20.03.2014 - 18h32

Ele quer ser o próximo Zuckerberg

Uma piada antiga diz que, quando há relâmpagos no céu, os argentinos olham para cima e sorriem, porque Deus está tirando fotos deles com flash. A brincadeira, que faz parte do relicário brasileiro de piadas sobre a ambição dos vizinhos hermanos, pode ter um quê de verdade. Pelo menos em se tratando de um argentino específico, ele está olhando para o alto e sorrindo. Domingo Montanaro, 31 anos, quer chegar lá e já tem motivos para acreditar que isso será possível.

Montanaro acaba de lançar, no prestigiado SXSW — evento de música, cinema e tecnologia no Texas (EUA) onde despontaram Foursquare e Twitter — a rede social Gabstr, e já anunciou, sem modéstia, que pretende que sua criação seja um futuro Twitter ou Whatsapp, mirando o sucesso de Mark Zuckerberg e o Facebook. Em 15 dias, o número de usuários já chegou a 1.500. “É pouco, considerando que não tivemos ainda nenhuma visibilidade e que o aspecto geolocalização divide os usuários”, diz o fundador. “Mas acreditamos no crescimento orgânico, à medida em que mais pessoas forem aderindo”.acidente_sxsw_gabstr

Com o mote “a adrenalina da proximidade”, o Gabstr é um aplicativo para iOS e Android (versão somente em inglês, por enquanto) que pretende integrar as pessoas que estão geograficamente perto em torno de interesses em comum. Agrupadas em hubs, elas podem criar grupos e trocar ideias e dicas sobre as mais variadas preferências — as feiras de rua, um novo bar ou a programação cultural que só vai rolar naquele fim de semana, mas sempre na região (hub) em que o usuário está. “A ideia é estimular encontros reais, de pessoas que têm interesses em comum e que estão perto uma da outra e nem sabem”, diz Montanaro.

AquiAustinPor enquanto, uma das limitações é que a pessoa não consegue enxergar o que acontece em outro hub do outro lado da cidade, por exemplo. Assim, deixa de ficar sabendo de eventos, ideias ou papos que poderiam lhe interessar, ficando restrita ao que acontece em uma área muito pequena à sua volta.

Ócio criativo – A ideia surgiu na beira de uma piscina de um hotel em Porto Rico, no Caribe. Montanaro, expert em inteligência cibernética e segurança da informação, tinha ido dar uma palestra em um evento e perdeu o avião de volta. Em seu dia ocioso à espera do próximo voo, reparou que, na piscina, todo mundo estava grudado em seus celulares, falando e mandando fotos para pessoas que estavam a centenas de quilômetros de distância. “Por que não conectar as pessoas que estão juntas aqui?”, pensou.

Vinte dias depois, ele já tinha pedido demissão da empresa norteamericana em que trabalhava e passou os dois meses seguintes enfurnado em casa, pesquisando e dando forma à ideia. Chamou nove amigos, que compareceram como investidores, e em maio de 2013 se mudou para Maceió por três meses. Foi lá que ele encontrou os cinco programadores, liderados pelo alagoano Julio Auto, 28 anos, chefe de tecnologia do Gabstr, que durante oito meses trabalharam no desenvolvimento do aplicativo. Hoje a equipe tem mais três pessoas.

Bate-papo e geolocalização – Olhado por diferentes ângulos, o Gabstr mescla um pouco de vários aplicativos e traz outras funcionalidades. Do Twitter e do Whatsapp, oferece o chat em tempo real (gab é uma palavra antiga para chat), com a diferença que você não precisa “seguir” ninguém nem ter o número de celular da pessoa para interagir, apenas estar geograficamente perto.

De aplicativos baseados em geolocalização, como o Foursquare (recomendações e críticas de restaurantes, pratos e endereços bacanas na região em que o usuário está) e o Waze (em que as pessoas compartilham informações em tempo real sobre o trânsito na cidade), invocou o espírito colaborativo dos usuários, que trocam ideias sobre coisas interessantes acontecendo na área.

O Gabstr vai também se apropriar da reputação que as pessoas já têm em redes sociais consagradas, incluindo o Facebook, para referendar a “qualidade” e a relevância de seus membros. “Desenvolvemos um algoritmo exclusivo para determinar a relevância dos usuários e a tração de determinado assunto para posicioná-los mais acima na lista de grupos de discussão ativos em determinado hub”, explica Montanaro.

Eles não querem ser brasileiros – Os investidores são brasileiros, os oito funcionários são brasileiros, mas a última coisa que o Gabstr quer é ser identificado como uma startup brasileira. Montanaro decidiu que quer ser uma empresa do renomado Vale do Silício, meca da tecnologia, e é para lá que toda a trupe deve se mudar em breve. “Investidores olham com mais carinho para empresas de tecnologia instaladas lá. O Brasil ainda não tem tradição nessa área e não queremos perder oportunidades de encontrar investidores”, justifica.

Captar dinheiro de fundos de venture capital é o foco para os próximos seis meses. A estimativa é que um aporte de 1,5 milhão de dólares dê gás suficiente para tornar o aplicativo mais robusto, com novos recursos como incluir fotos e vídeos e ampliar o alcance do radar do usuário, de modo que ele possa visualizar também o que está acontecendo em um hub do outro lado da cidade, e não apenas naquele em que está geograficamente.

Até agora, o investimento passou de US$ 300 mil, embora o valor exato seja guardado a sete chaves. O fato de ser argentino – embora tenha trocado o país pelo Brasil aos dois anos de idade – deu uma ajudinha extra a Montanaro: um acordo entre EUA e Argentina estabelece que um investimento mínimo de US$ 300 mil naquele país garante um visto de residência por dois anos. Se Montanaro fosse brasileiro, o valor exigido pularia para US$ 1 milhão.

Do ponto de vista comercial, o Gabstr imagina que poderá atrair anunciantes com base no modelo de audiência das TVs e rádios. Lojas, prestadores de serviço e outros negócios poderiam anunciar em suas áreas de abrangência, dentro dos hubs. Quanto mais pessoas em determinado grupo, discutindo determinado assunto, mais caro seria anunciar naquela região.

Por enquanto, um time de voluntários e entusiastas (os beta testers) estão provendo feedback gratuito aos desenvolvedores do aplicativo, que deve lançar uma versão aprimorada daqui a três meses. Se o Gabstr vai se tornar o próximo queridinho do mundo digital, e Montanaro o próximo milionário do Vale do Silício, só o tempo dirá.

[por Mariela Castro]

18.02.2014 - 16h29

Os sinais que ninguém vê

Hidden catInformação demais, tempo de menos, e uma dificuldade enorme de interpretar os sinais verdadeiros no meio de uma avalanche de posts, tweets, comentários, fotos e “pins” que recheiam as mídias sociais e todos os seus canais. A vida de uma empresa no mundo hoje parece mais árdua do que em décadas passadas, e tudo porque o consumidor está em todo lugar, o tempo todo, e acompanhá-lo de perto é missão séria e cara para as marcas que realmente querem chegar mais perto desse cliente.

Quantas empresas conseguem ter um olhar para os pequenos sinais, aqueles mais discretos, que muitas vezes não entram nas estatísticas apontadas pelo monitoramento dos canais online? São quase imperceptíveis, mas fundamentais para apontar caminhos que os concorrentes podem não ter visto – nichos interessantes para investir –, perceber situações-queixa dos clientes e antecipar soluções para problemas grandes ou pequenos.

Cruzando plataformas – A centenária loja de departamentos americana Nordstrom, que vende roupas, sapatos, perfumes, jóias e produtos para casa e decoração, com 260 lojas espalhadas pelos Estados Unidos, teve uma sacada inteligente ao cruzar os interesses de seus clientes no Pinterest e a disposição de produtos em suas lojas físicas.

Pode parecer uma técnica intangível, mas os resultados são bem concretos. A conta da Nordstrom no Pinterest, um grande painel online onde as pessoas marcam com “pins” as fotos dos produtos que lhes agradam, compartilhando com suas comunidades de amigos, já conquistou 4 milhões de seguidores. Para fortalecer o engajamento dos consumidores no  “mundo real” com a mesma intensidade, a Nordstrom começou a exibir com destaque, em suas lojas físicas, os produtos que receberam mais “pins” no Pinterest. Quando o cliente entra na loja, ele encontra de imediato uma “lista de desejos”, com os produtos “favoritos” dos usuários do Pinterest. Ferramentas visuais como essa devem receber crescente atenção para capitalizar sinais sutis de interesse, que não aparecem nos números.

Claro que, para o sucesso da iniciativa, foi preciso uma mente atenta para ler o dado, interpretá-lo e convertê-lo em uma ação para estimular o envolvimento dos clientes em diferentes pontos de contato com a marca. Fica claro, portanto, que não basta ouvir – é preciso transformar isso em engajamento.

Se estivesse apenas ouvindo, a TomTom, que fabrica GPS e outros dispositivos para navegação, talvez estivesse patinando no desenvolvimento de produtos que atendessem melhor as necessidades de seus clientes. Mas bastou uma leitura mais atenta de comentários em um fórum inglês que discutia problemas de conectividade com aparelhos dessa natureza para surgir um insight.

Os comentários foram direcionados ao departamento de desenvolvimento de produtos e estabeleceu-se uma ponte direta com os usuários, que passaram a colaborar em tempo real com a identificação de problemas e sugerir em conjunto alternativas para eliminá-los.

Esses pequenos indicativos, que às vezes fogem do radar dos sofisticados monitoramentos de mídias sociais, podem fazer toda a diferença no dia a dia de atendimento ao cliente, pesquisa & desenvolvimento e marketing. E isso, no final das contas, é o grande divisor de águas entre marcas que acompanham o que é dito sobre elas nas mídias sociais e as que efetivamente têm ideias inovadoras a partir de sinais que quase ninguém vê.

[por Mariela Castro]

 

26.12.2013 - 10h38

Cinco tendências em mídias sociais que vão continuar em alta em 2014

social-media-trendsSe eu tivesse que resumir todas as tendências em mídias sociais para 2014, eu pensaria fortemente na ampliação/aprofundamento de cinco conceitos que estão mudando, já há algum tempo, a nossa maneira de interagir com o mundo: social, local, mobile, microtargeting e cloud.

Os três primeiros, que já desenvolveram uma simbiose depois de rebatizados sob o apelido de So-Lo-Mo — a combinação de conteúdo “Social, Local, Mobile” — não são novidade, diriam alguns. De fato, esse conceito já vem de alguns anos, até. Mas, mais do que nunca, o mundo não existe mais sem isso.

Acontece que So-Lo-Mo não tem a ver com tecnologia. Tem a ver com comportamento. As pessoas compartilham, influenciam e são influenciadas, em uma rede de relacionamentos (social); dão mais importância ao que está ao seu alcance e que podem usufruir rapidamente (local); e querem tudo isso onde estiverem, na hora que desejarem, em uma ampla experiência totalmente conectada (mobile).

Mobile puxará tudo. Tudo. Em 2014, haverá mais celulares que pessoas no mundo – algo em torno de 7,3 bilhões de unidades. Aliás, no segundo trimestre deste ano de 2013 houve um momento histórico, a virada do jogo: pela primeira vez, smartphones venderam mais do que celulares comuns, numa clara demonstração de que o futuro é mobile, sem escapatória. A consultoria IDC estima que vamos fechar o ano com vendas mundiais de 1,8 bilhão de celulares, dos quais 1 bilhão de smartphones.

A venda de tablets no mundo vai mais que dobrar entre 2012 e 2014, pulando de 120 milhões para 263 milhões, segundo a consultoria Gartner. Mais do que nunca, conectividade e mobilidade são palavras de ordem.

O e-commerce, por exemplo, deverá ser muito mais focado em dispositivos móveis, pois as pessoas querem consumo local, sob medida e em tempo real, para satisfazer uma necessidade imediata e específica. Sofisticados recursos de geolocalização, especialmente em aplicativos, serão cada vez mais demandados. Pequenos negócios terão a chance de se posicionarem bem para atender a esse cliente local.

Na esteira dessa demanda, responsive design ganhará força e websites deverão ser otimizados para as três telas: desktop/laptop, tablet e celular, permitindo ao usuário navegar com conforto independente do dispositivo que utilizar. A febre dos apps vai aumentar, com soluções voltadas à praticidade, ao entretenimento e à rapidez.

As plataformas de mídias sociais vão caprichar na mescla entre o lúdico e a publicidade, a informação e a oferta do produto certo na hora certa. O “consumidor sempre plugado” espera que as empresas entendam quem ele é, do que gosta e precisa e como consome, para receber conteúdo segmentado.

Novos recursos de microtargeting ajudarão a identificar perfis de usuários e oferecer-lhes experiências digitais de consumo contextualizadas e customizadas, agregando mais valor e aumentando a conversão.

Por fim, a liberdade de acessar tudo o que é seu a partir de qualquer aparelho e em qualquer lugar exigirá novos investimentos em cloud computing, para aumentar a capacidade de armazenamento e compartilhamento de dados na nuvem.

Em 2014, qualquer plataforma de mídias sociais (inclusive as em uso atualmente, como Facebook e Instagram) precisa ter em mente que as novas gerações – e, portanto, futuros usuários – terão novas demandas por rapidez, estímulos e possibilidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo em um só lugar. E que isso já começa agora.

[por Mariela Castro]

 

 

 

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13.11.2013 - 10h24

Ideias para lidar com a (i)mobilidade urbana

Sortudo ou sofredorTodos os dias, milhares de pessoas, em todas as grandes cidades do mundo, perdem horas do seu dia em deslocamentos. Presas no trânsito, desperdiçam um tempo que poderia ser de lazer, de trabalho, de descanso, de estar com a família.

A mobilidade é o calcanhar de Aquiles dos grandes centros urbanos. Em São Paulo, por exemplo, se a pessoa precisa transitar por vias arteriais no auge dos engarrafamentos no início da manhã e no final da tarde, sua média de velocidade vai oscilar entre 15  e 23 km/h, segundo a Secretaria Municipal de Transporte. Nas vias rápidas, a média de velocidade é de 42km/h pela manhã e 22km/h no final da tarde. Os dados foram divulgados em agosto deste ano.

Costumamos acusar governos de não investir em transporte público e ciclovias, mas cultivamos o desejo de comprar um belo carro. É uma questão também cultural, sinônimo de “melhorar de vida” no Brasil. Mas as pesquisas – entre elas a do Ibope/Nossa São Paulo realizada em agosto deste ano — apontam que as pessoas estariam dispostas a deixar o carro em casa se houvesse um transporte coletivo de qualidade, com mais linhas de ônibus e metrô, maior frequência e maior conforto.

30.10.2013 - 11h06

Desafios de TI e comunicação na era da mobilidade

Future of IT

As mídias sociais alteraram o modo como nos relacionamos com o mundo, como obtemos informação e como interagimos com as pessoas. Nas corporações, existe uma nova organização do trabalho, baseada em colaboração, compartilhamento e acesso à informação.

Por aproximarem as pessoas e facilitarem os processos, nunca a comunicação e a tecnologia foram tão vitais para o sucesso empresarial. Mas que importância têm afinal as redes sociais e outras mídias digitais para o crescimento e a perpetuidade de um negócio? Como ressaltar as vantagens competitivas e ao mesmo tempo controlar conteúdo, reputação, riscos, vulnerabilidades? Como a área de Tecnologia da Informação (TI) pode colaborar para proporcionar essa integração, ao mesmo tempo em que lida com pessoas, demandas, gestão de riscos, oportunidades e desafios?

17.10.2013 - 16h32

O poder do storytelling para a sua marca

Qual é a sua históriaManter relações duradouras com seus consumidores é uma arte que requer criatividade, dedicação e autenticidade. Pego carona nas ideias de Angela Ahrendts, CEO da Burberry, uma das marcas mais luxuosas, tradicionais e glamourosas do mundo, para reforçar o conceito de que contar uma boa história sobre a sua marca é o que efetivamente te coloca pertinho dos seus stakeholders, sejam eles consumidores, acionistas ou investidores. E é o que faz diferença para construir um relacionamento.

(Antes de continuar, cabe uma informação fresca: Angela, presidente da Burberry há oito anos, período no qual as ações subiram cerca de 250%, acaba de anunciar há dois dias que, a partir de meados de 2014, deixará a marca inglesa de 157 anos para assumir o recém-criado cargo de vice-presidente sênior de supervisão de lojas de varejo e online da Apple. Por que a marca da maçã quer Angela? Entre outros motivos, pelo conceito por trás da loja ícone da Burberry em Regent Street, em Londres, inaugurada o ano passado, que oferece ao usuário uma experiência integrada digital-física como nunca se viu).

A força do chamado storytelling, mesclando emoção, valores e a história de sua existência, tem muitas aplicações em toda a comunicação de uma marca.

Último comentário por Mariela Castro : Augusto, meu fiel leitor! muito obrigada! é sempre um incentivo ler seus comentários, obrigada pela contribuição com a sua visão! ...
02.10.2013 - 19h13

A vida inútil (ou não) nas redes sociais

O jovem inventor Javier Fernandez-Han sugere que todas as pessoas façam um curso de filosofia em algum momento de suas vidas, porque isso ajuda a desenvolver processos de pensar, imaginar, criar. “E se….?” e “Por que não?” são as perguntas que deveríamos fazer constantemente em busca de um pensar mais criativo voltado à inovação.

Ele também sugere que não gastemos tanto tempo nas redes sociais. “Elas são superficiais, não te estimulam a divagar, imaginar nem fazer associações inusitadas”, diz. Não te estimulam a pensar fora da caixa, em outras palavras.

03.07.2013 - 19h49

Sete passos para resolver uma crise de imagem

Uma notícia negativa foi publicada sobre a sua empresa e – seja ela verdadeira ou falsa, não importa – a imagem ficou bem arranhada. Como sair desse pesadelo e ainda preservar a reputação da companhia?

As plataformas digitais incentivam a disseminar informação como nunca, para o bem e para o mal, a todos os cantos do ciberespaço. Mesmo passado o auge da crise, essas informações não desaparecem no vácuo, para jamais serem ouvidas novamente – ao contrário, o mundo virtual é uma intrincada rede que garante acesso a qualquer informação em tempo real, 24 horas por dia, sete dias por semana. Essa perda de controle sobre o que é dito sobre a sua empresa deixa a maior parte dos líderes de cabelo em pé.

19.06.2013 - 12h22

A revolução da educação digital [com infográfico]

Estou no aeroporto, fechado por causa da neblina, à espera de que meu voo decole. O saguão de embarque está cheio, e há também famílias – incluindo idosos, bebês de colo e várias crianças de idades entre três e oito anos. Como entreter os pequenos diante de atrasos de mais de duas horas para qualquer voo? A resposta é bem fácil: com um tablet. Pais que se prezem hoje não viajam com crianças sem carregar o apetrecho entre os bichos de pelúcia, o travesseirinho favorito e o carrinho de estimação.

De um lado, os que defendem que o excesso de tecnologia (TV, computador, tablet, smartphone) em tenra idade pode transformar as crianças, que “desaprenderiam” o valor de brincar (especialmente com outras crianças) e de ser criativas com poucos recursos, além de estimulá-las a uma vida mais ao ar livre, praticando atividades físicas. De outro, pais hightech que acreditam que a tecnologia faz parte da geração atual de bebês e que eles interagem de maneira instintiva com os equipamentos, ampliando sua visão de mundo desde muito novinhos, o que desenvolveria habilidades cognitivas.

22.05.2013 - 18h25

Os desafios para gerenciar a reputação corporativa

Reputação é o tipo de coisa que todo mundo só lembra que existe quando acontece uma crise e a imagem da pessoa ou da empresa desce pelo ralo. Em tempos de “bonança”, o comportamento natural é ir levando sem muita preocupação. Mas por que pouco se pensa em construir de forma sólida o seu capital social?

Do ponto de vista corporativo, 87% das empresas em todo o mundo ainda estão no primeiro terço de sua jornada para estabelecer um processo consistente de gestão de sua reputação. Mais da metade não passou da etapa de organizar como mensurar e gerir esse importante ativo intangível e apenas 2% podem dizer que a gestão da reputação está totalmente integrada à sua estratégia de negócios de longo prazo e que merece um naco de seus investimentos.

Último comentário por Mariela Castro : Augusto, meu caro amigo, sem dúvida nós, como consumidores, somos muito passivos. Às vezes vejo tentativas de campanhas do tipo "vamos ...