Imagine a cena quase patética: eu começando a escrever este post comentando como assunto da semana – hoje, em meados de fevereiro – o meme sobre a Luiza no Canadá ou a campanha mal sucedida do McDonald´s no Twitter.
Esses dois episódios, embora recentes, já viraram clássicos. Não são mais o assunto do momento – já foram parar nas prateleiras do exemplos históricos a serem citados em palestras e papers. Abordá-los de forma equivocada seria perder o timing. E é incrível o número de empresas que não só perde a oportunidade de aproveitar temas que se tornam virais, mas fazem ainda pior: lançam com atraso campanhas baseadas em assuntos já esgotados, embora tenham tão pouco tempo de vida.
Mídias sociais têm o incrível poder de valorizar ou destruir a sua ideia da noite para o dia. Equívocos não são perdoados. Ninguém vai ser “bonzinho” e ficar com “pena” da sua marca. Se você deu a cara para bater nos canais sociais, prepare-se, sim, para também apanhar.
O maior engano é que a maioria das empresas só pensa no lado positivo de suas ideias. Esquece de se colocar na posição do consumidor, de se vestir de advogado do diabo e antecipar o que pode dar errado. É um excesso de otimismo ou de confiança na sua própria competência e habilidade para fazer algo.
Isso leva a uma espécie de cegueira, a uma “ilusão de confiança”, para utilizar o termo cunhado por Christopher Chabris e Daniel Simons no livro “O Gorila Invisível”. Os pesquisadores defendem a tese de que todos (pessoas, empresas) temos tendência a superestimar nossas próprias habilidades. Somos incompetentes sem ter consciência disso, e isso nos leva a cometer erros. Já em 1871 Charles Darwin dizia que “a ignorância gera mais confiança do que o conhecimento”.
Em mídias sociais, o conteúdo é muito importante, lógico. Mas o timing também é fundamental. Ideias brilhantes só são bem sucedidas se apresentadas na hora certa e para o público certo. A ação tem que ser rápida, matadora, oportunista (no bom sentido). O consumo de informação na internet é estonteante. É preciso estar atento aos movimentos para não perder o momento certo de lançar uma ação nas mídias sociais.


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Mariela Castro
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Augusto Barbosa Lima
Pois é, Mariela, isto é um misto de incompetência, oportunismo (no exato sentido da palavra) e falta de criatividade. Esse povo só copia, Mariela! Por ist...
Augusto Barbosa Lima
Pois é, Mariela, isto é um misto de incompetência, oportunismo (no exato sentido da palavra) e falta de criatividade.
Esse povo só copia, Mariela!
Por isto se perde no tempo.
Pauli rogedo
Mariela, a terminologia midias sociais esta correta, ou seria mais adequado redes sociais?
Pauli rogedo
Mariela, a terminologia midias sociais esta correta, ou seria mais adequado redes sociais?
Mariela Castro
Augusto, É um desafio constante criar campanhas para mídias sociais, justamente pela velocidade com que as coisas acontecem nesse meio. Pauli, Há bastante c...
Mariela Castro
Augusto,
É um desafio constante criar campanhas para mídias sociais, justamente pela velocidade com que as coisas acontecem nesse meio.
Pauli,
Há bastante controvérsia em relação a isso. Minha percepção é assim: redes sociais (ou socialnetworking) são o que antes chamávamos de sites de relacionamento (Facebook, Orkut, LinkedIn). Mídias sociais (social media) são o novo nome para as antes chamadas “novas mídias”, ou seja, canais para disseminar informação. As mídias sociais abrangem,além das redes sociais, blogs, microblogs (como o Twitter), e canais para compartilhamento de vídeo (YouTube), de fotos (Flickr), de apresentações (SlideShare) etc. Aqui citei apenas os exemplos mais populares.
Por isso, aqui neste post me referi a mídias sociais como o conjunto todo, pois campanhas muitas vezes utilizam mais de um canal.
obrigada pela discussão! abraços