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São Paulo
Germano Luders

Mídias Sociais

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Dez vantagens das tecnologias colaborativas

Mariela Castro

A competência mais relevante no mundo corporativo hoje é a capacidade de fazer conexões – entre pessoas, entre ideias, entre tecnologias.

As conexões nascem da observação, amadurecem com o pensamento crítico e culminam em inovação. É um ciclo virtuoso que, por sua vez, exige atenção e método. Porque as informações estão por aí, como fios soltos e aleatórios, e para transformá-los em um tecido étecnologias colaborativas preciso gerar conhecimento, incorporar valor, pensar em soluções.

Esse trabalho, embora tenha um forte componente de dedicação individual, não é um aprendizado solitário. A produção de conhecimento na era digital passa pela troca de experiências, o compartilhamento, a criação coletiva. Colaboração, enfim, reforçada por tecnologias que aproximam as pessoas e facilitam a comunicação.

Essas tecnologias colaborativas têm dez papeis essenciais, que organizam melhor o fluxo de trabalho, poupam tempo e levam a maior produtividade:

  • Compartilhar ideias entre pessoas ou grupos ainda não conectados
  • Co-criar produtos, serviços e experiências
  • Engajar stakeholders, dando-lhes voz ativa e canais para participação
  • Acionar pessoas ou fontes de informação somente quando necessário, reduzindo custos fixos
  • Coordenar atividades, dando flexibilidade aos indivíduos para trabalharem onde e quando quiserem
  • Distribuir trabalho, custo ou risco entre os participantes
  • Perceber padrões para detectar tendências, oportunidades ou ameaças
  • Fazer avaliações em conjunto – o grupo pode trazer mais insights do que um indivíduo isoladamente
  • Fazer pesquisas rapidamente com grande número de pessoas para identificar preferências
  • Permitir que várias pessoas participem e discutam possibilidades, antes de chegar a um consenso.

É a partir de modelos às vezes até emprestados de redes sociais que se tem estabelecido um novo estilo de trabalho, em que as pessoas estão mais conectadas, trabalhando em equipe (mas não necessariamente fisicamente juntas), somando conhecimentos e aprendendo umas com as outras. Não é mais uma questão de competição, e sim de comunhão.

Comodidade dez, privacidade zero

Mariela Castro
Illustration Works/Corbis

Illustration Works/Corbis

Claro que você já percebeu. Sua vida não é mais a sua vida. Ela pertence aos aplicativos e à internet. Você entra no carro, liga o Waze para ver o trânsito e, dependendo do horário, o aplicativo já te pergunta se você está indo para determinado lugar – porque já reconhece seus trajetos usuais. Você entra no site da Amazon para comprar um livro e o site, com base em suas pesquisas e compras anteriores, já te mostra sugestões afins. Você escolhe pelo Airbnb uma casa para passar as férias, envia uma solicitação de reserva para o proprietário e se, 24 horas depois, não obtiver resposta, o site sabe e já te envia um pedido de desculpas e opções de casas semelhantes.

Isso é fantástico e ao mesmo tempo assustador. Os sites e aplicativos estão cada vez mais inteligentes e… sabem TODOS os nossos movimentos. Muita gente sequer percebe. Ou, se percebe, se sujeita a fornecer dados para ter em troca a economia de tempo e a comodidade.

Claro que todos nós gostamos de ser reconhecidos, de ter tratamento personalizado. Os sofisticados algoritmos por trás dos sites e aplicativos são mestres em suprir a nossa carência por atenção. É como se um amigo que nos conhece bem nos desse dicas sobre coisas que ele sabe que gostamos. É uma sensação de intimidade, de dedicação, que de alguma forma nos faz sentir mimados e privilegiados.

Colhemos as facilidades de receber informações alinhadas às nossas demandas e ao nosso perfil, mas pagamos o preço da não-privacidade.

Talvez por isso a febre do momento seja o Snapchat, aplicativo para troca de mensagens que apaga os registros em apenas alguns segundos. Para os teens, que há muito abandonaram o Facebook porque não querem saber de pais e tios “espionando” suas postagens, é a mídia ideal.

As marcas e artistas já estão descobrindo o valor desse “contato imediato”. Em fevereiro, Madonna lançou com exclusividade no Snapchat o clipe de Living for Love. Usando a ferramenta Discover, a cantora distribuiu o vídeo para todos os usuários do aplicativo, mas ele desapareceu em menos de 24 horas. Depois ele foi postado no YouTube, mas o barulho inicial se deu pelo Snapchat.

Enquanto os mais velhos querem guardar diálogos do Whatsapp ou revisitar antigos álbuns de fotos no Facebook, os mais jovens querem fugir desses registros. Tudo é imediato, de consumo rápido e superficial. No dia seguinte, mal se lembram do que viram. As impressões são fugidias e estão a todo momento dando lugar ao novo. Ansiamos por novidade, sem parar.

Se em 1989, quando Richard Saul Wurman (o idealizador das fantásticas mini-apresentações TED Talks) escreveu “Ansiedade de Informação”, já havia essa angústia, imagine hoje, com a facilidade das redes sociais para disseminar conteúdo em texto, vídeo e áudio. Em tempo: há um volume II dessa mesma obra, escrito em 2006, que discute como tornar a informação mais fácil e entender e de usar.

Chegará um tempo em que não vamos mais dormir, para não deixar de consumir conteúdo online o máximo possível. “O dia de 24 horas, definitivamente, não é mais suficiente. Não dá mais tempo para dormir, estamos o tempo todo conectados, atentos, consumindo conteúdo e nos relacionando com pessoas, sejam elas conhecidas ou não. No mundo atual, dormir é para os fracos. Dormir é o único momento em que realmente não estamos conectados. Talvez cheguemos a uma sociedade em que dormir seja ruim, indo além da mera sensação de perda de tempo que alguns de nós já sentem”, escreve Mauro Segura no intrigante post No mundo atual, dormir é para os fracos, inspirado pela obra “24/7 Capitalismo Tardio e os Fins do Sono”, de Jonathan Crary. É a Síndrome de FoMO (Fear of Missing Out, ou medo de deixar passar algo) elevada à décima potência.

 

Por que as redes sociais fazem tanto sucesso

Mariela Castro

panorama-des-reseaux-sociaux-dans-le-mondeVamos ao que interessa: para que servem as redes sociais? Compartilhar, diria a maioria, se fosse limitada a escolher uma só palavra. Claro, é inegável que, por meio das postagens, sabemos das férias dos amigos, do casamento de outro, da opinião política de um terceiro, do vídeo que está bombando, e até da morte de alguém que conhecíamos. Estamos em contato com pessoas com as quais, de outra forma, dificilmente conviveríamos – ainda que essa convivência seja virtual.

No entanto, há um outro aspecto das redes de relacionamento digitais que pouca gente se dá conta e que é muito mais intenso. Se prestarmos atenção, há uma profusão de posts (no Facebook, principalmente) de pessoas expondo suas aflições, dificuldades familiares, desavenças ou frustrações. Essas postagens, que mostram o lado menos glamouroso de todos nós, fazem o gênero a-vida-como-ela-é e têm um objetivo mais sensível: buscar conforto emocional, solidariedade, empatia, compaixão.

A nostalgia do analógico

Mariela Castro

LP vinilPor que jovens com menos de 30 anos – portanto, nascidos em uma época digital em que celular, laptops e internet já eram lugar comum – se sentiriam atraídos por discos de vinil em vez de streaming de músicas, fitas de VHS e DVDs em vez de vídeos do YouTube, máquinas de escrever em lugar de laptops, filme fotográfico ao invés de câmeras digitais?

Mesmo que não se possa chamar isso de tendência, uma vez que é mais presente na cena alternativa, em ambientes de contracultura mais distantes do hype da mídia digital — ou seja, uma minoria — é algo que chama a atenção. É uma percepção que nos dá algumas pistas interessantes sobre consumo, posicionamento de marca e o que se chama de “autenticidade”. Itens que podem ser explorados e interpretados por algumas empresas no relacionamento com seus consumidores.

Eleitor compra briga nas redes sociais

Mariela Castro

Nas últimas duas semanas (e tenho certeza de que será ainda mais intenso até o final desta semana, com o Dia D da eleição presidencial no domingo dia 26), o tiroteio eleitoral nos diferentes meios de comunicação tornou-se uma interessante oportunidade para entender o comportamento das pessoas, especialmente nas redes sociais.00zc3a9ro-briga3

Um novo olhar sobre a tecnologia mobile

Mariela Castro

No interior do Quênia, um rapaz pedala sua bicicleta de aldeia em aldeia. Na mochila nas costas, ele carrega uma ferramenta incrivelmente eficiente. Uma tecnologia que tem tirado da escuridão (literalmente) centenas de pessoas idosas que sofrem de doenças degenerativas na vista.

Nesses confins onde a medicina tradicional acha que não vale a pena chegar, o jovem encontra algumas das cerca de 39 milhões de pessoas cegas ou com graves problemas de visão em todo o mundo, das quais 80% em regiões de baixo poder aquisitivo, como o interior desse país africano. Boa parte dessas pessoas perderam sua visão por causa de doenças que poderiam ser curadas e prevenidas a partir de simples exames de vista. Mas, em se tratando, por exemplo, de mulheres idosas em áreas remotas do Quênia, o uso de sofisticados equipamentos oftalmológicos que custam 25 mil dólares está fora de cogitação.

Mas a ferramenta dentro da mochila, fruto da inquietude de um jovem oftalmologista inglês radicado em Nakuru, cidade de 300 mil habitantes no Quênia, é a melhor tradução do que a combinação entre uma boa ideia e a tecnologia mobile é capaz de fazer. A motivação de Andrew Bastawrous, o oftalmologista, foi: “como fazer exames de vista baratos e ainda assim eficientes, ajudando pessoas sem recursos?”.

Educação digital, ferramenta para consumir conteúdo online

Mariela Castro

board&techO sociólogo francês Pierre Lévy costuma dizer que o leitor no ciberespaço tem uma postura mais “ativa” que o leitor em papel, pois participa, comenta, se informa, contesta, compartilha e também produz conteúdo. Esse novo “poder” do leitor aumenta sua capacidade de decisão sobre o que, quando e onde consumir informação.

Os problemas começam aí. O volume de informações é tão gigantesco que é difícil identificar o que é realmente correto e verdadeiro, alerta Lévy. Estamos expostos a conteúdos manipulados, notícias falsas, boatos e trolls (provocações com objetivo de desestabilizar comunidades online), mas nem sempre temos a capacidade de perceber isso, e acabamos multiplicando a quantidade de bobagens e mentiras na internet.

O fato é que, como a internet é livre e não há ninguém para controlar a veracidade do que se publica ou não online, cabe ao próprio usuário a responsabilidade de separar conteúdos coerentes e corretos dos que são pura manipulação. Mas e se esse usuário tem limitadas capacidades de discernimento, acesso à cultura, visão crítica?

Como manipular o consumidor

Mariela Castro

consumidor digitalO “jeito Apple de ser” moldou a maneira com que as empresas hoje pretendem alcançar seus potenciais consumidores. Inspiradas no mantra da Apple, o que as empresas procuram é provocar desejos (ao invés de decifrar tendências) e criar necessidades (em vez de apenas atender expectativas). Mas será o consumidor assim tão manipulável?

O termo pode variar — manipulação ou influência — mas o objetivo permanece o mesmo. A psicologia do consumo já entendeu que as pessoas tendem a agir no default, ou seja, no padrão convencional. Se há fila na porta do quadrado de vidro da Apple em Nova York para comprar o mais recente lançamento, isso é fruto do self herding – a imitação do que os outros fazem, também conhecida como efeito manada, simplesmente porque as pessoas normalmente não sabem o que querem e então são conduzidas a agir coletivamente, sem pensar muito. “Eu preciso ter um desses”. Mas sou eu que digo, ou o marketing da marca?

O sentimento do torcedor em recorde de posts nas redes sociais

Mariela Castro
Reuters/Eddie Keogh

Reuters/Eddie Keogh

A memorável derrota do Brasil para a Alemanha (também classificada de massacre, humilhação, vergonha, tragédia e vários outros nomes igualmente tenebrosos) no jogo de ontem da Copa do Mundo trouxe à tona não só a realidade de que o brasileiro está cada vez mais nas redes sociais e usando de forma maciça duas ou mais telas simultaneamente (TV, tablet, smartphone), mas também a nova possibilidade de medir a temperatura real do sentimento coletivo a respeito de um tema mobilizador.

As redes sociais foram inundadas por um número recorde de posts antes, durante e depois da partida: só em português, foram 6,8 milhões de posts publicados, mais do que os últimos dois jogos do Brasil somados. Esquadrinhadas por um sofisticado sistema para medir o sentimento embutido em cada uma delas, as mensagens permitiram saber o que pensavam, sentiam e desejavam milhões de torcedores em tempo real, que freneticamente publicaram uma média de 30 mil posts por minuto entre as 16h00 e 19h30 de ontem.

Ele quer ser o próximo Zuckerberg

Mariela Castro

Uma piada antiga diz que, quando há relâmpagos no céu, os argentinos olham para cima e sorriem, porque Deus está tirando fotos deles com flash. A brincadeira, que faz parte do relicário brasileiro de piadas sobre a ambição dos vizinhos hermanos, pode ter um quê de verdade. Pelo menos em se tratando de um argentino específico, ele está olhando para o alto e sorrindo. Domingo Montanaro, 31 anos, quer chegar lá e já tem motivos para acreditar que isso será possível.

Os sinais que ninguém vê

Mariela Castro

Hidden catInformação demais, tempo de menos, e uma dificuldade enorme de interpretar os sinais verdadeiros no meio de uma avalanche de posts, tweets, comentários, fotos e “pins” que recheiam as mídias sociais e todos os seus canais. A vida de uma empresa no mundo hoje parece mais árdua do que em décadas passadas, e tudo porque o consumidor está em todo lugar, o tempo todo, e acompanhá-lo de perto é missão séria e cara para as marcas que realmente querem chegar mais perto desse cliente.

Ideias para lidar com a (i)mobilidade urbana

Mariela Castro

Sortudo ou sofredorTodos os dias, milhares de pessoas, em todas as grandes cidades do mundo, perdem horas do seu dia em deslocamentos. Presas no trânsito, desperdiçam um tempo que poderia ser de lazer, de trabalho, de descanso, de estar com a família.

A mobilidade é o calcanhar de Aquiles dos grandes centros urbanos. Em São Paulo, por exemplo, se a pessoa precisa transitar por vias arteriais no auge dos engarrafamentos no início da manhã e no final da tarde, sua média de velocidade vai oscilar entre 15  e 23 km/h, segundo a Secretaria Municipal de Transporte. Nas vias rápidas, a média de velocidade é de 42km/h pela manhã e 22km/h no final da tarde. Os dados foram divulgados em agosto deste ano.

Desafios de TI e comunicação na era da mobilidade

Mariela Castro

Future of IT

As mídias sociais alteraram o modo como nos relacionamos com o mundo, como obtemos informação e como interagimos com as pessoas. Nas corporações, existe uma nova organização do trabalho, baseada em colaboração, compartilhamento e acesso à informação.

Por aproximarem as pessoas e facilitarem os processos, nunca a comunicação e a tecnologia foram tão vitais para o sucesso empresarial. Mas que importância têm afinal as redes sociais e outras mídias digitais para o crescimento e a perpetuidade de um negócio? Como ressaltar as vantagens competitivas e ao mesmo tempo controlar conteúdo, reputação, riscos, vulnerabilidades? Como a área de Tecnologia da Informação (TI) pode colaborar para proporcionar essa integração, ao mesmo tempo em que lida com pessoas, demandas, gestão de riscos, oportunidades e desafios?

O poder do storytelling para a sua marca

Mariela Castro

Qual é a sua históriaManter relações duradouras com seus consumidores é uma arte que requer criatividade, dedicação e autenticidade. Pego carona nas ideias de Angela Ahrendts, CEO da Burberry, uma das marcas mais luxuosas, tradicionais e glamourosas do mundo, para reforçar o conceito de que contar uma boa história sobre a sua marca é o que efetivamente te coloca pertinho dos seus stakeholders, sejam eles consumidores, acionistas ou investidores. E é o que faz diferença para construir um relacionamento.

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