Uma vez eu li uma definição que achei bem engraçada, mas também muito verdadeira: “o Twitter é como um hospício: todo mundo fala sozinho e de vez em quando alguém responde”. Muitos estudiosos têm se debruçado sobre essa necessidade intrínseca do ser humano de falar. Falar, falar, falar o que quer que seja – interessante ou não, aproveitável ou não. As mídias sociais viraram canais facílimos para amplificar esse conteúdo (ou falta dele).Fico chocada quando certos humoristas são considerados entre os “mais influentes do Twitter” ao postar apenas futilidades e piadas sem graça, e apesar disso arrebatar milhares de “seguidores”. Já discuti antes aqui neste blog a diferença entre ser popular e ser influente. Vídeos fraquinhos no YouTube tornam-se virais. Cantores de péssima qualidade viram sucessos. Por quê? Porque é fácil consumir.
Na última sexta-feira, dia 29, o casamento real entre o príncipe William e Kate Middleton foi mais um exemplo dessa necessidade absoluta das pessoas de comentar (mesmo pra ninguém responder) um acontecimento. O casamento, como não poderia deixar de ser, disparou nos trending topics do Twitter mundial, provando que histórias água com açúcar ainda encantam, sim, as pessoas.
Esse interessante infográfico abaixo, elaborado pela DMI Comunicação Digital, reflete uma pequena parte de tudo o que foi falado naquele dia no Twitter. O mais curioso é que o lado “fofoca” ganhou muito mais espaço do que discussões sobre a realeza, a continuidade desse regime de governo, casamento e vida a dois etc etc. Como li também noTwitter naquele dia, se toda a energia dispendida para comentar os detalhes da cerimônia fosse dedicada a disseminar os interessantes e úteis conteúdos dos eventos TEDx espalhados pelo mundo, aí sim estaria havendo algum benefício para a humanidade.
Mas quem é que disse que a humanidade não prefere falar o tempo todo sobre futilidades e superficialidades? É o grande nó para educadores e pensadores no mundo todo.




















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De minha parte, gosto mesmo é da interação. Fico triste quando ninguém curte nem comenta algo que posto no Facebook. E, pela mesma razão, gosto mais do Fac...
Marcos Ricardo dos Santos
De minha parte, gosto mesmo é da interação. Fico triste quando ninguém curte nem comenta algo que posto no Facebook. E, pela mesma razão, gosto mais do Face do que do Twitter. Afinal, nas mídias sociais, it is all about interactivity, não é?
P.S. Acho totalmente aceitável que as pessoas gostem de falar sobre futilidades, seja no mundo real, seja pela internet.
Mariela Castro
Oi Marcos, minha queixa não é sobre falar sobre futilidades de vez em quando. Quem não fala? eu também! O problema, a meu ver, é quando a futilidade supera...
Mariela Castro
Oi Marcos,
minha queixa não é sobre falar sobre futilidades de vez em quando. Quem não fala? eu também! O problema, a meu ver, é quando a futilidade supera o conteúdo inteligente o tempo todo, e acaba alçando à fama gente que não tem absolutamente nada na cabeça. Não estou defendendo que todo mundo seja “inteligente” o tempo todo, mas eu acho que uma das coisas mais bacanas da web é a possibilidade de aprendizado contínuo, com informação de qualidade ao alcance das mãos. Então me aflige quando as pessoas não enxergam isso e desperdiçam, compartilhando e consumindo APENAS futilidades. As bobagens dão leveza ao cotidiano compartilhado, mas só isso cansa, polui, atrapalha.
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Augusto Barbosa Lima
Mariela, Pensar, raciocinar, ter pensamento sistêmico, visão de futuro e constância de propósitos é bastante pesado, senão impossível, para muita gente....
Augusto Barbosa Lima
Mariela,
Pensar, raciocinar, ter pensamento sistêmico, visão de futuro e constância de propósitos é bastante pesado, senão impossível, para muita gente.
É muito mais fácil e prático, para esta muita gente, discutir e comentar futilidades, pois, deriva do que você concluiu: estas coisas são fáceis de consumir; não exigindo, assim, cérebro.
É verdade, Milena, coitados dos educadores e pensadores.