atesta que <strong>podemos ver o trabalho como um simples emprego, uma etapa de carreira ou um chamado</strong>. Só depende da nossa própria perspectiva, independente de posição hierárquica (Amy relata ter encontrado médicos que tinham apenas um emprego, e zeladores que viviam seu chamado). Daí a ideia central proposta no livro: encontrar a perspectiva certa e construtiva para que possamos viver uma vida mais plena, mais satisfatória.</p>
<p>Para que isso ocorra profissionalmente, devemos <strong>pensar no trabalho de uma forma diferente, começando com uma simples lista dos aspectos que fariam com que outras pessoas quisessem ter a nossa posição</strong>. Parece até uma prática tola, mas tem fundamento. Em primeiro lugar, porque <strong>somos treinados sempre para desenvolver um olhar para o negativo</strong>: os erros nas provas, os problemas no texto, a falta de condução lógica em um argumento, a celulite, a roupa que não combina. O foco está sempre no menos, no feio, no imperfeito, na falha. E acabamos levando essa forma de pensar e agir para nossas vidas, e para o trabalho. Vemos, com muita clareza, o que não está bom: acho que não ganho o suficiente, meu chefe não me escuta, o ambiente da empresa não é bom, a burocracia impera e assim por diante. Tudo isso gera grande propensão ao stress, que pode gerar sintomas ligados com depressão ou falta de saúde física, bem como casos mais sérios ligados ao abuso de álcool e remédios.</p>
<p>Portanto, além do lado bom do trabalho atual, devemos <strong>registrar três coisas boas que aconteceram no dia, todos os dias</strong>. Isso mesmo, <em>todos os dias</em>. Como uma espécie de combate ao negativismo e ao olhar excessivamente crítico, temos que desenvolver o olhar mais positivo, mais construtivo, mais leve. Jogo do contente? Até pode ser, mas pare para pensar em como a carga é negativa à sua volta em relação a críticas e apontamentos depreciativos e até que ponto esse não passou a ser também o seu próprio tom pessoal.</p>
<p>Para tentar construir uma atitude mais positiva, eis algumas dicas:</p>
<p>1. <strong>Meditar</strong>: parar um pouco, nem que sejam 10 minutos por dia, para refletir e criar uma pausa individual, de silêncio interior;<br />
2. <strong>Ansiar por alguma coisa que vai te fazer bem</strong>: uma viagem, um final de semana romântico, uma partida de futebol com os amigos, vale qualquer coisa. Desde que a vibração seja de antecipação e otimismo;<br />
3. <strong>Realizar atos conscientes de gentileza, todos os dias</strong>. Gentileza gera gentileza, diz o ditado, e também gera bem-estar interior;<br />
4. <strong>Irradiar boas energias ao seu redor</strong>: traga para o ambiente do trabalho pequenos elementos que gerem boas lembranças e relaxamento, ajudando no combate ao stress;<br />
5. <strong>Praticar exercícios</strong>: de novo, a endorfina e seus efeitos, em você mesmo e no ambiente que ajuda a criar;<br />
6. <strong>Gastar dinheiro com significado</strong>: ao invés de compras fúteis, gaste com um bom jantar, uma viagem, um presente ou uma bela surpresa para alguém que você gosta;<br />
7. Por fim, <strong>lembre-se, diariamente, de suas fortalezas</strong>, daquilo que faz você ser uma boa pessoa e um bom profissional. Lembre, reflita e vibre neste tipo de atitude.</p>
<p>A escolha é diária e pessoal: <em>que tipo de atitude e identidade você vai vestir hoje?</em></p>
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		<title>Se a gente já sabe, por que não faz alguma coisa a respeito?</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Apr 2013 16:55:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Caldeira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há algumas semanas, estava dando um workshop sobre equilíbrio entre vida pessoal e profissional para um grupo de presidentes de empresas. No meio da programação, quando estávamos discutindo a fundo todas as dificuldades enfrentadas por quem trabalha muito (cada vez &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2013/04/07/se-a-gente-ja-sabe-por-que-nao-faz-alguma-coisa-a-respeito/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há algumas semanas, estava dando um workshop sobre equilíbrio entre vida pessoal e profissional para um grupo de presidentes de empresas. No meio da programação, quando estávamos discutindo a fundo todas as dificuldades enfrentadas por quem trabalha muito (cada vez mais) e tem pouco tempo para a vida pessoal (cada vez menos), eis que um dos presentes diz, em alto e bom som, ao mesmo tempo em que olhava para a tela de seu <em>Blackberry</em>:</p>
<p><em>“A gente já sabe disso tudo. Por que não vamos logo para a conclusão?”</em></p>
<p>Respiro, aguardo, não respondo e sigo em frente, aguardando o momento certo.</p>
<p>Com os modelos mentais estabelecidos da idade adulta, normalmente aprendemos pouco e aplicamos o aprendizado menos ainda. Tendemos a ler sem praticar, ouvir sem escutar, testemunhar sem refletir sobre o que estamos vivendo e fazendo com nossas vidas. E o trabalho, que ocupa uma parte significativa de nosso tempo, cabeça e esforços, pode colaborar para um estado de <strong>existência vendada</strong>, caso nosso foco esteja somente no dinheiro, na promoção, na caixa de mensagens ou na rotina ensandecida que não damos conta.</p>
<p>Precisamos desenvolver a capacidade de trabalhar a <strong>altitude e a atitude em nossas rotinas</strong>. A <em>altitude </em>é o olhar de cima, ou a partir da perspectiva interna. Diz respeito ao nível de consciência com o qual estamos vivendo nossas vidas, o significado de nosso trabalho, as metas que estabelecemos para nós mesmos, o nosso grau de autoconhecimento, o que queremos construir, não só em termos de patrimônio, mas em termos de existência, de legado. A <em>atitude </em>é o quanto de disciplina aplicamos para tentar viver a altitude. É a iniciativa para construir, transformar e dominar nossas escolhas, para viver uma vida mais plena, e mais consciente.</p>
<p>Como o tal presidente no meu workshop disse <em>“já sabemos disso tudo&#8230;”. </em></p>
<p>Mas se sabemos, por que não agimos? Se temos o conhecimento, por que precisamos ser lembrados? Se sabemos que somos viciados nos smartphones, por que não os desligamos quando chegamos em casa? Se nos olhamos no espelho e vemos que estamos comendo demais e nos exercitando de menos, por que não tomamos uma atitude? Se percebemos que estamos trabalhando o tempo todo e perdendo o vínculo emocional com quem mais amamos, por que não tentamos resgatar o diálogo ou pedimos ajuda? Se nos sentimos exaustos por dormir cada vez menos por que seguimos tomando remédios ou levando trabalho para casa, e constantemente atrapalhamos nosso próprio sono? Se não damos conta de tudo o que temos para fazer no dia-a-dia do escritório, por que nos sabotamos perdendo tempo no cafezinho, nas redes sociais ou não terminando o mais importante no expediente normal, para depois ter que ficar até mais tarde ou trabalhar no final de semana? Poderia seguir com inúmeros outros exemplos, mas acho que já passei a mensagem. </p>
<p>E como chamar este tipo de comportamento? Se sabemos disso tudo, o nome só pode ser <strong>auto sabotagem</strong>. Se não percebemos nada disso, <strong>falta de autoconhecimento</strong>.</p>
<p>E não tem jeito: consciência é reflexo tanto de autoconhecimento como de disciplina. Em outras palavras, é preciso se esforçar para enxergar a si mesmo, como um primeiro passo, para então se esforçar ainda mais para começar a mudar, para buscar o equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional. </p>
<p>Na busca do equilíbrio, precisamos de <strong>Consciência, Cuidado e Presença</strong>. <em>Consciência </em>para entender e se dar conta de nossas rotinas, nossas escolhas e as razões de nossa ansiedade, angústia ou falta de perspectiva na sequencia interminável de 2as feiras que podemos estar vivendo. <em>Cuidado</em>, neste contexto, significa a atenção que temos que ter conosco, com nossa vida pessoal, com nossa saúde e espiritualidade. E <em>Presença</em>? Presença é a consciência sendo colocada em prática de forma recorrente, diária. Nos entregáveis do trabalho, na rotina inebriante da correria e do pouco tempo até para respirar, nas consequências de nossas escolhas. E presença também se aplica às nossas relações com os outros, com quem amamos: significa prestar atenção, desligar o celular, ouvir e querer entender, conversar sem fazer mais nada ao mesmo tempo, dar a importância que queremos receber quando a situação é oposta&#8230;</p>
<p>Mas já sabemos disso tudo, não é mesmo? E por que não colocamos em prática?</p>
<p>Porque é muito difícil. A era do muito nos engole e cria um piloto automático. Muito trabalho, muito trânsito, muita tecnologia, muita informação. Foco no externo, no fazer, no ter. </p>
<p>Mas sabemos que a vida é mais do que isso, tem que ser mais do que isso. Me refiro a temas cruciais de nossas vidas, mas que paradoxalmente quase não temos tempo para vivê-los: nossa saúde, família, amigos, sentimentos, crescimento pessoal e espiritual. </p>
<p>O desafio real é conciliar estes dois mundos, e colocá-los na mesma direção. <strong>Prosperar no trabalho e na vida pessoal. </strong></p>
<p>Voltando para a pergunta do tal presidente no meu workshop, um pouco adiante na minha fala, retomei a pergunta dele, e disparei como uma metralhadora giratória. Se sabemos, por que não agimos, não exercemos, não vivemos? Derramei uns bons cinco minutos de provocações e argumentos para o grupo, sem parecer que a resposta era individual. Logo em seguida, ele largou o Blackberry e começou a me ouvir. Consciência, cuidado e presença ao lado dele na sala. Mais alguns minutos e ele estava anotando, participando, colaborando. Espero que esteja até hoje, em sua vida e escolhas. </p>
<p>Como vimos, não basta saber. É preciso agir, com consciência, disciplina e atenção. Lembrando que não existem atalhos ou fórmulas mágicas. O esforço é tão grande quanto o do trabalho, ou até maior. </p>
<p>Mas a recompensa, esta não tem comparação.</p>
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		<title>Um ano de Exame.com: escolhas, argila e o tempo</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Mar 2013 18:57:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Caldeira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Nesta semana, completo meu primeiro aniversário como colunista de Exame.com. Neste primeiro ano, abordei diversos temas relacionados ao desafio do equilíbrio entre vida profissional e profissional, diretamente relacionados a trabalho e stress, prioridades e escolhas e assuntos sobre os quais &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2013/03/18/um-ano-de-exame-com-escolhas-argila-e-o-tempo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nesta semana, completo meu primeiro aniversário como colunista de Exame.com.</p>
<p>Neste primeiro ano, abordei diversos temas relacionados ao desafio do equilíbrio entre vida profissional e profissional, diretamente relacionados a trabalho e stress, prioridades e escolhas e assuntos sobre os quais todo mundo que trabalha muito, assim como eu, experimenta diariamente nos dias de hoje.</p>
<p>Nestes primeiros 12 meses, escrevi cerca de 40 textos sobre diferentes temas, exclusivamente para Exame, pensando nos desafios e na realidade dos profissionais do mundo de hoje. Temas relacionados ao <strong><span style="text-decoration: underline;">comportamento</span></strong>, como Procrastinação, Disciplina e Gestão da vida pessoal,</p>
<p>Vício na tecnologia, Executivos e a culpa, Escolhas e caminhos profissionais, Mulheres profissionais. Textos sobre o <strong><span style="text-decoration: underline;">universo profissional</span></strong>, tais como Workaholics, Rotinas massacrantes, Limites profissionais, VPL profissional, Administração de tempo, Planejamento de carreira, Asseio e Organização profissional. Reflexões sobre o <strong><span style="text-decoration: underline;">corpo físico e a saúde</span></strong>, como</p>
<p>Exercícios físicos, Falta de sono e Somatização. Opiniões sobre a importância do <strong><span style="text-decoration: underline;">lado emocional</span></strong> dos executivos, tais como Vida em família, Vício no trabalho, Exemplos para os filhos, Síndrome do pânico, Motivação para o trabalho, Remuneração emocional. Sem esquecer de uma perspectiva ampliada sobre a nossa rotina atual e o que estamos pretendendo com tudo isso sob uma ótica maior, de <strong><span style="text-decoration: underline;">cunho espiritual</span></strong> (mas laico), em textos como Passagem do tempo, Sustentabilidade humana, Piedade patrocinada, Felicidade no trabalho.</p>
<p>Olhando para este período, sinto orgulho do que produzi e das reações dos leitores de todo o Brasil (e até de fora), bem como por colaborar um pouco com o inicio de um processo de conscientização maior sobre o que estamos fazendo com nossas carreiras e vidas pessoais.</p>
<p>A palavra “carreira” vem do Latim <em>carrus</em>, e significa <em>veículo com rodas</em>. Já a palavra “lazer” vem do Latim <em>licere</em>, que significa <em>se permitir</em>. Analisando estas palavras e nossa realidade atual, fica claro que estamos claramente priorizando a velocidade sobre rodas, e nos permitindo cada vez menos.</p>
<p>E por quê?</p>
<p>Dinheiro é uma ótima compensação pelo trabalho, mas uma péssima razão para trabalharmos, especialmente se isso significa suprimir o que queremos construir como seres humanos, com a alma, como parte da barganha. O executivo moderno pode estar, em muitos casos, preso pelo dinheiro, pela corrida contra o tempo. Isso traz um pedágio sério: uma vida interior estéril, um senso de humanidade atrofiado, a sensação de criatividade anulada ou desvalorizada. Se não prestarmos atenção, cada vez mais ficaremos prisioneiros do fazer e do ter; por consequência, distantes do sentir e do ser.</p>
<p>Joseph Campbell, o grande especialista americano em mitologia, chamou isso de “o rapto da vida, o sequestro de estar vivo”.</p>
<p>São dois os grandes medos que nos acompanham na vida: o medo do fim, da morte, e o medo de não viver como devemos, como podemos &#8211; o receio de não atingir o nosso potencial pleno como seres humanos. Como comparar o tamanho disso com o dinheiro que nos preocupamos em ganhar todos os meses ou com a carreira que queremos construir somente para ter sucesso e o respeito dos outros?</p>
<p>A abordagem moderna de modelos de carreira pressupõe a resolução de problemas: queremos escapar da pobreza, do ridículo, do tédio. Queremos prosperar, crescer, ter sucesso e admiração dos outros. Queremos nos ocupar. Isso nos movimenta no dia-a-dia, nos guia em nossas semanas, meses, anos. Mas tudo isso pode criar uma postura defensiva, em nível profundo, na qual esperamos escapar, no final das contas, do trabalho como um todo. Queremos algo maior, um significado espiritual para tudo o que estamos fazendo, mas não temos tempo. Como não conseguimos resolver a questão, acabamos buscando o alívio na fuga, no escape, que pode ser sob a forma de mais trabalho, de desconto na comida, de excessos no álcool, entre outros mecanismos. Se enxergarmos o trabalho como uma mera forma de resolver problemas pontuais e mesmo como mecanismo de fuga, seguiremos vivendo para os finais de semana. E, com o tempo, nos tornaremos estranhos de nós mesmos, tal a correria da vida atual.</p>
<p>Não adianta dizer que é assim mesmo, que trabalhamos em empresas que têm este tipo de cultura. Não podemos permitir que nos tornemos argila na mão dos outros.</p>
<p>Não há nada de errado em trabalhar para ganhar mais dinheiro. Mas, depois de um tempo, a alma precisa de mais. Tem gente que usa a desculpa de que precisa proporcionar uma boa vida para sua família. Mas, paradoxalmente, estes profissionais nunca estão com a família por conta do excesso de trabalho e pelo compromisso com o tal padrão de vida.</p>
<p>Como é possível dedicarmos tudo o que temos de melhor, todos os nossos esforços mentais e físicos para o trabalho, e poder construir qualquer tipo de hábito construtivo ligado à vida em família e ao lazer? Você não vai chegar em casa e se sentir subitamente criativo se passou mais um dia se acabando no trabalho. Não vai ter forças para dar atenção para sua família, não vai ter vontade ou condições de construir uma vida de equilíbrio, que inclusive vai ajudar na sua performance profissional, se não cuidar de si mesmo, de sua vida pessoal.</p>
<p>Temos, todos nós, que adotar a disciplina como estrada para a liberdade. A mesma disciplina onipresente que usamos para o trabalho deve estar presente também na vida pessoal. Tempo para si mesmo, nem que sejam 10 minutos diários para meditar, rezar ou refletir sobre sua vida. Tempo de qualidade com sua família ou amigos, sem celular na mão, sem prestar atenção na TV ou em qualquer outro device tecnológico. Tempo para exercícios físicos pelo menos duas vezes na semana, para você cuidar de seu corpo e oxigenar sua cabeça. Tempo para ler um bom texto ou livro, que não tenha relação com seu trabalho e que permita a mudança do canal cerebral, o reset do modo de piloto automático workaholic.</p>
<p>Tudo passa rápido. Estes 12 meses de Exame.com passaram muito rápido. Assim como a vida, que está passando, prestemos atenção a isso, ou não.</p>
<p>Lembre-se: <em>Depois que o jogo termina, tanto o rei como o penhor vão para a mesma caixa. </em></p>
<p>(Provérbio italiano)</p>
<p>PS: Abaixo, a relação dos textos destes primeiros 12 meses de Exame.com, com os respectivos temas e links. Obrigado pela companhia e audiência.</p>
<p>Exercícios físicos<br />
<a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2013/03/10/voce-e-membro-da-aama/">http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2013/03/10/voce-e-membro-da-aama/</a></p>
<p>Procrastinação<br />
<a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2013/02/24/eu-procrastino-tu-procrastinas/">http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2013/02/24/eu-procrastino-tu-procrastinas/</a></p>
<p>Disciplina e gestão da vida pessoal<br />
<a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2013/02/13/voce-conhece-a-eu-corp/">http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2013/02/13/voce-conhece-a-eu-corp/</a></p>
<p>Vida em família<br />
<a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2013/01/30/ferias-na-africa-ou-licoes-para-a-vida/">http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2013/01/30/ferias-na-africa-ou-licoes-para-a-vida/</a></p>
<p>Passagem do tempo<br />
<a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2013/01/17/epcot-center-2043/">http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2013/01/17/epcot-center-2043/</a></p>
<p>Amor pelo trabalho<br />
<a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2013/01/09/voce-pagaria-para-trabalhar/">http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2013/01/09/voce-pagaria-para-trabalhar/</a></p>
<p>Resoluções de ano novo<br />
<a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/12/20/espelho-espelho-meu/">http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/12/20/espelho-espelho-meu/</a></p>
<p>Vício na tecnologia<br />
<a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/12/02/o-que-a-tecnologia-e-uma-torta-de-chocolate-tem-em-comum/">http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/12/02/o-que-a-tecnologia-e-uma-torta-de-chocolate-tem-em-comum/</a></p>
<p>Workaholics<br />
<a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/11/19/uma-vida-que-se-chama-trabalho/">http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/11/19/uma-vida-que-se-chama-trabalho/</a></p>
<p>Rotinas massacrantes<br />
<a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/11/12/rotina-zumbi/">http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/11/12/rotina-zumbi/</a></p>
<p>Limites profisissionais<br />
<a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/10/28/joe-labor-e-a-capa-da-exame-desta-quinzena/">http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/10/28/joe-labor-e-a-capa-da-exame-desta-quinzena/</a></p>
<p>VPL profissional<br />
<a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/10/22/seu-vpl-profissional/">http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/10/22/seu-vpl-profissional/</a></p>
<p>Vício no trabalho<br />
<a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/10/10/voce-e-um-workaholic/">http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/10/10/voce-e-um-workaholic/</a></p>
<p>Falta de sono<br />
<a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/09/24/tenho-que-trabalhar-mas-estou-com-sono/">http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/09/24/tenho-que-trabalhar-mas-estou-com-sono/</a></p>
<p>Máscaras corporativas<br />
<a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/09/18/voce-usa-mascara-corporativa/">http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/09/18/voce-usa-mascara-corporativa/</a></p>
<p>Síndrome de 2ª feira<br />
<a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/09/10/segunda-feira-eu-comeco/">http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/09/10/segunda-feira-eu-comeco/</a></p>
<p>Sustentabilidade humana<br />
<a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/09/02/sustentabilidade-humana/">http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/09/02/sustentabilidade-humana/</a></p>
<p>Amar o seu trabalho<br />
<a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/08/19/a-estrada-e-a-paisagem/">http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/08/19/a-estrada-e-a-paisagem/</a></p>
<p>Executivos e a culpa<br />
<a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/07/31/executivos-e-a-culpa/">http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/07/31/executivos-e-a-culpa/</a></p>
<p>Escolhas e caminhos profissionais<br />
<a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/07/19/o-que-voce-diria-para-voce-mesmo-se-tivesse-10-anos/">http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/07/19/o-que-voce-diria-para-voce-mesmo-se-tivesse-10-anos/</a></p>
<p>4 Ps do stress no trabalho<br />
<a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/07/10/os-4-ps-do-stress-no-trabalho/">http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/07/10/os-4-ps-do-stress-no-trabalho/</a></p>
<p>Faz de conta que não somos estressados<br />
<a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/07/02/jogo-do-faz-de-conta/">http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/07/02/jogo-do-faz-de-conta/</a></p>
<p>Stress: somatização e ameaças à sociedade<br />
<a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/06/24/stress-problema-seu-da-sua-empresa-e-de-toda-a-sociedade/">http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/06/24/stress-problema-seu-da-sua-empresa-e-de-toda-a-sociedade/</a></p>
<p>Saber curtir a família e se desligar do trabalho<br />
<a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/06/10/do-power-point-para-o-power-ranger/">http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/06/10/do-power-point-para-o-power-ranger/</a></p>
<p>Uso de celular e respeito aos outros<br />
<a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/05/31/seu-celular-sua-produtividade-e-sua-educacao/">http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/05/31/seu-celular-sua-produtividade-e-sua-educacao/</a></p>
<p>Administração de tempo<br />
<a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/05/24/voce-e-dono-do-seu-tempo/">http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/05/24/voce-e-dono-do-seu-tempo/</a></p>
<p>Planejamento de carreira<br />
<a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/05/16/para-onde-voce-esta-conduzindo-sua-carreira/">http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/05/16/para-onde-voce-esta-conduzindo-sua-carreira/</a></p>
<p>Exemplos para os filhos<br />
<a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/05/08/exemplos-para-os-nossos-filhos/">http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/05/08/exemplos-para-os-nossos-filhos/</a></p>
<p>Síndrome do pânico<br />
<a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/05/03/trabalho-x-panico/">http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/05/03/trabalho-x-panico/</a></p>
<p>Asseio e organização profissional<br />
<a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/04/27/fio-dental-corporativo/">http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/04/27/fio-dental-corporativo/</a></p>
<p>Mulheres profissionais<br />
<a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/04/24/mulheres-executivas-competentes-e-estressadas/">http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/04/24/mulheres-executivas-competentes-e-estressadas/</a></p>
<p>Motivação para o trabalho<br />
<a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/04/20/seu-trabalho-e-suas-meias/">http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/04/20/seu-trabalho-e-suas-meias/</a></p>
<p>Viagens de avião a trabalho<br />
<a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/04/15/aerostress/">http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/04/15/aerostress/</a></p>
<p>Remuneração emocional<br />
<a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/04/11/remuneracao-emocional/">http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/04/11/remuneracao-emocional/</a></p>
<p>Trainees e a pressão da carreira<br />
<a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/04/08/geracao-limao/">http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/04/08/geracao-limao/</a></p>
<p>Sindrome de abstinência e o celular<br />
<a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/04/02/viciados-em-tecnologia/">http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/04/02/viciados-em-tecnologia/</a></p>
<p>Piedade patrocinada<br />
<a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/03/30/piedade-patrocinada/">http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/03/30/piedade-patrocinada/</a></p>
<p>Felicidade no trabalho<br />
<a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/03/26/felicidade-no-trabalho/">http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/03/26/felicidade-no-trabalho/</a></p>
<p>Muito Trabalho, Pouco Stress<br />
<a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/03/20/muito-trabalho-pouco-stress/">http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/03/20/muito-trabalho-pouco-stress/</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Você é membro da AAMA?</title>
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		<pubDate>Sun, 10 Mar 2013 23:28:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Caldeira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Trabalho e Stress]]></category>
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		<description><![CDATA[- Bom dia, gostaria de falar com o Senhor Carlos. - É ele mesmo. Quem é? - Olá, Senhor Carlos. Como tem passado? - Desculpe, estou com pressa. Quem está falando? - Queremos agradecer por sua colaboração e doação. - &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2013/03/10/voce-e-membro-da-aama/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Bom dia, gostaria de falar com o Senhor Carlos.</p>
<p>- É ele mesmo. Quem é?</p>
<p>- Olá, Senhor Carlos. Como tem passado?</p>
<p>- Desculpe, estou com pressa. Quem está falando?</p>
<p>- Queremos agradecer por sua colaboração e doação.</p>
<p>- Que colaboração??</p>
<p>- Senhor Carlos, atitudes como a sua justificam nossa existência, crescimento e prosperidade.</p>
<p>- Ehr&#8230; desculpe, mas não lembro para quem doei alguma coisa ultimamente.</p>
<p>- Mas, Senhor  Carlos, o senhor agora é nosso Gold Member.</p>
<p>- Eu sou? Desde quando?</p>
<p>- Acaba de receber seu upgrade. Seu status era Silver desde 2009, mas agora o senhor foi promovido. Afinal, já faz quase 10 anos que é nosso associado.</p>
<p>- Mas&#8230; como assim?</p>
<p>- Seus pagamentos,  mensalidades, semestralidades, suas promessas. Tudo isso justifica nossa existência e nos deixa profundamente agradecidos, afinal seus cheques e cartões de crédito são infalíveis, antônimos de sua disciplina.</p>
<p>- Vocês tem os dados do meu cartão de crédito?</p>
<p>- Sim, senhor, número&#8230;</p>
<p>- Não precisa me dizer. E que história é essa de disciplina?</p>
<p>- Sua atitude, ou a falta dela, Senhor  Carlos. Sem membros como o senhor, com sua participação e generosidade, não poderíamos existir. Sem o seu peso, real e de consciência, não seríamos motivo de aspiração e pagamento. </p>
<p>- O que é que tem o meu peso a ver com isso??</p>
<p>- Seu peso é uma das principais causas para seus rompantes, sempre passageiros, mas que são a base, o gatilho, a essência de nosso alcance internacional.</p>
<p>- Estou confuso&#8230;.vocês estão em outros países?</p>
<p>- Sem dúvida. Somos, atualmente, uma das maiores organizações do século 21. Estamos presentes em todos os países do planeta, em todas as empresas, na grande maioria dos lares. Tudo isso graças a profissionais como você, que tanto trabalham.</p>
<p>- Mas o que meu trabalho tem a ver com vocês? Eu já trabalhei para vocês??</p>
<p>- Não, o senhor trabalha para as empresas que lhe dão emprego. Mas, todos os anos, colabora conosco de forma infalível.</p>
<p>- Realmente não consigo lembrar de como&#8230;</p>
<p>- O Senhor se dedica tanto ao seu trabalho, não é mesmo?</p>
<p>- Verdade.</p>
<p>- Quase sempre come além da conta, até para descontar a ansiedade.</p>
<p>- Bem&#8230; não é sempre&#8230;</p>
<p>- E volta e meia exagera na bebida.</p>
<p>- Como é que você sabe?</p>
<p>- Senhor Carlos, sabemos que o senhor usa toda a sua força de vontade e disciplina para a carreira.</p>
<p>- E&#8230;?</p>
<p>- E jamais para cuidar da sua saúde de forma disciplinada.</p>
<p>- O que é que minha saúde tem a ver com tudo isso?</p>
<p>- O senhor não se matriculou novamente na academia na semana retrasada e pagou o semestre adiantado?</p>
<p>- Escute, como é que você sabe tanto sobre a minha vida?</p>
<p>- E, de novo, foi duas vezes e não apareceu mais?</p>
<p>- Vocês andam me espionando?</p>
<p>- E fica zangado quando o pessoal do trabalho tira onda de como o senhor havia dito que, neste ano, mudaria tudo em sua vida?</p>
<p>- Com quem você andou falando lá da turma do escritório? Isso é trote?</p>
<p>- Senhor Carlos, só entramos em contato para lhe agradecer, mais uma vez, por sua doação e participação&#8230;</p>
<p>- De uma vez por todas, de onde é que você está falando? Que tipo de organização é essa??</p>
<p>- Somos da AAMA, senhor Carlos, e estamos ligando para todos os nossos Gold Members. Como o senhor fez esta doação recente, não podíamos deixar&#8230;</p>
<p>- AAMA??? Que doação? Vou chamar a polícia!!</p>
<p>- Calma, senhor Carlos. A AAMA valoriza muito o seu apoio&#8230;</p>
<p>- De uma vez por todas, o que é essa tal de AAMA???</p>
<p>- AAMA: Associação dos Amigos Mantenedores de Academias, Senhor Carlos. O senhor tem sido um doador infalível todos estes anos, nos permitindo ganhar sem trabalhar, prosperar sem ter que prestar serviços, crescer sem se incomodar.</p>
<p>- &#8230;</p>
<p>- Sua satisfação é muito importante para nós. Gostaríamos de que avaliasse nosso atendimento e &#8230;</p>
<p><em>O ferro enferruja com a falta de uso; a água perde sua pureza se estagnada, e, em tempo frio, congela; idem para a falta de ação e seus efeitos no vigor da mente. </em></p>
<p>(Alfred North Whitehead)</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Eu procrastino, tu procrastinas&#8230;</title>
		<link>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2013/02/24/eu-procrastino-tu-procrastinas/</link>
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		<pubDate>Sun, 24 Feb 2013 22:46:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Caldeira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[6h15, toca o alarme. Aperto o botão “Soneca”: mais nove minutos. Toca de novo, não acredito que já passaram os tais minutos. Soneca mais uma vez, mais nove minutos. Na terceira vez, desligo o alarme e reprogramo para as 8h00, &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2013/02/24/eu-procrastino-tu-procrastinas/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>6h15, toca o alarme. Aperto o botão “Soneca”: mais nove minutos.<br />
Toca de novo, não acredito que já passaram os tais minutos.<br />
Soneca mais uma vez, mais nove minutos.<br />
Na terceira vez, desligo o alarme e reprogramo para as 8h00, afinal não sou de ferro.<br />
Preciso dormir um pouco mais, tenho trabalhado demais.<br />
Amanhã juro que começo a academia, de novo.</p>
<p>Levanto 8h15, sono ainda maior, mas já estou atrasado.<br />
Que preguiça de começar o dia.<br />
Talvez no caminho do trabalho eu possa tirar sangue para aquele exame que estou chutando para frente, há tempos.<br />
Pensando bem,  hoje não. Deve ter uma tremenda fila. Outro dia eu vou, quando as coisas estiverem mais calmas.</p>
<p>Banho, café, passada de olhos pelo jornal. Tudo correndo.<br />
Chego no trabalho, bom dia pra todos.<br />
Tomara que o Pedro da Qualidade não venha aqui de novo com aquele report.<br />
Putz, a Marina está olhando para cá, com cara de quem quer vir falar sobre o relatório.<br />
Melhor eu fingir que estou ocupado analisando alguma coisa no computador.<br />
Não deu certo, ela levantou e está vindo para cá.<br />
Vou pegar o telefone e fingir que estou falando com alguém.<br />
Bingo.<br />
Funciona sempre.</p>
<p>Novo e-mail do pessoal do Marketing pedindo meu parecer sobre o lançamento do novo produto.  Haja paciência.<br />
Sei que faz uma semana que prometi que entregaria no dia seguinte, mas&#8230;<br />
Meu MSN tá piscando, a Lúcia perguntando como foi meu jantar ontem.<br />
Vinte minutos depois, o telefone toca.<br />
Dessa vez, de verdade.<br />
É o cliente novo do Sul, querendo a atualização do seu cronograma.<br />
Anoto em um pedaço de papel para me lembrar depois.<br />
11h05, estou atrasado para a reunião de comitê.<br />
Lembro do que escrevi no Facebook ontem e fico curioso para ver se alguém comentou ou curtiu. Uma olhada só não mata ninguém&#8230; </p>
<p>Chego vinte minutos atrasado na reunião.<br />
Preguiça dessa pauta.  Por que tanto detalhamento?<br />
Depois de um tempo, dou uma olhada nas minhas mensagens da caixa pessoal no I-Phone. Preciso de um café.</p>
<p>A reunião termina no meio da tarde.<br />
De novo, comemos sanduíches.<br />
Agora tenho algumas horas para terminar a apresentação para o diretor da empresa amanhã de manhã.<br />
Chego na mesa, deixo minhas coisas e vou até o banheiro.<br />
Na volta, passo no café e vejo que o pessoal está reunido, falando do jogo de hoje à noite.<br />
Tem também um bolo de chocolate que sobrou do aniversário de alguém do Setor de Compras. </p>
<p>Uma hora depois, chego na minha mesa.<br />
Começo a mergulhar no Power Point e fazer todos os ajustes, mas já está na hora de sair para o jantar com aquele prospect.<br />
Jantar, vinho, conversa, risadas.<br />
Acho que vai dar negócio.<br />
Alguém quer sobremesa?<br />
Quero um petit gateau, pois o dia foi longo demais para eu passar.<br />
Devia, ao menos, ter ido para a academia.</p>
<p>Chego em casa 23h30, exausto e morrendo de sono.<br />
Café e banho para acordar, pois tenho que fazer a tal apresentação de qualquer jeito.<br />
O termo é bem esse: de qualquer jeito.<br />
Faço o que dá para conseguir terminar, pois já são 2h30 e tenho que dormir, para poder fazer uma defesa minimamente decente amanhã cedo.<br />
Aliás, que preguiça de acordar cedo, de ter que trabalhar, de ter que fazer essa apresentação. Vou colocar o despertador para um pouco mais tarde&#8230;</em></p>
<p>Criei a crônica acima ao terminar de ler <em>The Procrastination Equation</em>, escrito por uma autoridade no assunto, o Dr. Piers Steel. Basicamente, ele explica que a procrastinação, mal que afeta a grande maioria dos seres humanos (e muitos, muitos profissionais), tem sua base em três variáveis-chave: expectativa, valor e tempo.</p>
<p>Expectativa é o que esperamos que aconteça e a importância que damos a isso. É pouco importante? Vai ser muito difícil? Acho que não vou conseguir? Melhor adiar&#8230;</p>
<p>Valor é o que a tarefa representa. Não gosto disso? Espero um retorno baixo depois de fazer o que deve ser feito? Talvez eu deixe para amanhã&#8230; </p>
<p>Ambos são afetados pelo tempo que temos para concluir uma tarefa ou terminar alguma coisa. O deadline está longe? Tenho que entregar depois de amanhã? Depois eu faço&#8230;</p>
<p>E tudo isso é diretamente proporcional a um tipo especial de comportamento: a impulsividade. A neurociência explica seu efeito de forma clara: a procrastinação ocorre quando o sistema límbico, que regula nossas vontades e instintos, domina a córtex pré-frontal, responsável pela razão, pelo controle e pelo planejamento, e estabelece o imediato como mais importante. Com um detalhe importante:  a córtex pré-frontal pode ser inibida por drogas, bebidas, remédios, bem como exaustão e stress. Por isso, se quero me manter produtivo e cumprir com meus deadlines, melhor manter o equilíbrio e cuidar com meus hábitos.</p>
<p>Com a vida moderna, estamos cercados de distratores, idem no escritório. Por isso, eis algumas dicas interessantes do Dr. Steel para melhorar a produtividade no trabalho e diminuir a procrastinação: </p>
<p>1. Acabe com as distrações no seu computador (apesar de poder ter esta finalidade, seu PC não é um casino, um ponto de encontro, um strip club, um shopping ,ou uma sala de cinema);<br />
2. Desconecte a internet quando quiser produzir;<br />
3. Desligue sons que indiquem novas mensagens de e-mail;<br />
4. Sempre tenha senhas para os comunicadores instantâneos (nunca deixe o login como automático);<br />
5. Arrume sua mesa (a sensação de organização ajuda, e diminuem as chances de distração quando você encontra alguma coisa que não estava procurando);<br />
6. Crie multas para si mesmo se não cumprir com seus deadlines (e faça doações reais dessas multas para uma instituição de caridade).</p>
<p>Temos todas as desculpas possíveis para adiarmos o que deve ser feito: a tecnologia, o acúmulo de trabalho, a natureza humana, o tédio, os excessos, o piloto automático.</p>
<p>Mas a verdade é que podemos escolher: asseio ou bagunça, disciplina ou desleixo, equilíbrio ou mais stress, planejamento ou caos. </p>
<p>Sem nunca esquecer do imponderável da vida. </p>
<p>Pois, como disse Dwight Eisenhower, <em>planos são inúteis, mas planejamento é essencial. </em></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Você conhece a Eu Corp?</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Feb 2013 22:02:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Caldeira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Terminei um livro muito interessante na semana passada, The Cubicle Manifesto – Change the way you work and reinvent your life, de Mainak Dhar, que me deu a ideia para este texto. Você se orgulha de sua carreira profissional? Coloca &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2013/02/13/voce-conhece-a-eu-corp/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Terminei um livro muito interessante na semana passada, <em>The Cubicle Manifesto – Change the way you work and reinvent your life</em>, de Mainak Dhar, que me deu a ideia para este texto.</p>
<p>Você se orgulha de sua carreira profissional? Coloca seu trabalho em primeiro plano, e todo o resto vem depois? Você se esforça no escritório, se debruça e se dedica, sacrificando todos os outros aspectos de sua vida pessoal por conta da carreira?</p>
<p>Pois saiba que você pode ser um péssimo gestor.</p>
<p>Isso mesmo, um péssimo gestor. Todos nós, de forma consciente ou não, somos gestores de uma organização que foi criada ao mesmo tempo em que começamos nossas carreiras, quando conquistamos nosso primeiro emprego, quando começamos a trilhar o caminho da ascensão profissional, do crescimento e das conquistas ligados ao mundo do trabalho.</p>
<p>Mas que organização é essa? Eu tenho a minha, você a sua, e vemos, todos os dias, nossos colegas de trabalho administrarem as deles.</p>
<p>Me refiro à EU Corp, a organização da minha (ou da sua) vida pessoal. </p>
<p>A Eu Corp deve ser tão bem administrada quanto a carreira e a vida profissional pois, a médio e longo prazo, é a resposta para todos os segredos de sustentabilidade, felicidade, sucesso pleno e satisfação com as escolhas profissionais de hoje.</p>
<p>Como conheço muito bem a minha, vou descrevê-la um pouco a seguir.<br />
Procure, ao ler as próximas linhas, pensar no paralelo da sua.</p>
<p>O Presidente da minha Eu Corp sou eu mesmo, obviamente. Trata-se de um cargo vitalício, mas que, em alguns momentos da carreira, tive que pedir licença e afastamento temporário, pois o trabalho me tomava todo o tempo, e simplesmente esqueci que tinha vida pessoal, bem como outras esferas individuais para prestar atenção.</p>
<p>Os principais acionistas da Eu Corp são a minha família: minha mulher e meus dois filhos são os acionistas majoritários, com poderes especiais para quase me demover do cargo, convocar reuniões extraordinárias e realizar <em>due dilligences </em>capazes de me testar ao limite. Minha mãe e meus irmãos são acionistas muito importantes, meu pai terá sempre um assento <em>in memorian </em>no Conselho; meus amigos e família ampliada também detém uma parcela importante das ações. </p>
<p>A matriz ou quartel-general da Eu Corp está localizada na minha casa, onde grande parte das reuniões, deliberações e discussões filosóficas, verbais ou silenciosas, acontecem. Minha chácara é uma filial importante, onde de tempos em tempos fazemos encontros e vivências estratégicas. Mas a sede utilizada todos os dias, para todas as ações, gestões de crise e reações de guerrilha é o meu corpo. Corpo este que frequentemente precisa de uma geral por conta do stress do trabalho, e que já esteve à beira de fechar para balanço, em dado momento da minha carreira.</p>
<p>O planejamento estratégico da Eu Corp é pautado por minhas prioridades e escolhas como pessoa e profissional: até onde quero ir, como pretendo equilibrar meu tempo pessoal com a carreira, qual minha intenção de preservação da sede da empresa (meu corpo, no caso) para suportar as exigências crescentes do mercado.<br />
A pauta estratégica eterna da Eu Corp é repensada e rediscutida constantemente: tempo para mim mesmo e para aqueles com quem me importo versus tempo somente para o meu trabalho e minha carreira, possibilidades x escolhas, escolhas x responsabilidades. </p>
<p>As áreas Comercial e de Marketing da Eu Corp tem relação direta com o que visto e como me percebo, com meu grau de energia e concentração, em como me porto e me posiciono com os outros, em como me sinto e me comunico com o público externo, seja ele minha família, meus amigos e colegas de trabalho, ou mesmo meu chefe.</p>
<p>A área de Sistemas de TI é a responsável por minha saúde: as baixas de energia, os ataques de <em>hackers</em>, os vírus e mensagens nocivas, a sobrecarga de informações e dados. Tudo isso tem relação direta com minha autoestima, meus índices de cortisol e adrenalina, meus níveis de colesterol, triglicerídeos, glicose e todos os outros testes que podem simplesmente gerar quarentena ou até mesmo o fechamento compulsório da Eu Corp.</p>
<p>A área de Pesquisa &amp; Desenvolvimento é crucial para a organização. Nela reside meu autoconhecimento, minha disposição em crescer como pessoa (o que reflete diretamente na minha carreira profissional) e a arte de conhecer melhor minhas motivações e desafios, que influenciam diretamente no planejamento estratégico da Eu Corp.</p>
<p>O Datacenter já passou por alguns maus bocados: no caso, meu cérebro. Excesso de informações, trabalho até mais tarde, finais de semana sacrificados, pouco sono, muito café, exigência no limite por conta do trabalho. Cheguei a ter problemas de <em>back-up </em>que ameaçaram seriamente a performance da Eu Corp, mas felizmente acionei um plano de contingência a tempo, para poder estruturar, cuidar e monitorar de forma mais equilibrada o coração dos dados da organização.</p>
<p>Falando em coração, este órgão é o grande responsável pelo fluxo de caixa da Eu Corp. Sem fluxo de caixa ou coração saudável, nada feito. Nunca tive problemas sérios com o fluxo de caixa na minha Eu Corp, mas conheço algumas instituições de amigos e colegas que passaram por graves problemas de <em>downsizing </em>e restruturação devido a seus fluxos de caixa estarem profundamente atingidos e prejudicados por isquemias, ameaças de infartos, palpitações e outros problemas, que causaram mudanças drásticas na performance e futuro daquelas organizações. E o mais curioso é que tudo isso foi criado porque os tais profissionais estavam focados somente no trabalho e na carreira, deixando à deriva o fluxo de caixa de suas Eu Corps.</p>
<p>A cultura organizacional da minha Eu Corp é representada por meus hábitos. A cultura da empresa já foi bem pior, quando eu quase não tinha tempo para a família ou quando os exercícios físicos foram deixados de lado. Até hoje sofro com o vicio na tecnologia, com a vontade compulsiva de checar os e-mails da caixa de entrada no I-Phone quando estou em casa com a família, o que faz com que a reputação da Eu Corp com a acionista majoritária Sra. Conselheira “minha mulher” seja seriamente afetada.</p>
<p>Logicamente que o desempenho das ações da Eu Corp na bolsa de valores pode ter grande flutuação e volatilidade, pois é reflexo direto das minhas escolhas e hábitos. A questão chave é verificar se a tendência é de crescimento ou queda, dado o conjunto de medidas e políticas que estabeleço para a Eu Corp conviver com meu trabalho e carreira.</p>
<p>E o ROI da Eu Corp? Tenho prestado bastante atenção ao retorno sobre meu investimento. E fico sempre muito impressionado de ver a força deste ROI. Se invisto de forma recorrente e presente, os ganhos são incomensuráveis. Se, por qualquer razão, começo a investir de forma desfocada ou desatenta, ou mesmo a reduzir os investimentos, os efeitos são assustadores. </p>
<p>Já o NPV ou VPL (valor presente líquido) me deram lições imprescindíveis. De nada adianta querer ganhar dinheiro ou construir um patrimônio para poder usufruir lá na frente, daqui a 10 ou 20 anos. O valor presente deste tipo de projeto é muito pequeno, quando comparado com o que podemos usufruir e nos beneficiar hoje ou em um futuro próximo com projetos menores, como uma conversa profunda com um filho de noite durante a semana, ou uma viagem de férias com a família por 15 dias, com todo mundo acordando e dormindo ao mesmo tempo, como acabei de fazer.</p>
<p>Projetos como estes, se investidos de forma sábia e frequente, quando descontados pela taxa de tempo e custo de oportunidade, apresentam resultados de ganho infinitamente maiores do que o patrimônio que quero ter daqui a 20 anos. E taxas de valor presente de felicidade fundamentais para manter minha Eu Corp forte, saudável e com excelentes perspectivas de crescimento e valorização.</p>
<p>E então, como está a sua Eu Corp?</p>
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		<title>Férias na África ou lições para a vida?</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Jan 2013 19:26:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Caldeira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Trabalho e Stress]]></category>

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		<description><![CDATA[Agora no final de janeiro tirei férias com minha família, por conta do aniversário de 40 anos da minha mulher. O destino, selecionado no ano passado depois de muitas pesquisas e cotações, foi a África do Sul. Dias inesquecíveis: convivência &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2013/01/30/ferias-na-africa-ou-licoes-para-a-vida/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Agora no final de janeiro tirei férias com minha família, por conta do aniversário de 40 anos da minha mulher. O destino, selecionado no ano passado depois de muitas pesquisas e cotações, foi a África do Sul. </p>
<p>Dias inesquecíveis: convivência 24 horas com minha mulher e nossos 2 filhos, paisagens maravilhosas, correria e cansaço, distância do trabalho, dos <em>e-mails </em>(OK, uma ou outra olhada na caixa de entrada de vez em quando), do <em>I-Phone</em>, da rotina de maneira geral. E algumas passagens que me fizeram pensar muito na perspectiva do dia-a-dia, do trabalho e de nossas vidas.</p>
<p>A primeira tem a ver com a interpretação de nossas intenções e gestos, e acho que isso vale também para a vida profissional, por conta de tantos ruídos e confusões que vejo como a dinâmica central de muitos times e empresas. Emissão e recepção da mensagem, intenção e resultado, causa e consequência.  </p>
<p>Estávamos no alto da Table Mountain, um lugar espetacular na Cidade do Cabo, que fica a uns 500 metros de altura, com vista panorâmica da cidade. Em uma das centenas de fotos que tiramos, sentei na mureta, de costas para o precipício, para fazer uma pose para a foto que seria tirada por minha mulher, enquanto o Lucas, meu filho de 11 anos, me olhava. Resolvi brincar que tinha perdido o equilíbrio, e que estava caindo para trás&#8230; Depois dos gritos e da bronca da minha mulher em seguida, vejo meu filho sair correndo para um canto, de cabeça abaixada. Vou até ele para me desculpar e vejo que está chorando, muito nervoso.</p>
<p><em>“Desculpe, filho, papai só estava brincando. Não foi nada&#8230; Não é para tanto. Por que você ficou desse jeito?”</p>
<p>“Pai, eu pensei que você estava caindo. Não queria ficar sem você&#8230;”</p>
<p>“&#8230;”  </em><br />
(eu, chorando junto, querendo me enforcar de ter feito aquilo, ao mesmo tempo que tomado por um amor tão grande, tão forte, que nem consigo expressar)</p>
<p>Passados alguns dias, fomos para o Kruger Park, para as experiências de safari no meio da selva africana. No primeiro passeio, o motorista nos avisa que haviam localizado um bando de elefantes, e que tínhamos que correr para chegar a tempo. Depois de algumas voltas e retornos, comunicação no rádio e sensação de protagonizar um episódio do <em>Discovery Channel</em>, paramos numa estrada deserta, com o pedido para ficar em silêncio. Alguns minutos de espera, somente os sons da floresta e mais nada. Eis que, a não mais de 5 metros do nosso carro, surge a mãe e dois filhotes, seguidos pelo pai, como que os protegendo. Elefantes enormes, imponentes, majestosos, passando por nós como se fôssemos simples pedras. A África se manifestando para mim por meio daqueles animais, mostrando a vida, a natureza, o planeta. E o mais forte: nosso tamanho no meio disso tudo. Fiquei pensando no quanto nos focamos somente em nossas vidas, em nosso pequeno mundo, em nossa sequência de dias de trabalho e entregáveis no escritório, e esquecemos que somos um pequeno grão de areia em uma engrenagem tão mais grandiosa, que não depende e não espera nossa contribuição para seguir em frente, e que faz isso todos os dias, enquanto estamos debruçados nos relatórios ou no computador. É a vida real e grandiosa que segue enquanto estamos no microscópio, no micro cosmos do capital, do <em>market-share </em>e do <em>Excel</em>, do próximo carro ou trabalho. </p>
<p>Outra passagem foi com o nosso <em>tracker</em>, que é o parceiro do motorista nos safaris, responsável por encontrar pistas e pegadas (<em>tracks</em>) dos animais. Elliot, nosso <em>tracker</em>, tinha 18 anos de experiência e um amor profundo por seu trabalho. Mas o mais impressionante era seu foco absoluto e uma capacidade de ver e ouvir o que nós, homens e mulheres de negócios, escolados e cultos, seres tecnológicos e modernos, não conseguimos sequer perceber. É como se ele estivesse em outra dimensão, com algum tipo de conexão especial incompreensível para nós. Uma história incrível que ele me contou foi a de que os animais herbívoros prestam atenção na direção do vento na savana, pois sempre que comem uma planta, a seguinte tem que ser no sentido contrário ao do vento. A razão? Porque as plantas emitem um sinal químico transmitido para a planta seguinte, uma espécie de SOS enviado com o vento, que faz com que a segunda planta libere componentes químicos, tornando suas folhas amargas. As plantas fazem isso, os animais sabem disso, o tracker me conta sobre isso e, por conta de minha cara de espanto e incredulidade, me olha como seu eu fosse um alienígena ou uma criança de 05 anos de idade&#8230; Novamente, tive a sensação de só estar vivendo na ponta do iceberg, de estar vendado e colocar a ponta dos pés em um oceano, achando que se trata de uma pequena poça d’água.</p>
<p>A próxima lição foi em um safari noturno. Estávamos tentando encontrar os leões, que haviam sido vistos por um outro grupo em algum lugar que eu jamais saberei sequer tentar explicar onde era. Depois de algumas horas, achamos os leões, um bando de uns 10, sendo um grande leão macho, duas leoas enormes e uns 8 filhotes. Já era quase de noite, e uma das leoas, gigante e caçadora, começa a rodear o carro. O tracker nos pede silêncio e imobilidade absoluta, dado o perigo. Clara, minha filha de 7 anos, está ao meu lado, e com muito medo. Na fileira da frente no carro, estão minha mulher e meu filho. A leoa para atrás do carro.</p>
<p><em>“Pai, vamos passar para o banco da frente, junto com a mamãe e o Lucas, pois a leoa está aqui atrás!!”</p>
<p>“Filha, vai você, pois não podemos nos mexer e sou muito grande”. </p>
<p>“Mas se a leoa atacar, ela vai pegar você primeiro?”</p>
<p>“Ela não vai atacar, Clara.”</p>
<p>“Mas se atacar, ela vai pular aqui atrás, né?”</p>
<p>“Filha, passe para a frente, no colo da mamãe!”</p>
<p>“Não, nem pensar. Vou ficar aqui atrás com você.”</p>
<p>“&#8230;”</em></p>
<p>Me senti protegido pela minha pequena leoa, disposta a vencer seu próprio medo e a brigar pelo pai, a não abandonar, a enfrentar o perigo e o eventual ataque (na cabeça dela) comigo. E agradeci pelo amor, pela lealdade, pela entrega. E pensei, de novo,  na relevância de nossos gestos e palavras, na importância de defendermos aquilo ou aqueles que acreditamos ou amamos.</p>
<p>Por fim, fiquei profundamente impactado pela barbárie do apartheid, o quão recente tudo isso aconteceu, e pela figura de Nelson Mandela. Mandela é um herói para seu país, um exemplo de homem, de líder, de grandiosidade de propósito. Uma figura que mostrou ao mundo a força da determinação, a tenacidade na briga por uma causa e a importância da disciplina. Quando comparado a um homem santo, ele disse</p>
<p><em> “Lembre-se que um santo nada mais é do que um pecador que não desistiu”.</em></p>
<p>Férias na África ou lições para a vida?</p>
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		<title>EPCOT CENTER 2043</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Jan 2013 21:23:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Caldeira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Trabalho e Stress]]></category>

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		<description><![CDATA[Semana passada completei 45 anos. Alguns dias antes do meu aniversário, meu filho, Lucas, de 11 anos, achou uma camiseta velha minha no armário e colocou, para ver quanto falta para ele chegar no meu tamanho (não muito). A tal &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2013/01/17/epcot-center-2043/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Semana passada completei 45 anos. Alguns dias antes do meu aniversário, meu filho, Lucas, de 11 anos, achou uma camiseta velha minha no armário e colocou, para ver quanto falta para ele chegar no meu tamanho (não muito).</p>
<p>A tal da camiseta foi uma lembrança que eu trouxe da Disney na primeira vez que estive lá. Vermelha, no estilo dos <em>colleges </em>americanos, com letras brancas em caixa alta “<strong>EPCOT CENTER 1983</strong>”. </p>
<p>Olhando para ele com a camiseta,  fiz as contas.</p>
<p>“Filho, sabe há quanto tempo comprei esta camiseta?”</p>
<p>“30 anos”. </p>
<p>Não sei quem ficou mais surpreso. Ele, por nem conseguir compreender direito como é possível que o pai tenha uma camiseta que durou 30 anos, ou eu, por não acreditar que já faz 30 anos da tal viagem.</p>
<p>Eis que ele emenda: “Pai, você me dá essa camiseta?”.</p>
<p>Antes que eu pudesse processar o carinho e orgulho que senti pelo seu pedido de querer ter uma camiseta minha que logo, logo poderia usar, ele completa:</p>
<p> “Quero colocar num quadro!”</p>
<p>Como assim?? Quer dizer que, além do susto dos 30 anos que voaram, agora minhas coisas começam a virar <em>memorabilia </em>ou peças de museu??</p>
<p>Fiquei pensando nisso, talvez de forma ainda mais intensa por conta do aniversário, por me sentir oficialmente chegando ao 2º tempo da vida.</p>
<p>O que me levou a refletir sobre nossas escolhas profissionais e pessoais à luz da passagem do tempo.</p>
<p>Vivemos uma rotina de trabalho cada vez mais intensa, em uma sequência crescente e interminável de projetos, reuniões, <em>conference-calls</em>, viagens, entregáveis, avaliações, e-mails, ligações etc. Nem sentimos os dias passarem, as semanas voam como se fossem dias, o ano mal começou e daqui a pouco já é Natal, de novo.</p>
<p>É inegável: o tempo está passando, e rápido.</p>
<p>E o que fazemos com este tempo?</p>
<p>Estamos nos afogando no trabalho, no piloto automático da produtividade e dos objetivos financeiros. Vivemos a eterna expectativa que a próximo aumento, a próxima promoção, o trabalho seguinte, a viagem de férias do meio do ano ou a compra daquela roupa ou gadget que acabaram de lançar nos dêem um pouco de alívio, de recompensa, de significado.</p>
<p>Mas nada disso responde à pergunta sobre o propósito de cada um de nós. </p>
<p>O que queremos construir? O que queremos deixar como legado? Que diferença queremos fazer na vida dos outros, na sociedade? Pelo que queremos ser lembrados quando nos tornarmos apenas lembranças, de fato?</p>
<p>O trabalho é absolutamente transformador: gera crescimento e desenvolvimento, riqueza e patrimônio, reconhecimento e propriedade. </p>
<p>Mas a vida não pode ser só trabalho.</p>
<p>Afinal, ela é passageira. E está passando rápido.</p>
<p>Precisamos acordar para isso e agir. Fazer o que queremos, de verdade. Viver a vida na plenitude que ela merece. Construir uma história de vida, não apenas um projeto corporativo. Criar uma trajetória, deixar uma marca como pessoas, e não somente como profissionais.</p>
<p>Qual a vida que você quer se orgulhar de ter vivido daqui a 15 anos? O que você está fazendo para navegar nesta direção?</p>
<p>O que gostaria de fazer com sua vida? Sua carreira está no caminho certo? O equilíbrio entre sua vida pessoal e profissional é adequado? </p>
<p>Seu propósito de fazer algo maior está sendo honrado? Você está vivendo à altura do seu potencial de realização e legado?</p>
<p>Antes que sejamos apenas fotos, personagens de histórias, lembranças da família ou que nossas peças de roupa se tornem realmente artigos de museu (ainda que familiares), pensemos nisso.</p>
<p>Afinal, a camiseta de 2013 vai, logo, logo, ser motivo de reflexão, diálogo e aprendizado. </p>
<p>2043 não está tão distante quanto parece.</p>
<p><em>A maioria dos homens vive vidas de desespero calado e vai para o túmulo com a música ainda dentro de si. </em>(Henry David Thoreau)</p>
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